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Chapecoense 5 x 1 Palmeiras – 04/10/2015

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CHAPECÓ, SC – 04.10.2015: PALMEIRAS X CHAPECOENSE – O jogador Andrei, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Apodi, da A Chapecoense F, durante partida válida pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena Condá. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Aí está a piada do ano. Todo o ano é assim, tem que ter um fiascão registrado.

Time perdido e apático conseguiu fazer uma partida mais horrível que a última.

Jogo válido pela 29ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE 5 X 1 PALMEIRAS

DATA/HORÁRIO: 04/10/2015, às 18h30
LOCAL: Arena Condá, em Chapecó (SC)
ÁRBITRO: Jailson Macedo Freitas (BA)
ASSISTENTES: Bruno Boschilia e Carlos Bohn (ambos do PR)

CARTÕES AMARELOS: Andrei Girotto, Egídio, Fernando Prass e Jackson (PAL)
PÚBLICO E RENDA: 16.474 presentes / R$ 323.565,00
GOLS: Neto, aos 5’/1ºT (1-0); Camilo, aos 22’/1ºT (2-0); Túlio de Melo, aos 9’/2ºT (3-0); Dudu, aos 13’/2ºT (3-1); Apodi, aos 20’/2ºT (4-1) e Ananias, aos 41’/2ºT (5-1)

CHAPECOENSE: Danilo; Apodi, Neto (Rafael Lima, 10’/2ºT), Thiego e Dener; Bruno Silva, Cleber Santana e Camilo; Wiliam Barbio (Nenén 43’/2º T), Maranhão (Ananias, 28’/2ºT) e Túlio de Melo. TÉCNICO: Guto Ferreira.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Egídio; Amaral (João Pedro, Intervalo), Arouca (Andrei Girotto, 31’/1ºT) e Rafael Marques (Allione, 28’/2ºT); Dudu, Gabriel Jesus e Lucas Barrios. TÉCNICO: Marcelo Oliveira.

Palmeiras e Chapecoense duelaram apenas cinco vezes em toda história; veja números

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
03/10/2015 – 13:00h

A partida deste domingo (04) entre Palmeiras e Chapecoense será apenas o sexto episódio de uma curta e recente história de confrontos escrita pelos dois times. Os primeiros duelos aconteceram em 2013, válidos pelo Campeonato Brasileiro Série B, que terminou com o escrete paulista campeão da competição, enquanto o grupo de Chapecó ficou na segunda colocação.

Se nos encontros iniciais a Chapecoense levou a melhor (0 a 0 em São Paulo e 1 a 0 em Santa Catarina), o Palmeiras tratou de alcançar a primeira vitória em 2014. No primeiro turno, em Chapecó, novo triunfo dos donos da casa (2 a 0), mas, na capital paulista, o Verdão emplacou sonoro 4 a 2 e registrou a primeira goleada do confronto.

O placar elástico também ajudou a decretar o maior artilheiro da história do embate: o atacante Henrique, que balançou as redes três vezes naquela oportunidade. Pelo lado da Chapecoense, os dois tentos foram anotados por Leandro Pereira, que no final da temporada seria contratado pelo Palmeiras – ele já foi negociado, mas ainda é o terceiro artilheiro do time no ano, com 10 gols.

No jogo mais recente, no primeiro turno da edição 2015 do Brasileirão, outra vitória palmeirense. No Allianz Parque, o time, já dirigido por Marcelo Oliveira, venceu por 2 a 0 (gols de Egídio e Cristaldo) e foi a campo com a seguinte formação: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca (Andrei Girotto, 38’/2ºT) e Robinho; Rafael Marques, Dudu (Zé Roberto, 20’/2ºT) e Leandro Pereira (Cristaldo, 23’/2ºT).

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

– Hoje não, hoje não… hoje sim… hoje sim?!?!?

A histórica narração de Cléber Machado pode ser aplicada à triste história recente de goleadas sofridas pelo Palmeiras para times pequenos. Parecia que este ano esta deprimente tradição seria interrompida. Só tínhamos levado mais que dois gols uma vez este ano – e mesmo assim, num empate por 3 a 3. O time teve ótimos períodos, vem alcançando resultados interessantes, em certos momentos oscilou, mas não parecia que tomaria piaba de ninguém, até que… hoje sim.

Ao contrário dos vexames anteriores, no entanto, esta sapatada tem algumas explicações bem menos doloridas que as anteriores. Se nas derrotas para Coritiba, Mirassol e Goiás, só para mencionar as que mais machucaram, a causa primária foi a inquestionável e evidente ruindade do elenco, a derrota para a Chape foi uma convergência de fatores, a saber:

  • Perda de titulares importantes, como Thiago Santos, Robinho e Zé Roberto. Os substitutos, sobretudo Amaral e Egídio, estão vivendo momentos terríveis. Sem confiança, afundam o time;
  • Lesão de Arouca. A referência para Amaral fazer um jogo ao menos aceitável e uma cobertura minimamente razoável para as avenidas deixadas por Egídio é a presença do camisa 5 coordenando o setor. Sua saída aos 30 do primeiro tempo demoliu o setor;
  • Doping psicológico da Chapecoense, causado pela classificação na Sul-Americana. O time catarinense vinha de nove partidas sem vitória no Brasileiro, em queda livre. O público girava em torno de cinco mil pessoas. A vitória sobre o Libertad nos pênaltis, qualificando o time para disputar com o River Plate uma vaga na semifinal, encheu os jogadores e a cidade de euforia e confiança. Dezesseis mil pessoas naquele estádio fazem diferença – talvez o próprio River tomasse um pau da Chape se estivesse no nosso lugar nesta tarde.

Ao Palmeiras, com todos esses problemas, cabia se comportar com Palmeiras para evitar a derrota, e talvez até conseguisse um bom resultado. Num golpe de sorte, um gol logo de cara podia mudar toda a história do jogo. Mas não podemos contar com a sorte sempre, como a que tivemos no gol de cabeça de Andrei Girotto, que saiu no primeiro lance após o empate do Inter. E o time de Marcelo Oliveira, a despeito dos problemas de ausências no setor defensivo, precisava ser mais imponente com a bola nos pés, usando toda a variedade do elenco.

Gabriel Jesus e Barrios perderam o encanto e jogam distantes entre si. Rafael Marques já não se converte no segundo centroavante, fechando no segundo pau e sendo letal, preferindo ficar sobre a linha lateral. Não existe um meia de ligação para fazer passes precisos pelo meio, e a função recai sobre Dudu, que tem outra característica, a de carregar a bola. Os laterais reservas não tem qualidade técnica para substituir os titulares, bem como os volantes. E assim o time depende de lances de sorte, ou de repentes individuais – ou então torcer para que a força aérea funcione, o que é muito pouco.

A Chapecoense não fez nada de mais para construir a goleada, com todo o respeito. Os gols saíram naturalmente, diante da ausência de meio-campo e das falhas de cobertura, que deixaram a defesa exposta. João Pedro e Egídio nas laterais + Andrei e Lucas na volância são um convite ao prazer. Foi muito fácil, ainda mais com um estádio inflamado. Foi só entrar, nem precisava pedir licença.

Para piorar, uma arbitragem patética do senhor Jailson Macedo Freitas. Ele marcou falta de Egídio em William Barbio, que se dirigia ao gol, em lance que foi claramente na bola. Aproveitou e expulsou Egídio. Cinco minutos depois, alertado por alguém, voltou atrás e tiveram que buscar Egídio no vestiário. No segundo tempo, no lance do terceiro gol da Chapecoense, anulou, depois desanulou e confirmou o gol. Confuso, deixou nossos jogadores mais nervosos ainda, e nem o gol marcado por Dudu, quando estava 3 a 0, foi suficiente para que nosso time colocasse a cabeça no lugar.

Os sinais já estavam aparecendo. Os últimos jogos contra SPFC e Inter já davam sinais que o fio estava virando. Marcelo Oliveira estava indo muito bem enquanto mantinha o esquema montado por Oswaldo (no elenco montado por Oswaldo) e tinha apenas dado seus toques pessoais. Com o tempo, este time se parece cada vez menos com aquele que encaçapou oito jogos sem perder jogando o fino da bola, exatamente há um turno. O esquema ofensivo está rateando, dependendo de repentes e chuveirinhos. Não temos mais as viradas de jogo mortais, construídas em saídas rápidas com a bola de pé em pé. Agora o time estica a bola na vertical, e torce pra cair no pé certo.

Marcelo tem agora dez dias, graças à pausa para os jogos da Seleção da CBF, para pensar no que vai fazer. Terá tempo para pensar, decidir e treinar. Há que se fazer substituições e alterações táticas. Se não houver como substituir jogadores que não conseguem corresponder, que eles sejam treinados à exaustão para pelo menos se aproximarem do que precisam fazer.

A vontade é de cortar cabeças, demitir meio mundo, apontar dedos e assim aliviar a dor. Mas estamos com praticamente o mesmo material humano de um time que nos deu muitas alegrias, e a apenas quatro jogos de um título importantíssimo. O correto, neste momento, é tentar voltar ao momento anterior, focar, e usar esta derrota como divisor de águas. Deixemos que os maus palmeirenses, mais interessados em política, a usem para seus interesses pessoais. Quem ama o Palmeiras, neste momento, não entra nessa. VAMOS PALMEIRAS!

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