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Grêmio 1 x 0 Palmeiras – 20/06/2015

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PORTO ALEGRE, RS – 20.06.2015: GRÊMIO X PALMEIRAS – O técnico Marcelo Oliveira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Grêmio FPA, durante partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, Série A na Arena do Grêmio. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Novo treinador, velhos problemas.

Marcelo Oliveira terá bastante trabalho. Apesar do pouco tempo no comando algumas melhoras já foram notadas, principalmente na defesa.

Jogo válido pela 8ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 x 0 PALMEIRAS

LOCAL: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
DATA/HORÁRIO: 21/06/2015, às 21h
ÁRBITRO: Raphael Claus (Fifa-SP)
AUXILIARES: Danilo Simon Manis (SP) e Rafael da Silva Alves (RS)
PÚBLICO E RENDA: 20.814 pagantes / R$ 718.882,00
CARTÕES AMARELOS: Gabriel, Alecsandro, Robinho (PAL); Marcelo Oliveira, Rafael Galhardo, Maicon (GRE)
CARTÕES VERMELHOS: Não houve

GOL: Maicon, aos 10’/2ºT (1-0)

GRÊMIO: Tiago; Rafael Galhardo, Pedro Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano (Braian Rodríguez – 39’/2ºT) e Douglas (Edinho – 35’/2ºT); Luan e Pedro Rocha (Yuri Mamute – 22’/2ºT). TÉCNICO: Roger Machado.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel (Amaral – Intervalo) e Arouca (Cleiton Xavier – 28’/2ºT); Rafael Marques, Robinho (Zé Roberto – 18’/2ºT) e Dudu; Alecsandro. TÉCNICO: Marcelo Oliveira.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Na estreia de Marcelo Oliveira no comando técnico, o Verdão repetiu muitos dos erros ofensivos que já vinha cometendo sob a orientação de Oswaldo de Oliveira, errou uma bola e permitiu ao Grêmio a marcação de um gol, o que foi suficiente para decretar mais uma derrota no Brasileirão. O time segue com apenas nove pontos, e deve ficar a nove ou dez pontos do líder ao final da rodada.

Apesar do resultado ruim, Marcelo Oliveira já deu uma nova cara ao time, pelo menos no que diz respeito ao setor defensivo. Em apenas quatro dias de treino, a zaga se mostrou bem mais protegida que o costumeiro, o que parece ser um bom sinal. Mas no setor ofensivo, o novo treinador terá bastante trabalho.

Primeiro tempo

A primeira metade do jogo foi marcada por uma intensa disputa pelo meio-campo, com era esperado. Os dois times tentavam dominar o setor, mas paravam nos fortes esquemas de marcação. Com isso, o Palmeiras apelou várias vezes para a ligação direta, tanto através dos zagueiros quanto do próprio Fernando Prass. E assim algumas chances de gol até foram construídas.

Aos 12, bom corta-luz de Alecsandro para Dudu, após cruzamento da direita, mas Galhardo bloqueou o arremate. Aos 24, Alecsandro mais uma vez protegeu a bola, desta vez para a chegada de Egídio, que chutou para fora. Eram chegadas sem lá muito perigo, mas mostravam alguma objetividade, diferente do Grêmio, que parava em nosso bloqueio no meio-campo e sequer assustava Fernando Prass.

Aos 38, Robinho teve duas chances de finalizar, mas foi bloqueado em ambas. Um minuto depois, Rafael Marques foi lançado em velocidade na direita por Dudu, ganhou de Marcelo ‘TV Palmeiras’ Oliveira e bateu forte, mas na rede pelo lado de fora. O primeiro tempo terminou sem gols, e se tivesse que ter um vencedor, seria o Palmeiras – mas convenhamos, o empate ficou bem mais adequado ao que foi o jogo.

Segundo tempo

Após o intervalo as equipes voltaram bem mais acesas. Gabriel foi sacado, pois já tinha o amarelo – Amaral entrou em seu lugar. E a primeira pressão foi do Grêmio: logo de saída, Giuliano tentou um bom tiro, mas foi bloqueado por Vitor Hugo. Um minuto depois, Wallace surgiu pela direita e cruzou no segundo pau, onde estava Pedro Rocha; o jovem atacante do Grêmio subiu com estilo mas cabeceou mal, à direita do gol de Prass.

O Verdão respondeu à altura: aos 4, Dudu tabelou com Alecsandro pela esquerda e cruzou na cabeça do centroavante, que testou como manda o manual: forte, para baixo, mas Tiago operou um pequeno milagre e Rhodolfo colocou pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Robinho bateu no primeiro pau, Maicon desviou mal para o meio da área e Vitor Hugo testou forte, mas Tiago defendeu mais uma vez, salvando o time da casa.

O Palmeiras intensificava a pressão e o Grêmio dava sinais de estar acuado, nas cordas, sem saber o que fazer. Seguiram-se dois ataques interessantes do Palmeiras, que vivia assim seu melhor momento no jogo. Foi como um lutador que vai com muita vontade para nacautear e acaba levando um, apenas um golpe, e perde a luta, e foi num erro de Arouca.

Aos dez minutos, nosso camisa 5 tentou dar um passe bonito de primeira na saída de bola e errou, proporcionando uma chance de gol ao Grêmio, que Egídio rechaçou parcialmente; a bola caiu no pé de Wallace, que tramou com Giuliano, daí para Luan, e daí para Maicon, que cortou para o meio e acertou um belíssimo chute de curva, na gaveta de Fernando Prass, abrindo o placar.

Com a vantagem no placar, Roger Machado abortou a substituição ofensiva que faria e recolheu o time. Se o Palmeiras já tinha dificuldades com o placar em branco, tendo pela frente um time com vantagem no placar e com a disposição defensiva redobrada, complicou muito. Marcelo tentou abrir o time colocando Zé Roberto no Robinho, e de fato o time ficou mais leve e com toque mais rápido.

Com Vitor Hugo, Amaral, Rafael Marques e Alecsandro em campo, o jogo pelas pontas, visando cavar escanteios ou faltas na lateral da área podia ser uma boa alternativa, mas o time insistia em achar espaços trocando passes, e era facilmente bloqueado, principalmente depois da entrada de Edinho em Douglas. A entrada de Cleiton Xavier no Arouca foi corajosa, mas inútil. Cleiton Xavier vem sendo uma enorme decepção.

Foi frustrante ver o time não levar nenhum perigo ao gol gremista após ficar em desvantagem aos dez do segundo tempo. Houve um contato entre Yuri Mamute e Zé Roberto dentro da área aos 38, e se o juiz Raphael Claus quisesse, poderia marcar – mas não ficou claro nas repetições se a infração foi indiscutível. O fato é que chorar o resultado por um “talvez pênalti” realmente não dá.

Fim de jogo

Não poderíamos esperar que logo em sua primeira partida Marcelo Oliveira fizesse o time jogar por música. Na realidade, vimos o que seria honesto exigir: uma pequena evolução no setor defensivo – essa é a ordem correta de se acertar um time, primeiro pela defesa. Tomamos um gol num erro individual, Fernando Prass só trabalhou depois que Marcelo escancarou o time em busca do empate.

Mas mesmo assim trouxemos na bagagem mais uma derrota e a distância para o topo está muito grande. Parece que o Brasileirão está indo para o saco; a não ser que o time engrene rapidamente e consiga uma longa sequência positiva, já podemos abandonar as esperanças realistas de título – o que não quer dizer que devemos virar as costas para o time. Ao contrário: a Copa do Brasil continua sendo uma meta extremamente alcançável, e ainda temos que lutar para ficar entre os quatro primeiros, a frente mais segura para garantir a vaga para a Libertadores. E claro, manter a chama da esperançaimprovávelacesa. Afinal, ainda temos 30 jogos pela frente. VAMOS PALMEIRAS!

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