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Palmeiras 0 x 1 Ponte Preta – 14/10/2015

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SÃO PAULO, SP – 14.10.2015: PALMEIRAS X PONTE PRETA – O jogador Rafael Marques, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Elton, da AA Ponte Preta, durante partida válida pela trigésima rodada do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Depois do vexame da rodada passada se esperava pelo menos um time aguerrido em campo e uma vitória, obviamente, para aliviar a tensão.

Nada disso aconteceu. Mais uma partida horrível e outra derrota. Não fosse pelos tropeços dos adversários estaríamos já bem distantes do G4.

Jogo válido pela 30ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 PONTE PRETA

DATA/HORÁRIO: 14/10/2015, às 21h
LOCAL: Allianz Parque, São Paulo (SP)
ÁRBITRO: Raphael Claus (SP)
AUXILIARES: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Hermam Brumel Vani (SP)
PÚBLICO/RENDA: 28.981 pagantes/R$ 1.298.123,70
CARTÕES AMARELOS: Dudu e Gabriel Jesus (PAL); Gilson, Jeferson e Cristian (PON)
GOLS: Fernando Bob, 27’/1ºT (0-1)

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e João Paulo; Thiago Santos e Andrei Girotto (Gabriel Jesus, 35’/1ºT); Rafael Marques, Dudu (Allione, 19’/2ºT) e Zé Roberto; Alecsandro (Cristaldo, 10’/2ºT). TÉCNICO: Marcelo Oliveira.

PONTE PRETA: Marcelo Lomba; Jeferson, Renato Chaves, Fábio Ferreira (Tiago Alves, 38’/2ºT) e Gilson; Fernando Bob (Juninho, 31’/2ºT), Élton e Cristian; Felipe Azevedo (Diego Oliveira, 17’/2ºT), Biro-Biro e Borges. TÉCNICO: Felipe Moreira.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

O Palmeiras fez um jogo horrendo, foi derrotado pela Ponte Preta em pleno Allianz Parque por 1 a 0, e perdeu a chance de voltar ao grupo de classificação à Libertadores, pelo menos por uma noite. Felizmente, todos os concorrentes diretos também foram derrotados (SPFC, Flamengo e Inter), e agora todos secam o Santos, que ainda joga no complemento da rodada na Arena do Grêmio.

PRIMEIRO TEMPO

A expectativa era grande para verificar que avanços o time fez nesses dez dias de treino intenso, sobretudo diante do resultado anterior. De forma decepcionante, constatamos que o time regrediu mais ainda, com os jogadores praticamente se escondendo uns dos outros. A Ponte não veio retrancada como esperávamos; a única coisa que fazia era trocar passes tranquilamente, e assim mantinha a posse da bola. O Palmeiras, quando a recuperava, não conseguia dar três toques, insistindo nas enfiadas longas ou nos chutões, facilmente cortados pelo time campineiro.

O jogo seguia nessa pegada: o Palmeiras pegando a bola e devolvendo rapidamente; a Ponte valorizando a posse e tentando construir as jogadas que paravam em nosso sistema defensivo, sobretudo nas bolas aéreas. Victor Ramos e Vitor Hugo hoje foram donos da cozinha; pelo menos por cima não levamos nenhum susto.

Mas só isso estava longe de deixar qualquer palmeirense no estádio satisfeito. Rafael Marques, Dudu e Zé Roberto pareciam nunca terem sido apresentados. Alecsandro mostrava o mesmo arranque e a mesma velocidade de um ônibus da SPTrans. Nem mesmo uma tentativa de inverter Andrei Girotto com Lucas deu resultado – e afinal, que resultado essa invenção poderia ter dado?

Enquanto todos no estádio palpitavam entre si na substituição que deveria ser feita, aos 27, o juiz marcou pênalti para a Ponte, em jogada em que Victor Ramos não foi imprudente nem aumentou a área de bloqueio; Felipe Azevedo mirou no braço dele e chutou – a bola não oferecia perigo algum.

O árbitro Raphael Claus foi um capítulo à parte no jogo. Sua arbitragem foi nitidamente tendenciosa contra o Palmeiras. Esqueçam o clubismo, vejam os lances. Tudo foi marcado a favor do time visitante. O pênalti marcado para Ponte teve um lance idêntico no segundo tempo a nosso favor. Em lances iguais, marcações diferentes – e em favor do pequeno, contra o grande, na casa do grande. Até ataque nosso ele cortou. O Palmeiras tem que exigir uma geladeira exemplar para este juiz, para que sirva de exemplo para todos os outros: ninguém pode roubar o Palmeiras como fez Raphael Claus.

Fernando Bob teve muita tranquilidade e bateu no cantinho direito de Fernando Prass, que não teve chances. O Palmeiras, apesar do juiz, estava levando um banho de bola. Mas com o gol, o estádio, com quase 29 mil pagantes, resolveu empurrar o time, e a Ponte sentiu a pressão, se encolhendo.

Mas o Palmeiras ainda esbarrava na distância que os jogadores mantinham entre si. Marcelo Oliveira tentou corrigir mandando Gabriel Jesus a campo no lugar de Andrei Girotto. Não que o camisa 28 estivesse fazendo uma partida soberba, mas teria sido bem mais efetivo se tivesse tirado João Paulo, uma das contratações mais erradas do ano, e mandado Zé Roberto para a lateral. O camisa 11 acabou sendo deslocado para a volância.

Apesar disso, a mexida deu resultado e o Palmeiras conseguiu, enfim, fazer alguma pressão, mesmo discreta, sobre Marcelo Lomba. Aos 36, o primeiro chute perigoso, com Gabriel Jesus pegando uma sobra dentro da área e finalizando no canto direito, que fez ótima defesa. Por outro lado, os espaços lá atrás também apareceram e Mendigo deu um lindo passe para Felipe Azevedo, que ficou livre na área mas foi abafado por Prass, que saiu de forma precisa em seus pés. O Verdão continuou pressionando, mas sem finalizar, e o placar no intervalo apontava 0 a 1.

SEGUNDO TEMPO

Sem mexidas no vestiário, o Palmeiras demorou a voltar a campo, e não mostrou por quê: o time continuava lento, sem inspiração – até tentava caprichar um pouco mais nas trocas de passes, mas esbarrava na péssima partida de Alecsandro; toda vez que a bola passava por seus pés, a jogada morria, seja por deficiência técnica ou física. Aos sete, Marcelo Oliveira nitidamente perdeu a paciência com o atacante após ele não ter corrido numa bola lançada e mandou Cristaldo para o campo.

O argentino, sabemos, está longe de ser um grande atacante e é mais famoso por sua enorme estrela. Ultimamente ela não tem brilhado, mas até a minha ou a sua vó de pantufas teria jogado melhor que Alecsandro. A entrada de Cristaldo melhorou o time, que passou a pressionar de fato a Ponte Preta, que passou então a recorrer ao óbvio: um irritante e odiável cai-cai. Tudo dentro do script.

E enquanto o Palmeiras tentava criar as chances, os espaços lá atrás permaneciam. Gabriel Jesus errou infantilmente um passe cruzado e armou o contra-ataque da Ponte; Biro-Biro arrancou em velocidade e tocou aberto para Elton, que saiu na cara do gol; o chute saiu por baixo e Prass defendeu brilhantemente.

Aos 19, alguns minutos depois de receber cartão amarelo de Raphael Claus, Dudu deixou o campo para o lugar de Allione. E foi então que pela primeira vez, após 28 jogos, Marcelo Oliveira foi chamado de burro pelo estádio – e não foi pouco. Sabemos dessa característica do treinador de sacar os amarelados, mas de fato não era hora. Dudu era um dos poucos jogadores que mostravam capacidade de fazer algo diferente. Rafael Marques continuou a seu estilo beirando-a-linha-lateral, e o time não conseguiu se acertar.

Allione entrou bem, sua mobilidade ao lado de Gabriel Jesus e Dudu poderia ter sido importante para envolver a defesa da Ponte; com Rafael Marques, não aproveitamos tanto essa dinâmica. Na primeira jogada do camisa 20, ele conseguiu servir Gabriel Jesus, que bateu de primeira, mas Lomba defendeu bem, mandando a escanteio.

Daí para frente virou ataque contra defesa. Zé Roberto avançou, e o time ficou num 4-1-4-1, bastante ofensivo, mas burro como uma porta. Cheio de jogadores habilidosos e rápidos, o time passou a fazer chuveirinhos para um centroavante que não tem sequer 1,80m, enquanto o camisa 19, com seus 1,91m, seguia ali, pelo flanco. Aí não tem jeito, principalmente quando o juiz deixa de dar um pênalti em lance idêntico ao de Victor Ramos no primeiro tempo.

Ainda houve um fio de esperança quando aos 36 Diego Oliveira arrancou livre em direção a nosso gol, encarou Fernando Prass e tocou no cantinho, mas a bola saiu por um triz. Parecia aquela bola da sorte, que muda o jogo. Nos devaneios místicos, era a bola que eles iriam lamentar, o futebol havia de punir a Ponte por desperdiçar a chance de matar o jogo. Pfffff….

O Palmeiras foi pro abafa final. Primeiro com Cristaldo, que girou bonito para o gol mas mandou a bola em cima de Lomba. Depois com Rafael Marques, que tentou uma bicicleta já aos 45, e a bola saiu por muito pouco. Na verdade, muito pouco foi o que fez o Palmeiras, que precisou da sorte – e sabemos que nem sempre ela nos sorri. Final, Ponte Preta 1 a 0, e o time campineiro começa a se sentir em casa no Allianz Parque.

FIM DE JOGO

Por menos que isso, Oswaldo caiu. Mesmo com os desfalques importantes de Gabriel, Arouca, Robinho e Barrios, o time tinha que ter mostrado muito mais do que esta porcaria após dez dias de treinos pós-vexame. Marcelo Oliveira não apenas regrediu o time, como vê a postura dos jogadores cada vez mais apática, justo na reta final da temporada, quando os objetivos começam a ficar perto de serem alcançados. Certamente o treinador vai até o fim do ano, e provavelmente, salvo um enorme desastre, permaneça para 2016. Mas precisa mostrar muito mais do que essa vergonha que vimos em campo esta noite. O que mais falta para jogarem bola?

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