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Palmeiras 2 x 1 Fluminense – 14/06/2015

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SÃO PAULO, SP – 14.06.2015: PALMEIRAS X FLUMINENSE – O jogador Cristaldo, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Fluminense FC, durante partida válida pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, Série A na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Vitória importantíssima para manter uma ponta de esperança pelo título. Além disso, há boatos de que Marcelo Oliveira está sendo cotado para assumir o comando.

A vitória não veio sem sustos. Saímos perdendo e conseguimos o empate e a vitória no apagar das luzes do primeiro e segundo tempo, respectivamente.

Foco total para uma arrancada heróica 2015.

Jogo válido pela 7ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 1 FLUMINENSE

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA/HORA: 14/06/2015, às 16h (de Brasília)
JUIZ: Dewson Freitas da Silva (PA)
AUXILIARES: Guilherme Camilo (MG) e Marcio Santiago (MG)
PÚBLICO PAGANTE/RENDA: 26.181 / R$ 1.637.815,00
CARTÕES AMARELOS: Antônio Carlos, Pierre, Jean, Gum, Marcos Junior e Renato (FLU)
CARTÕES VERMELHOS: Magno Alves, 14’/2ºT e Gum, 43’/2ºT (FLU)

GOLS: Jean, 16’/1ºT (0-1); Rafael Marques, 47’/1ºT (1-1) e Cristaldo, 45’/2ºT (2-1)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Vctor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca (Cristaldo, 36’/2ºT), Cleiton Xavier (Robinho, 21’/2ºT), Zé Roberto (Alecsandro, intervalo) e Dudu; Rafael Marques. TÉCNICO: Alberto Valentim (interino)

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Renato, Gum, Antônio Carlos (Henrique, intervalo) e Giovanni; Pierre, Edson, Jean, Gerson (Lucas Gomes, 42’/2ºT) e Vinícius (Marcos Junior, 24’/2ºT); Magno Alves. TÉCNICO: Enderson Moreira.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

No Allianz Pasto, o Verdão mostrou muita raça, contou com todo o apoio da torcida e venceu o Fluminense por 2 a 1, de virada, e segue junto do bolo no Brasileirão. A vitória foi muito importante para que o time recuperasse a confiança para começar bem os trabalhos com o novo treinador, a partir de amanhã. Em 12º lugar na tabela, a sete pontos do líder, o time salvou as esperanças para a sequência do ano; um tropeço praticamente sepultaria as perspectivas para 2015. Ufa!

Primeiro tempo

O Palmeiras teve cerca de dez minutos com mais volume de jogo, embora o esquema tático proposto por Alberto Valentim fosse exatamente o mesmo que precipitou a queda de Oswaldo de Oliveira. O time conseguiu criar chances de gol nos chutes de longe, sobretudo com Gabriel – no melhor deles, aos oito minutos, Diego Cavalieri teve que se esticar todo para desviar a bola, que entraria no cantinho direito.

Aos poucos, a equipe de Enderson Moreira tomou conta do meio campo, ocupando bem o setor com três volantes e tentando o jogo rápido com Gerson, Vinicius e principalmente Magno Alves. E foi com o Magnata que, aos 15, saiu a jogada do gol dos visitantes: sucessão de falhas grosseiras do sistema defensivo, o veterano foi ao fundo e cruzou para trás, por baixo; a bola passou por todo mundo e chegou em Jean, que vinha na corrida e acertou um ótimo chute rasteiro, que entrou inapelável no canto direito de Fernando Prass.

Os nervos do Palmeiras e de toda a torcida imediatamente entraram em surto. A bola passou a queimar nos pés de nossos jogadores, que erravam passes como se não houvesse amanhã – é fato que o estado ridículo de nosso gramado também influenciou nesses erros. O Fluminense aproveitava e criava chances uma atrás da outra, chegando em nossa área com muito perigo, embora não concluísse a gol todas as jogadas que construía. Mesmo assim, Fernando Prass teve que trabalhar num chute cruzado de Magno Alves, que poderia complicar demais nossa situação no jogo.

O Verdão tentava o gol sem nenhuma organização, e ainda assim quase conseguiu, tamanha a fragilidade do time carioca: aos 29, num chuveirinho despretensioso de Rafael Marques que buscou Dudu – atenção: “chuveirinho para o Dudu” – quase o camisa sete marcou sem querer, ao dominar mal a bola que incrivelmente chegou a ele após a falha de Gum. Diego salvou; na sequência Dudu ciscou e abriu para Zé Roberto, que cruzou mal.

O Fluminense se mantinha muito perigoso no contra-ataque, se aproveitando de buracos incríveis que apareciam em todos os setores. Nossos atletas pareciam extremamente desmotivados, com o chamado freio de mão puxado, e o segundo gol do time carioca era questão de detalhes – como quase aconteceu aos 31, em bola cruzada da esquerda que Magno Alves emendou de primeira, por cima; ou as 34, quando Fernando Prass teve que sair na louca para rachar com Gerson, cara a cara; ou aos 41, quando Vinicius desfilou por nosso campo sem ser incomodado, tabelou com Magno Alves e furou na marca do pênalti. Pânico completo.

Enquanto rezávamos para o juizão terminar o primeiro tempo, recebemos um presente: já nos descontos, Cleiton Xavier bateu escanteio da esquerda e Rafael Marques cabeceou certeiro no ângulo direito de Diego Cavalieri – a bola ainda bateu na trave antes de morrer no fundo do gol. Ir para o intervalo com o placar igual foi um lucro imenso para o Verdão – e como veremos, a chance de recolocar o time nos eixos foi aproveitada.

Segundo tempo

A primeira mexida era óbvia: Alberto Valentim poderia escolher entre o Zé Roberto e o Egídio, para promover a estreia de Alecsandro. Optou por tirar o veterano de campo, e com cinco minutos o novo reforço já havia finalizado três vezes para o gol, jogando enfiado no meio dos zagueiros e abrindo espaço para as aproximações de Rafael Marques e Cleiton Xavier, que automaticamente passaram a render mais. Tão simples! Entre esses lances, ainda houve uma cabeçada de Vitor Hugo que triscou o travessão, após escanteio da direita – uma pressão que os jogadores do Fluminense sentiram – Gum acusou o golpe e quase marcou contra num recuo de bola ridículo, quase matando Diego Cavalieri.

Aos 12, em falta da esquerda, Cleiton Xavier bateu de curva, em direção ao canto oposto de Diego Cavalieri; a bola pingou na área e quase entrou direto, mas Diego fez um milagre e evitou a virada. Aos 13, Rafael Marques bateu de fora e exigiu mais uma intervenção do goleiro do time carioca. E aos 14, conquistamos uma vantagem importante no campo: Magno Alves sentiu a pressão do estádio e deu uma entrada forte demais em Gabriel, sem precisar, e levou o vermelho direto. Sinal verde para Alberto Valentim prensar o adversário em seu campo: rapidamente ele mandou Robinho a campo no lugar de Cleiton Xavier.

Robinho entrou muito bem, encostando nos companheiros e dando mais volume ao ataque, sobretudo nas articulações pela direita com Lucas e Rafael Marques. Enderson fechou mais o time, tirando Vinicius e colocando Marcos Junior. Os espaços diminuíram e era necessária mais uma mexida para ir para o tudo ou nada. E Alberto então mandou Cristaldo no Arouca.

Em meio a muita cera, o Verdão foi para o abafa, e o Fluminense nem ameaçava armar o contra-ataque, tamanho o cerco. Aos 44, Gum meteu a mão na bola quase na risca da área e tomou o segundo amarelo – logo, vermelho. Egídio cobrou forte, no meio do gol; Diego bateu roupa e Cristaldo, na pequena área, cabeceou… NA TRAVE! Mas como quando tem que ser, a bola entra de qualquer jeito, ela generosamente se ofereceu de novo para Cristaldo, que aproveitou a segunda chance como se fosse o Mirandinha, colocando a bola pra dentro de canela. Delírio no Palestra.

Fim de jogo

Foi uma vitória importantíssima. O time voltou a encontrar um jeito simples de fazer o esquema render; bastou pra isso jogar com um centroavante experiente, que sabe se colocar e puxar a marcação – Cristaldo teve todo o espaço e tempo que precisava para fazer o gol da virada (os dois jogadores a menos na defesa adversária também ajudaram, claro). A torcida recupera a confiança, sobretudo diante das perspectivas do novo comando de Marcelo Oliveira e dos reforços que Alexandre Mattos pode trazer de sua recente viagem à Europa.

O triunfo serviu também para quebrar uma já incômoda sequência de sete derrotas para o mesmo adversário, e para escancarar o péssimo serviço da empresa que deveria cuidar para que o gramado estivesse em condições perfeitas para a prática do futebol. Já ouvimos várias explicações, uma série de desculpas, mas o fato é que tivemos uma semana cheia para que a grama se recuperasse do desgaste após o jogo da Seleção da CBF e o estado estava pior ainda. Os jogadores não se furtaram de mencionar que esse foi uma das razões de tantos erros de passes – e não podemos discordar deles. Alguém tem que responder por isso.

Vale também o registro da nova camisa, que finalmente estreou, e caiu muito bem no campo, muito melhor que de perto. Lembrou o uniforme de 2008, que foi campeão. E confirmou o pé-quente.

Por último, mas não menos importante, temos que destacar a alegria de conseguir uma vitória como essa. Isto é a alma do futebol. A sensação de virar um jogo no acréscimo, ainda mais sobre ESSE TIME, é indescritível e estávamos sentindo falta de viver essas emoções que vez o outra o futebol nos proporciona. Que venham outras, sofridas ou tranquilas – mas que o time mostre garra o tempo todo, como foi no segundo tempo desta bela partida. VAMOS PALMEIRAS!

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