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Palmeiras 2 x 0 São Paulo – 08/03/2018

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Borja, do Palmeiras, comemora gol contra o São Paulo, pelo Campeonato Paulista, no Allianz Parque (Ale Vianna/Eleven/Folhapress)

Depois de 4 resultados ruins (2 empates e 2 derrotas) no estadual nada como uma boa vitória num Choque-Rei para espantar qualquer sombra de crise.

Os 3 pontos vieram acompanhados de um ótimo futebol, com muita intensidade e o time ligado o tempo todo.

Uma ótima vitória pra comemorar o 100º jogo do Allianz Parque.

Jogo válido pela 11ª rodada do Paulistão 2018.

Gols, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2 X 0 SÃO PAULO

Data: 8 de março de 2018, quinta-feira
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Danilo Ricardo Manis e Daniel Paulo Ziolli
Público: 34.916 torcedores
Renda: R$ 2.302.301,06
Carões amarelos: Victor Luis, Marcos Rocha, Felipe Melo, Bruno Henrique e Thiago Martins (Palmeiras); Marcos Guilherme, Hudson, Petros e Shaylon (São Paulo)
GOLS: PALMEIRAS: Antônio Carlos, aos nove, e Miguel Borja, aos 31 minutos do primeiro tempo

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Thiago Martins, Antônio Carlos e Victor Luis; Felipe Melo (Thiago Santos); Willian (Gustavo Scarpa), Bruno Henrique (Moisés), Lucas Lima e Dudu; Borja Técnico: Roger Machado

SÃO PAULO: Jean; Éder Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Hudson (Shaylon) e Petros; Marcos Guilherme (Nenê), Cueva e Valdívia; Brenner (Tréllez) Técnico: Dorival Júnior

Verdão encara São Paulo em jogo 100 do Allianz; retrospecto no local é favorável

Bruno Alexandre Elias
Departamento de Comunicação
07/03/2018 – 19h14

O clássico diante do São Paulo, nesta quinta-feira (08), pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, será o jogo de número 100 do Verdão na arena – a moderníssima casa palmeirense tem a configuração atual desde 2014, quando foi inaugurada após o antigo Estádio Palestra Italia passar por quatro anos de reforma.

Em jogos disputados diante do São Paulo dentro de sua casa – agora, porém, considerando todas as formas físicas que o atual Allianz Parque já possuiu anteriormente –, o Palmeiras leva grande vantagem sobre o rival tricolor: foram 43 jogos, com 22 vitórias alviverdes, 11 empates e dez vitórias são-paulinas. O Verdão possui 69 gols marcados contra 37 do adversário da vez.

E se computadas apenas as partidas válidas pelo período Allianz Parque – a partir de 2014 –, o Palmeiras tem um aproveitamento melhor ainda, de incríveis 100%! Dos cinco jogos já disputados na arena, o São Paulo não venceu nenhum. O Alviverde ainda possui um saldo amplamente favorável, de 13 gols (marcou 16 gols e sofreu apenas três).

Além disso, outro fator deve apimentar o embate: trata-se de um tabu de quase dez anos que favorece o Verdão. Desde o Paulistão de 2008, edição do Estadual da qual o Alviverde se sagrou campeão, o São Paulo não vence o Palmeiras jogando no palco do próximo encontro entre as duas equipes. Desde então, a história contabiliza nove duelos. São dois empates e sete vitórias esmeraldinas – sendo seis delas em sequência – essa série de triunfos corresponde aos últimos seis últimos jogos disputados no local.

Ao todo, Palmeiras e São Paulo se enfrentaram por 309 vezes. Foram 101 vitórias do Alviverde, 99 empates e 109 triunfos do time adversário. A equipe palestrina vazou o rival em 399 ocasiões, tendo sido vazado em 406 oportunidades.

Allianz Parque

O retrospecto no Allianz Parque é vantajoso ao Verdão, pois, nos 99 jogos disputados até o momento, foram 65 vitórias obtidas, 17 empates e 17 derrotas. O Palmeiras balançou as redes adversárias em 183 ocasiões e foi vazado em 83 oportunidades.

A nova casa palmeirense já foi palco de dois títulos do Verdão: o da Copa do Brasil de 2015, contra o Santos, e do Campeonato Brasileiro de 2016, contra a Chapecoense. O jogador que mais vezes atuou na arena é Fernando Prass, com 79 jogos, e o que marcou mais gols é Dudu, com 22 tentos.

PÓS-JOGO

Verdazzo

O Palmeiras venceu mais uma vez o SPFC, desta vez por 2 a 0, e garantiu o primeiro lugar do Grupo C do Paulistão – o time enfrentará o Novorizontino nas quartas-de-finais, decidindo em casa. O jogo marcou a centésima partida do Verdão no Allianz Parque e consagrou o inimigo como o maior freguês desde a inauguração: foram seis jogos, com seis vitórias do Palmeiras.

PRIMEIRO TEMPO

Sem novidades na escalação,os dois times foram para o campo com muita disposição – logo a um minuto, Felipe Melo deu uma chegada forte em Petros, que já fez toda sua manha, falando bastante com o juiz e fazendo pressão – algo que aconteceria durante todo o jogo.

Aos 4, o Palmeiras bateu um escanteio curto rápido, aproveitando a desatenção da defesa visitante, e quase Borja conseguiu escorar após Dudu entrar com a bola dominada na área do SPFC, rente à linha de fundo – ela ficou viva e Felipe Melo também teve a chance de aproveitar, mas Jean conseguiu agarrar.

O Verdão forçava bastante pelo lado direito do ataque, em cima de Edimar. E depois de uma grande pressão, sob um barulho ensurdecedor da torcida, o Verdão chegou ao primeiro gol aos 9, com Antônio Carlos, após cobrança de escanteio de Lucas Lima pela esquerda.

Aos 13, o SPFC conseguiu trocar passes pela primeira vez e chegou com algum perigo, com Cueva, batendo da meia-lua sobre o gol de Jailson. Após a pressão inicial do Verdão, o time visitante conseguiu se encontrar em campo e equilibrou momentaneamente as ações. As duas equipes marcavam muito forte e a impressão clara era de que não teríamos 22 jogadores ao final da partida.

Com o meio congestionado, o Palmeiras recorreu momentaneamente a lançamentos longos. Aos 22, Willian recebeu bola esticada, dominou e bateu, mas sem força e direção. Aos 24, Victor Luis cruzou por baixo e Hudson quase marcou contra, mas a bola saiu a escanteio – na cobrança, Lucas Lima recebeu dentro da área, fez um salseiro e tentou finalizar; a bola sobrou para Felipe Melo, que fintou o primeiro marcador mas perdeu para o segundo.

Aos 27, em contra-ataque rápido, Bruno Henrique abriu na direita para Marcos Rocha, que entrou em diagonal e arriscou, mas chutou mal. O Palmeiras voltou a exercer a mesma pressão dos minutos iniciais e roubava a bola do SPFC com muita facilidade em qualquer ponto do campo, com muita atitude em campo.

Aos 31, após Borja recuperar a bola no ataque, Dudu cruzou no segundo pau e Victor Luis emendou um voleio espetacular; Jean rebateu e Borja estava lá para conferir, marcando o segundo gol do jogo.

Depois de tomar um baile, o SPFC tentou reagir e aumentou a intensidade, principalmente através de Valdivia, único jogador lúcido do time visitante.  Mas o Verdão também sabia o que fazer nos momentos de fechar os espaços e não sofreu qualquer ameaça.

Aos 43, o Verdão teve uma enorme chance de desenhar a goleada: após escanteio, a zaga afastou, mas Marcos Rocha recolocou na área; Antônio Carlos tirou uma casquinha e a bola caiu na medida para Willian Bigode, que finalizou pelo alto mas Jean defendeu. O Verdão ainda teve uma última chance no primeiro tempo, aos 44, com Dudu: ele invadiu a área e bateu cruzado, para fora. Um grande primeiro tempo do Verdão, jogando CLÁSSICO e empolgando e orgulhando a todo o estádio.

SEGUNDO TEMPO

Dorival Júnior meteu o louco e fez as três mexidas no intervalo, extremamente insatisfeito com seu time: tirou Hudson, Brenner e Marcos Guilherme, para as entradas de Tréllez, Shaylon e Nenê. O jogo ficou muito aberto; com cinco minutos já tínhamos chegado três vezes dentro da área deles com perigo – por outro lado, o SPFC também ganhou mais presença no ataque.

O visitante surpreendeu aos seis: Shaylon fez um belo toque por elevação e Tréllez tocou rápido, acertando o travessão de Jailson. O lance animou o SPFC, que tentou jogar mais em cima do Verdão; nosso time então passou a se preocupar mais com o posicionamento defensivo, ao mesmo tempo em que parecia guardar as energias para a parte final do jogo. O SPFC se desgastou e não conseguiu nada: o Verdão era senhor do jogo quando atacava e também quando defendia.

Com calma, o Palmeiras chegava: aos 18, Lucas Lima armou a jogada pela direita e a bola ficou com Bruno Henrique, que bateu da entrada da área; a bola ainda desviou na zaga e obrigou Jean a fazer uma defesa difícil. Logo depois, Willian deu lugar ao canhoto Gustavo Scarpa, que ocupou o flanco esquerdo enquanto Dudu foi para o lado direito. Pouco depois, Felipe Melo deu lugar a Thiago Santos.

Aos 24, boa chegada do SPFC: Nenê fez a jogada pela direita e cruzou na cabeça de Trellez, que escorou para fora, à esquerda de Jailson. Um minuto depois, Nenê bateu falta da direita; Antônio Carlos falhou e Cueva escorou para trás para Militão, que bateu cruzado, sem direção. Roger queimou a última mexida mandando Moisés a campo, no lugar de Bruno Henrique.

Aos 30, após Jean sair jogando rápido, Gustavo Scarpa roubou a bola de Petros, que precisou fazer  falta dentro da meia-lua. Lucas Lima bateu no canto do goleiro, já que a arbitragem permitiu que a barreira avançasse muito – Jean se esticou e espalmou a escanteio. Na cobrança, Borja testou para fora.

Aos 36, Dudu e Gustavo Scarpa já tinham invertido as posições – o capitão fez uma linda invertida e Scarpa aparou, trouxe para dentro, levou dois e bateu de chapa, visando o ângulo direito de Jean, mas a bola saiu por pouco. Aos 37, mais uma roubada no ataque, desta vez de Marcos Rocha – ele abriu para Scarpa que colocou na cabeça de Borja, e o colombiano testou para as redes, mas o bandeira marcou impedimento – a impressão, no momento, foi de posição legal.

Nos minutos finais, o Palmeiras apenas rodou a bola e tratou de resistir às tentativas infrutíferas do time visitante. Nos descontos, Dudu comandou o olé, que ainda rendeu uma chance após bela jogada individual de Lucas Lima, que rolou para Marcos Rocha bater cruzado, mandando a bola para fora, mas bem perto da trave direita de Jean. E o jogo acabou.

FIM DE JOGO

Foi uma vitória maiúscula do Verdão, que foi superior ao SPFC em quase todo o jogo e impôs sua maior categoria, em cima de um adversário muito nervoso e intimidado em nosso estádio. A atitude dos jogadores dentro de campo, sobretudo no primeiro tempo, foi um grande diferencial, proporcionando roubadas de bola sensacionais que, além de reiniciar nossos ataques, tiravam confiança e o foco dos adversários.

A partida serviu para mostrar, de novo, que precisamos ter mais tolerância com as oscilações naturais de início de temporada. Assim como no jogo em Barranquilla, o time respondeu num jogo grande logo após uma partida ruim. Quanto mais confiança esse grupo pegar, mais difícil será de ser batido, ainda mais com o apoio de nossa torcida, que hoje foi sensacional. Estamos todos de parabéns, e VAMOS PALMEIRAS!

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