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Grêmio 0 x 0 Palmeiras – 11/09/2016

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O goleiro Jailson, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Pedro Rocha, do Grêmio FPA, durante partida válida pela vigésima quarta rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena do Grêmio (Foto: Cesar Greco).

Ponto importantíssimo graças ao nosso goleirão que operou 1 milagre no 1º tempo e fez ótimas defesas ao longo do jogo. Empate aceitável, mesmo vendo um concorrente (Flamengo) ficar somente a 1 ponto da nossa liderança.

É sempre muito difícil arrancar pontos do Grêmio em Porto Alegre. Além disso, o Grêmio vinha pressionado por vários resultados ruins e precisava reagir.

O jogo foi de muita raça e pouca técnica, mesmo assim teve chances para ambos os lados.

Agora é focar e vencer o próximo confronto contra o Flamengo, vice-líder.

Jogo válido pela 24ª rodada do Brasileirão 2016.

Melhores momentos, jogo completo.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 0 X 0 PALMEIRAS

Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Data-Hora: 11/09/2016 – 18h30
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Auxiliares: Luiz Antonio Barbosa (MG) e Marconi Helbert Vieira (MG)
Público/renda: 19.514 pagantes/R$ 671.308,00
Cartões amarelos: Edilson, Kanneman, Douglas, Walace (GRE), Jailson, Gabriel, Edu Dracena (PAL)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edilson, Pedro Geromel, Kanneman e Marcelo Oliveira; Walace (Ramiro, aos 26’/2ºT), Jaílson e Douglas; Pedro Rocha (Guilherme, aos 34’/2ºT), Luan e Miller Bolaños (Batista, aos 36’/2ºT). Técnico: Roger Machado.

PALMEIRAS: Jailson; Gabriel, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Tchê Tchê e Moisés (Lucas Barrios, aos 25’/2ºT); Róger Guedes (Cleiton Xavier, aos 20’/2ºT), Dudu e Gabriel Jesus (Rafael Marques, aos 31’/2ºT). Técnico: Cuca.

Duelo entre Palmeiras e Grêmio completa 80 anos de história; confira retrospecto

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
10/09/2016 – 15:00h

Adversário deste domingo (11), o Grêmio cruzou o caminho palmeirense pela primeira vez há 80 anos, em 1936, em um jogo amistoso. Naquela oportunidade, as duas equipes empataram em 1 a 1, no Estádio da Baixada, em Porto Alegre. Curiosamente, os times só voltaram a se enfrentar 10 anos depois, em 1946, no mesmo palco, em encontro que terminou 2 a 1 para o Palestra Italia.

O Palmeiras permaneceu invicto por mais três partidas – uma vitória, por 3 a 0, e dois empates – e só conheceu a primeira derrota em 1965 – 29 anos após o início da história entre as equipes, portanto. As maiores sequências sem reveses do Verdão contra o Grêmio foram registradas entre 1967 e 1973 (sete vitórias e três empates) e entre 1991 e 1995 (três vitórias e sete empates), ambas com 10 jogos.

Ao todo, os dois times já se enfrentaram 86 vezes, sendo 36 vitórias do Verdão, 32 empates e apenas 18 derrotas. Enquanto a equipe paulista marcou 125 gols, o time do sul do país balançou as redes em 93 oportunidades.

A maior goleada da história do confronto foi registrada em 1999, quando o Alviverde aplicou sonoro 6 a 0 sobre o time gaúcho – gols marcados por Alex (2), Evair, Júnior, Zé Maria e Edmílson. Curiosamente, na mesma edição do Campeonato Brasileiro, menos de um mês depois, o Verdão venceu outro jogo por 6 a 0, desta vez diante do Botafogo.

Em Campeonatos Brasileiros, o Grêmio é o time que mais perdeu para o Palmeiras na história. Foram 29 triunfos palestrinos e 92 gols marcados – os tentos sofridos pelo time gaúcho também deixam a equipe como clube que mais levou gols do Verdão na competição.

Decisões

As duas equipes já se encontraram em diversas decisões ao longo dos 80 anos de história. Em 1961, os times se encontraram na final da Chave Sul da Taça Brasil, com classificação palestrina – no primeiro jogo, em Porto Alegre, o Palmeiras venceu por 3 a 0 e precisou apenas administrar o resultado na partida de volta, quando empataram em 1 a 1.

Em 1967, os clubes duelaram em caráter decisivo em duas oportunidades. Na Taça Brasil, vitória palmeirense na semifinal (derrota na primeira partida, no sul, por 2 a 1, e duplo triunfo no Pacaembu por 3 a 1 e 2 a 1). Já no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o jogo derradeiro do quadrangular final foi contra o Grêmio e, com dois de César Maluco, o Verdão conquistou o título.

Pela Copa do Brasil, o Verdão superou os gaúchos nas edições de 1996 e 2012 – na fase semifinal nas duas oportunidades. Em 1996, o Verdão perdeu o título para o Cruzeiro, mas ultrapassou o Coritiba na decisão de 2012 e sagrou-se bicampeão da competição nacional.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Foi muito difícil, mas o Verdão conseguiu arrancar um empate do Grêmio em Porto Alegre. Sem se importar com a vitória do Flamengo na véspera, Cuca manteve seu planejamento de pontos e claramente posicionou o time para garantir o empate e eventualmente ganhar o jogo numa bola bandida, o que quase aconteceu. O time agora foca no confronto contra o vice-líder na quarta-feira, com toda a preocupação com Gabriel Jesus – que se não levou o temido cartão amarelo, saiu sentindo uma fisgada e preocupa.

PRIMEIRO TEMPO

Fabiano não goza de nenhum prestígio com Cuca; na impossibilidade de escalar Jean e João Pedro, Gabriel foi deslocado para o setor. Na proteção à zaga, Tchê Tchê e Thiago Santos ficaram lado a lado, com Moisés mais avançado. Assim o Verdão entrou em campo para enfrentar o Grêmio.

Bastante pressionado pela goleada sofrida no meio da semana, o Grêmio entrou com todo o coração na partida, correndo e marcando muito; em cima da saída de bola do Palmeiras. As bolas enfiadas para nossos atacantes eram marcadas com bastante energia, e a arbitragem permitia as chegadas mais fortes, mesmo as que usavam o braço em excesso. Assim, Gabriel Jesus teve bastante dificuldade para receber as bolas e o Verdão não conseguia construir as jogadas.

Mas nosso time também marcava bem, e Douglas também tinha problemas em articular os ataques gremistas – o primeiro chute a gol do jogo só aconteceu aos 12 minutos, e foi de longe: Bolaños mandou um chute venenoso da intermediária, cheio de efeito, dando trabalho para Jailson. O Palmeiras respondeu dois minutos depois, num contra-ataque em que Gabriel Jesus acabou rachando a bola com Geromel; a bola espirrou e Zé Roberto, na velocidade, também dividiu a bola – com Marcelo Grohe. Na sobra, Roger Guedes se atrapalhou e matou o ataque.

Aos 17, um lance interessante: Kannemann disputou uma bola com Gabriel Jesus e deixou o braço por cima, além da pancada por baixo. Irritado, Gabriel Jesus partiu pra cima da arbitragem exigindo cartão amarelo, mas rapidamente levou uma senhora peitada de Moisés, evitando que nosso camisa 33 levasse o terceiro amarelo. Edu Dracena também correu para o bolo e acalmou o juiz, evitando um cartão que seria absolutamente estúpido. Grandes intervenções dos experientes jogadores.

O Grêmio aparentemente achou seu melhor posicionamento, asfixiando de vez a saída de bola do Palmeiras e criando uma pressão que até então não existia. Aos 24, Walace abriu na direita para Pedro Rocha, que abriu para a direita na corrida para ganhar de Vitor Hugo; com menos ângulo, bateu forte, mas para fora. Dois minutos depois, a melhor chance do primeiro tempo: Douglas iniciou a jogada no meio do campo com a mão, a bola espirrou e ele mesmo aproveitou a sobra, num ataque de 3 contra 1; ele rolou para Pedro Rocha que saiu de frente para Jailson, livre, e nosso goleiro fechou o ângulo para fazer uma defesa gigante.

Depois dessa pressão, o Palmeiras colocou a bola no chão e finalmente controlou o jogo – talvez contando com um certo cansaço do Grêmio, que jogou de forma muito intensa os primeiros 30 minutos. Aos 34, Dudu lançou Roger Guedes na corrida; ele foi deslocado por Marcelo Oliveira com falta – o juizão, como de praxe, mandou seguir. Aos 38, na bola parada, Thiago Santos aproveitou cruzamento de Dudu, cabeceou na trave e fez o gol no rebote – o auxiliar assinalou o impedimento. O detalhe é que Vitor Hugo estava jogando com um corte superficial no pescoço havia uns dez minutos, mas só na hora da bola parada é que a arbitragem o mandou sair para cobrir o ferimento, tirando-o do lance na área do Grêmio.

SEGUNDO TEMPO

Mesmo com o Grêmio superior no primeiro tempo, Cuca não abriu mão de seu plano de jogo. E conforme o time gaúcho avançava, dava mais espaços para as arrancadas de Gabriel Jesus – como aos seis minutos, quando acabou parado na falta dupla de Kannemann e Geromel – Moisés bateu com força, para fora.

Aos 12, o maior volume de jogo do adversário quase foi recompensado: a bola girou rápido da esquerda para a direita; Douglas abriu para Luan que invadiu a área e bateu cruzado – a bola saiu bem perto da trave direita de Jailson.

O Grêmio continuou em cima do Palmeiras e o lateral Edilson teve duas boas chances em chutes longos: aos 15, do bico da área, arriscou um bom tiro no canto do goleiro – Jailson fechou bem. E aos 17, numa falta de média distância, acertou um canudaço que explodiu no travessão de Jailson, que ainda desviou a bola evitando o gol.

Os treinadores começaram a mexer nos times. Cuca trocou Roger Guedes e Moisés por Cleiton Xavier e Barrios, acreditando no potencial de pivô do paraguaio combinado com a velocidade de Dudu e Gabriel Jesus. Roger Machado não dispõe de um banco tão qualificado e trocou Walace por Ramiro, Pedro Rocha por Guilherme e Bolaños por Batista.

Mas a substituição que realmente importou foi a de Gabriel Jesus, que pouco depois sentiu uma fisgada e preocupa muito para os jogos contra Flamengo e SCCP. Rafael Marques entrou em seu lugar e o jogo se encaminhou para os 15 minutos finais. Aos 35, após lateral da direita, Gabriel escorou para o meio da área e Dudu, vindo de trás, acertou um lindo voleio que quase rachou no meio o travessão de Grohe. Três minutos depois, o Grêmio respondeu com Douglas, que alçou a bola no segundo pau para a chegada de Guilherme, livre na pequena área, mas ele testou para fora.

A bola bandida que Cuca queria quase veio aos 44, em meio a enorme pressão do Grêmio: Barrios brigou, Dudu pendurou a bola por trás da zaga e Rafael Marques chegou de frente com Grohe e tocou de chapa, mas ela resvalou no quadril do goleiro gremista e saiu. Foi por muito pouco! Seguiram-se cinco minutos de pressão intensa do Grêmio, mas o Verdão se segurou na defesa e garantiu o importante ponto fora de casa.

FIM DE JOGO

A projeção no início do campeonato indicava zero pontos para este jogo. O empate foi lucro, independentemente dos resultados dos outros. O Palmeiras tem que se preocupar com sua própria campanha e seguir acumulando pontos fora de casa, sobretudo nos confrontos mais difíceis, deixando para os jogos contra os times menos cotados e os no Allianz Parque a obrigação de vencer. E quarta-feira é um desses. Vamos pra cima dos mulambos, com tudo! VAMOS PALMEIRAS!

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