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Palmeiras 1 x 1 Mirassol – 27/03/2010

Robert abre o placar, mas o Mirassol consegue empate no Palestra

Os poucos torcedores presentes ao Palestra Itália na tarde deste sábado foram da alegria à decepção em 90 minutos.

Depois de sair na frente com um gol de pênalti, marcado por Robert, logo no início da partida, o Palmeiras demonstrou mais uma vez fragilidade dentro de casa e cedeu o empate por 1 a 1 ao Mirassol, time que briga para não entrar na zona de rebaixamento.

A alegria dos 3.764 pagantes durou enquanto Cleiton Xavier, maestro da equipe, estava em campo. Mas com a saída do camisa 10, machucado, o time caiu de produção e não conseguiu chegar a vitória.

Com o resultado, o time fica praticamente sem chances de classificação para a semifinal do Paulista. Faltando duas rodadas para o fim da primeira fase, o Palmeiras precisa de vitórias sobre Oeste e Paulista para chegar aos 30 pontos e depende de tropeços dos seus rivais para conquistar no máximo a quarta posição – hoje está na décima posição, com 24 pontos.

Jogo válido pela 17ª rodada do Paulistão 2010.

FICHA TÉCNICA

Estádio: Palestra Itália, São Paulo (SP)
Data/hora: 27/3/2010 – 19h30
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP)
Auxiliares: Carlos Alberto Funari e Fabrício Porfirio de Moura
Renda/público: R$ 109.588,00 / 3.772 pagantes
Cartões amarelos: Ivo, Pierre, Edinho e Maurício Ramos(PAL); Amarildo Evando e Andersom Paim (MIR)
Cartões vermelhos: Evando 45’/2°T
GOLS: Robert 6’/1°T; Pablo Escobar 26’/ 2°T

PALMEIRAS: Marcos; Eduardo, Léo, Edinho, Gabriel Silva; Pierre, Márcio Araújo, Ivo e Cleiton Xavier (Anselmo – 30’/1°T); Vinícius (Maurício Ramos – 24’/2°T) e Robert (Joãzinho – 36’/2°T). Técnico: Antônio Carlos Zago.

MIRASSOL: Renê; Bosco (Vinícius – 21’/2°T), Dininho, Amarildo, Andersom Paim; Alex Silva, Erick, Thiago Alencar, Éder (Evando – Intervalo); Lins (Lucas – Intervalo) e Pablo Escobár. Técnico: Pintado

Globo Esporte, Terra Esportes, Estadao, Folha Online.

Palmeiras cede empate ao Mirassol e aumenta a agonia no Palestra Itália

Verdão sai na frente com Robert, de pênalti, mas deixa equipe visitante igualar. Torcida se irrita e chama Antônio Carlos de burro

Julyana Travaglia

Os poucos torcedores presentes ao Palestra Itália na tarde deste sábado foram da alegria à decepção em 90 minutos. Depois de sair na frente com um gol de pênalti, marcado por Robert, logo no início da partida, o Palmeiras demonstrou mais uma vez fragilidade dentro de casa e cedeu o empate por 1 a 1 ao Mirassol, time que briga para não entrar na zona de rebaixamento, na abertura da 17ª rodada do Campeonato Paulista.

A alegria dos 3.764 pagantes durou enquanto Cleiton Xavier, maestro da equipe, estava em campo. Com toques precisos, ele coordenava o meio-campo alviverde. Na frente, o garoto Vinícius, de 16 anos, aparecia como a esperança de gols. Mas com a saída do camisa 10, machucado, o time caiu de produção. E a torcida se irritou quando Antônio Carlos Zago trocou o atacante adolescente pelo zagueiro Maurício Ramos, no segundo tempo.

O treinador foi impiedosamente chamado de burro. Fora do Palestra, faixas colocadas pela principal torcida organizada do time pediam a saída do vice de futebol Gilberto Cipullo e chamavam o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e os jogadores de “pipoqueiros”.

Com o resultado, o time fica praticamente sem chances de classificação para a semifinal do Paulista. Faltando duas rodadas para o fim da primeira fase, o Palmeiras precisa de vitórias sobre Oeste e Paulista para chegar aos 30 pontos e depende de tropeços dos seus rivais para conquistar no máximo a quarta posição – hoje está na décima posição, com 24 pontos. No entanto, o Verdão pode ser matematicamente eliminado neste domingo, caso haja vencedor no confronto entre Portuguesa e Grêmio Prudente (ambos com 28 pontos, indo a 31 em caso de vitória).

Antes do confronto contra o Oeste, o time tem o Paysandu pela frente, na Copa do Brasil – quarta-feira, no Palestra Itália. Depois de vencer o jogo em Belém por 2 a 1, a equipe pode até perder por um gol que avança às oitavas de final do torneio.

O Mirassol segue na 16ª posição, com 16 pontos. Na próxima rodada, o time interiorano enfrenta a Ponte Preta.

Palmeiras sai na frente, mas perde “maestro”

Com as arquibancadas quase vazias, o Palmeiras pareceu ter entrado mais tranquilo para o confronto com o Mirassol. E logo no início, conseguiu abrir o placar. Thiago derrubou Cleiton Xavier na área aos cinco minutos. Robert cobrou rasteiro no canto direito e fez 1 a 0 – foi o seu décimo gol no Campeonato Paulista.

Sem Diego Souza, suspenso, Cleiton Xavier era o destaque da partida, com passes precisos para os companheiros. Com facilidade, deixava Robert e o jovem Vinícius em condições de ampliar a vantagem.

Mas uma fisgada na parte posterior da coxa esquerda foi o fim da linha para Cleiton Xavier. Quando viu seu principal jogador caído no chão, Antônio Carlos, desolado, ameaçou dar um soco na proteção do banco de reservas, mas acabou interrompendo o movimento.

Depois da saída do meia, aos 30 minutos, para a entrada do volante Anselmo, o Palmeiras perdeu o amplo domínio das ações. O Alviverde passou a ver o Mirassol tocar mais a bola e até ameaçar, como no chute cruzado de Bosco, aos 43 minutos, defendido por Marcos.

Alternando jogadas pelos dois lados do campo, o garoto Vinícius conseguiu dar alguns chutes, mas parou nas mãos de Renê. Mesmo assim, ganhou aplausos.

– No começo me deu um friozinho na barriga, mas logo passou. Os companheiros me ajudaram muito e só tenho de agradecê-los por me darem moral – disse Vinícius, que fez seu segundo jogo pelo time – o primeiro como titular.

 

Mirassol empata e agrava crise palmeirense

Para tentar empatar a partida, o Mirassol voltou modificado e passou a ter mais posse de bola. O técnico Pintado, que voltou a dirigir o time 13 dias depois de ter pedido demissão, reforçou o ataque com a entrada do experiente Evando. Em boa jogada do atacante que já teve passagem apagada pelo Santos, o Mirassol assustou a defesa palmeirense, aos 13 minutos. Ele chutou cruzado, mas Marcos conseguiu espalmar para fora.

A esta altura, o Palmeiras se mostrava perdido, sem conseguir encaixar uma saída de bola. Vivia de contragolpes com ligação direta da defesa para o ataque. O meio sem Cleiton Xavier era acéfalo, sem criatividade.

Do outro lado, o Mirassol aproveitou um erro de passe de Vinícius para incomodar novamente. Na bola roubada e cruzada por Dininho, Evando teve tempo de girar e arriscar contra a meta alviverde. Para a sorte de Marcos, a bola passou à sua esquerda, para fora.

Vendo a defesa exposta, Zago sacou Vinícius para a entrada de Maurício Ramos. O garoto ganhou aplausos, mas o treinador ouviu os primeiros gritos de burro, que ganhariam força aos 26 minutos.

Em falha geral da defesa alviverde, Evando conseguiu cruzar para a pequena área, e Pablo Escobar escorou para o fundo da rede. Aplausos irônicos e gritos de burro para Zago, que aumentaram com a saída de Robert, único atacante de ofício, para a entrada de Joãozinho.

No último lance, em cobrança de falta pelo lado direito, os torcedores, desesperados, pediram Marcos na área, que não atendeu aos apelos e viu, de longe, o time perder a chance de desempatar a partida e acalmar os ânimos nas arquibancadas.

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