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Palmeiras (3) 1 x 2 (4) Defensa Y Justicia (ARG) – 14/04/2021

O jogador Rony, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Meza, do Defensa Y Justicia, durante partida válida pela final, volta, da Recopa, no Estádio Mané Garrincha. (Foto: Cesar Greco)

Novamente em campo para mais uma decisão, desta vez a Recopa, o Palestra recebeu a equipe argentina em Brasília, já que em SP ainda não é permitido eventos esportivos em função da pandemia da Covid-19.

Em vantagem por ter vencido o jogo de ida, o Verdão fazia um jogo equilibrado e abriu o marcador num pênalti corretamente assinalado pelo VAR. Na frente do marcador, a equipe argentina se lançou ao ataque criando perigo a meta alviverde.

Na etapa complementar os visitantes empataram a partida e o Palmeiras teve o lateral Viña expulso de forma duvidosa. Os comandados de Abel Ferreira se defendiam de forma segura e tentavam contra-ataques. Aos 45′ do segundo tempo o título era verde, porém num descuido os argentinos marcaram e levaram a partida para a prorrogação.

Com o vigor físico em farrapos, o Alviverde consegui um novo pênalti. Gustavo Gomes foi para a cobrança e desperdiçou nova chance do título.

Nos temidos pênaltis deu a lógica. 2 erros dos palestrinos contra apenas 1 dos visitantes e o segundo vice na mesma semana.

Jogo de volta válido pela final da Recopa Sul-Americana 2021.

FICHA TÉCNICA

Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Data: 14/04/2021, quarta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Leodan Gonzalez (URU)
Assistentes: Nicolás Taran e Richard Trinidad (ambos do URU)
Público: (portões fechados)
Renda: –
Cartões amarelos: Wesley, Patrick de Paula e Marcos Rocha (PAL); Loaiza, Frias (DYJ)
Cartões vermelhos: Matias Viña (PAL) e Braian Romero (DYJ)
Gols: Palmeiras: Raphael Veiga, aos 22 minutos do primeiro tempo;
Defensa y Justicia: Braian Romero, aos 30 minutos do primeiro tempo, e Benítez, aos 48 do segundo;
Nos pênaltis: 3 x 4

Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gomez e Matias Viña; Danilo, Patrick de Paula (Felipe Melo) e Raphael Veiga (Gabriel Menino); Breno Lopes (Mayke), Wesley (Gabriel Veron e depois Alan Empereur) e Rony
Técnico: Abel Ferreira

Defensa y Justicia: Unsain; Rodriguez, Frias, Meza e Benitez (Breitenbruch); Loaiza (Hachen), Fernandez, Pizzini (Merentiel) e Rotondi (Isnaldo); Braian Romero e Walter Bou
Técnico: Sebastián Beccacece

Lance!Globo EsporteTerra Esportes.

Por Eduardo Luiz
15/04/2021, 00h24

Verdão saiu na frente, mas cedeu a virada após ter Viña injustamente expulso. Nas cobranças, após prorrogação, a equipe argentina levou a melhor.

Primeiro tempo

Com Danilo e Patrick de Paula de titulares, e sem Luiz Adriano, o Palmeiras iniciou o jogo vendo o Defensa y Justicia tomar a iniciativa. Aos 4 minutos Pizzini cruzou para Braian Romero, mas Marcos Rocha antecipou e fez o corte. A resposta alviverde veio aos 8 com Wesley; o atacante foi lançado, tirou do goleiro e bateu, mas um zagueiro salvou sobre a linha. Depois da jogada o assistente assinalou impedimento.

Aos 14 minutos Wesley desarmou Frías e ficaria em ótima condição para fazer o gol, mas o árbitro inventou falta do atacante, que na verdade foi chutado. Os Palmeirenses ainda reclamavam quando Benítez arriscou de fora da área, Weverton deu um rebote esquisito e quase Pizzini aproveitou. Aos 16, Viña cruzou para Rony, o zagueiro interceptou, Raphael Veiga ficou com a sobra e chutou para fora.

O jogo era aberto. Aos 18 minutos Veiga deu bom passe para Rony e o atacante foi atropelado por Meza dentro da área, pênalti que o árbitro fingiu não ver. Precisou o VAR indicar para ele marcar. Raphael Veiga foi para a cobrança e fez 1 a 0.

A frente no placar, o Verdão ficou com os contra-ataques à disposição. Aos 27 minutos Rony enfiou para Wesley, que não chutou de primeira e ficou reclamando um pênalti, que desta vez não aconteceu. E como quem não faz toma… Aos 31 minutos Matías Rodríguez enfiou para Pizzini nas costas de Viña, e o meia mandou para a marca do pênalti, onde Braian Romero estava livre para empatar: 1 a 1.

O Palmeiras sentiu o gol do Defensa, que tentou se aproveitar do momento para virar o jogo, o que só não aconteceu graças a Weverton. Aos 36 minutos primeiro o camisa 21 defendeu bomba de Romero, e na sequência tirou com a ponta dos dedos um chute de Benítez.

A partir dos 40 minutos, porém, o Verdão voltou a equilibrar as ações e não foi mais ameaçado, mas também não criou chances para voltar a ficar a frente no placar. E assim foi até o intervalo.

Segundo tempo

Na etapa final o Palmeiras foi dono da primeira oportunidade. Aos 3 minutos, após roubada de bola no campo de ataque, Rony chutou forte, nas mãos do goleiro. O Defensa y Justicia respondeu em dose dupla: aos 5 minutos Pizzini chutou por cima, e no minuto seguinte ele deu bom passe para Romero bater de primeira e parar em boa defesa de Weverton.

A equipe argentina voltou a levar perigo aos 10 minutos: Benítez cobrou fechado demais um escanteio e quase surpreendeu Weverton, que salvou com um tapinha. O Verdão só conseguiu reagir aos 15 minutos: Patrick de Paula deu ótimo passe para Rony, que demorou para chutar, e carimbou o goleiro.

Para reforçar a marcação nas pontas, aos 17 minutos o técnico Abel Ferreira trocou Breno Lopes por Mayke, e Wesley por Gabriel Veron. Mal deu tempo para as trocas surtirem efeito. Aos 22, Viña sofreu falta, brigou pelo rebote e o juiz paralisou a jogada para assinalar falta do lateral Palmeirense. Para piorar, indicado pelo VAR, expulsou o uruguaio.

Mesmo com um a menos, o Palmeiras teve duas boas chances para matar o jogo: aos 27 minutos Patrick de Paula ficou em boa condição para finalizar, mas mandou torto. Aos 33, o camisa 5 deu ótimo passe para Veron, que chutou e parou em milagre do goleiro. Na conclusão, o atacante se lesionou (de novo).

Para voltar a rearrumar o time, aos 36 minutos Abel promoveu as últimas duas alterações a que tinha direito: Felipe Melo substituiu Patrick, e Alan Empereur entrou no lugar de Veron. A partir daí a tática alviverde era segurar o resultado. E quase deu certo. O Defensa ficou com a bola mas sem conseguir criar chances claras de gol, até que aos 48 minutos Alan Empereur quis sair driblando, foi desarmado e na sobra Benítez soltou a bomba, sem chance para Weverton: 2 a 1. Com o mesmo placar do jogo de ida, desta vez para os argentinos, a decisão foi para a prorrogação.

O tempo extra começou quente. Aos 3 minutos Felipe Melo lançou Rony e o atacante foi atropelado pelo goleiro. Novamente o árbitro precisou do VAR para marcar o pênalti. Após 6 minutos de muita confusão, Gómez foi para a cobrança e recuou para o goleiro. Além do pênalti desperdiçado, o saldo da confusão foi a expulsão de Braian Romero.

Com direito à sexta alteração pelo fato do jogo ter ido para a prorrogação, Abel optou por trocar Marcos Rocha por Luiz Adriano para o segundo tempo. Com os times pregados, no entanto, o camisa 10 nem pegou na bola nos 15 minutos que antecederam nova decisão por pênaltis.

E conforme o esperado, nas cobranças todos Palmeirenses – com exceção de Rony – bateram mal. Luiz Adriano e Weverton desperdiçaram as suas, enquanto que pelo Defensa y Justicia ninguém errou: 3 a 4.

O Palmeiras volta a campo já amanhã (sexta-feira – 16/4) para enfrentar o São Paulo pelo Campeonato Paulista. O clássico será disputado no Allianz Parque, às 22h.

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