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Palmeiras 2 x 2 Bahia – 12/10/2017

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Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Depois da frustrante derrota na rodada passada, uma vitória era esperada para tentar a tal reação no campeonato.

O jogo começou e com 2 minutos abrimos o placar. Aos 38 ampliamos. Parecia que a vitória estava encaminhada. Aos 46 tomamos um e aos 43 do segundo tomamos o empate num pênalti imbecil cometido por Roger Guedes.

O empate foi mais que merecido. No primeiro tempo finalizamos 2 vezes (os gols) e no segundo não criamos nada.

O que mais desanima é que depois de 10 dias de treinos não conseguimos evoluir nada. Nem em domínio de bola nem em marcação.

Aqui cabe bem o ditado que “pior que a realidade são as perspectivas”, já que para 2018 o time é praticamente esse e o técnico também.

O empate nos deixa na 5ª colocação a 14 pontos do líder.

Jogo válido pela 27ª rodada do Brasileirão 2017.

Gols, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 2 BAHIA

LOCAL: Pacaembu, São Paulo (SP)
DATA-HORA: 12/10/2017 – 21h
ÁRBITRO: Rafael Traci (PR)
AUXILIARES: Ivan Carlos Bohn (PR) e Luciano Roggenbaum (PR)
PÚBLICO/RENDA: 25.331 presentes/R$ 739.950,00
CARTÕES AMARELOS: Edu Dracena (PAL), Renê Junior e Mendoza (BAH)
CARTÕES VERMELHOS: –
GOLS: Willian (2’/1ºT) (1-0), Bruno Henrique (38’/1ºT) (2-0), Edigar Junio (46’/1ºT) (2-1), Edigar Junio (43’/2ºT) (2-2),

PALMEIRAS: Fernando Prass; Tchê Tchê, Edu Dracena, Juninho e Egídio; Thiago Santos, Bruno Henrique (Felipe Melo, aos 28’/2ºT) e Moisés; Willian (Róger Guedes, aos 40’/2ºT), Dudu e Deyverson (Borja, aos 12’/2ºT). TÉCNICO: Cuca.

BAHIA: Jean; Eduardo, Rodrigo Becão, Lucas Fonseca e Juninho Capixaba; Renê Junior (Feijão, aos 46’/2ºT), Juninho e Vinícius (Rodrigão, aos 25’/2ºT); Zé Rafael (Régis, aos 33’/2ºT), Mendoza e Edigar Junio. TÉCNICO: Paulo César Carpegiani.

PÓS-JOGO

Verdazzo

Numa das piores partidas do ano, em que o time mostrou alguma consciência apenas nos primeiros 20 minutos, o Palmeiras empatou com o Bahia por 2 a 2 e enterrou de vez qualquer chance de brigar por título, já que a distância para o rival exigia uma campanha perfeita. O time se manteve na zona de classificação direta para a fase de grupos da Libertadores, o que acaba sendo um objetivo melancólico diante de toda a expectativa criada no início do ano.

PRIMEIRO TEMPO

Jean não reuniu condições de jogo e Cuca decidiu por Tchê Tchê em detrimento a Fabiano na lateral. No meio, os volantes foram Thiago Santos e Bruno Henrique; Deyverson ganhou mais uma chance e Willian Bigode ficou na direita. Guerra esperou no banco, mais uma vez.

Logo aos dois minutos, o porco doido deu resultado: Dudu roubou a bola e Bruno Henrique abriu para Deyverson na esquerda; o cruzamento veio por baixo, Moisés escorou com a coxa e Willian fechou dentro da pequena área e empurrou para dentro. Cinco jogadores participaram do lance.

O gol paralisou o Bahia e o domínio do Palmeiras era absoluto. Aos 10, o lateral em cucabol veio da direita; Edu Dracena subiu mais que a zaga do Bahia e cabeceou à direita de Jean. Aos 13, Moisés comandou o ataque e abriu para Dudu na esquerda; o cruzamento veio por baixo e Willian quase conseguiu escorar, mas a zaga cortou antes que a bola chegasse.

Aos 17, em falta pela direita, Egídio rolou para Moisés, que deu o passe de primeira por cima da zaga, achando Willian em projeção; em vez de bater pra dentro para Deyverson completar, o Bigode preferiu bater de primeira para o gol e pegou mal na bola, errando o alvo. Belíssima jogada ensaiada.

Aos 18, o Bahia chegou pela primeira vez, pela esquerda: Renê Júnior construiu a jogada e tocou para Mendoza dentro da área; o colombiano dominou e girou para bater forte – Fernando Prass fez grande defesa. O ritmo do Palmeiras caiu e o visitante passou a ter mais a bola. Aos 22, depois de falta da esquerda, a bola passou por todo mundo e caiu em Vinicius, livre; ele ajeitou e bateu forte, para outra ótima defesa de Fernando Prass.

O jogo ficou bastante truncado. O Palmeiras afunilava as descidas e era facilmente marcado, ainda mais porque errava muitos passes – Deyverson, Egídio e Thiago Santos eram os mais deficientes. O Bahia assumiu o controle do jogo, chegando com alguma facilidade na área do Verdão e incomodando Fernando Prass.

Mas foi só acertar uma boa sequência de passes sem errar que o Palmeiras chegou ao segundo gol: Bruno Henrique começou a jogada e abriu na esquerda para Deyverson; desta vez o cruzamento veio por cima, mas no segundo pau; Tchê Tchê fez o passe com o peito; Willian tentou emendar mas pegou de raspão: a bola se ofereceu limpa para Bruno Henrique, que fuzilou da linha da pequena área, sem chances para Jean. Um belo gol.

Aos 46, Vinicius conseguiu sair nas costas de Egídio e, mesmo com pouco ângulo, bateu para o gol, obrigando Fernando Prass a espalmar a escanteio. Na cobrança, Edigar Júnio aproveitou a falha de marcação e, livre, testou no canto direito de Fernando Prass, tornando o placar mais justo pelo que os dois times fizeram em campo no primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Os times voltaram sem mudanças e foi o Bahia quem criou a primeira chance do segundo tempo: Zé Rafael girou em cima de Egídio, invadiu a área e bateu rasteiro, para firme defesa de Prass. O Palmeiras respondeu no minuto seguinte: Dudu bateu falta na área, no segundo pau; Deyverson aparou e cruzou de novo, pelo alto; a defesa rebateu e Thiago Santos tinha o gol à sua mercê, mas mandou a bola no tobogã.

Aos nove, Deyverson foi lançado dentro da área, matou bem com a cabeça e ia passando pelo meio de dois zagueiros para entrar no gol com bola e tudo, mas pisou no pé de Rodrigo Becão e caiu – nada a marcar. Após o lance, atedendo ao clamor popular, Cuca chamou Borja e o mandou para o jogo.

Os dois times maltrataram bastante a bola nos minutos que se seguiram. Erros de passe e decisões erradas dos dois lados faziam com que a torcida presente ao Municipal assistisse a um espetáculo abaixo da crítica.

Aos 22, Egídio bateu falta da esquerda; Edu Dracena e Juninho quase chegaram para escorar para o gol mas a bola passou limpa. Um minuto depois, Dudu foi lançado em velocidade, tirou de Jean e, com certa displicência, tentou de calcanhar, mas o goleiro do Bahia se recuperou no lance e fez a defesa,

Aos 24, Borja fez sua primeira (e única) boa jogada: ele recebeu pela direita, tirou um marcador e bateu forte, mas a bola foi no lado de fora da rede. Pouco depois, Bruno Henrique pediu substituição e Felipe Melo, depois de muito tempo, voltou a jogar pelo Palmeiras.

Aos 31, Edigar Júnio foi lançado nas costas de Juninho, entrou na área e bateu forte, cruzado – Fernando Prass defendeu em dois tempos, salvando o Verdão. Aos 35, depois de escanteio, a bola sobrou para Rodrigo Becão dentro da área; ele bateu para o gol mas a bola saiu mastigada e encobriu o travessão de Fernando Prass, que estava batido.

O Palmeiras pedia para levar o empate. Aos 36, Juninho dominou na entrada da área e conseguiu bater de curva, colocado, no canto esquerdo – Fernando Prass foi buscar e se estatelou no chão, pedindo atendimento e esfriando o jogo.

A catimba funcionou por dois ou três minutos. O Bahia voltou à carga e Mendoza apostou corrida com Roger Guedes, que tinha acabado de entrar. Os dois se chocaram dentro da área e o juiz marcou pênalti, que nunca poderia ter marcado. O Palmeiras podia não merecer ganhar o jogo, mas não numa marcação absurda dessas. Edigar Júnio bateu no canto esquerdo, Prass foi firme na bola, mas a batida foi precisa e entrou.

Aos 46, o Bahia armou o contra-ataque e Mendoza bateu forte; a bola veio com muito veneno e Prass precisou se virar para mandar a escanteio. E aos 49, Régis perdeu um gol feito após Egídio errar um passe fácil e proporcionar um contra-ataque rápido ao time visitante. No final, o empate acabou saindo barato para o Palmeiras, que desta forma encerrou de vez suas chances de brigar pelo título brasileiro.

FIM DE JOGO

Os primeiros vinte minutos mostram que o time até tinha começo, meio e fim ensaiados, mas faltou concentração. Dizem que 2 a 0 é um placar perigoso, mas isso só se torna verdade para times preguiçosos – e esse foi o Palmeiras desta noite.

Mesmo com o empate saindo num pênalti absurdo, é hora da chinela cantar. Cuca tem que mostrar que sabe bater o pau na mesa e cortar a conversinha com fala mansa, com tudo no diminutivinho. A diretoria também tem que dar um ultimato e deixar claro que não tem ninguém garantido neste time para o ano que vem, e que passou da hora de começarem a jogar bola de forma compatível com a estrutura e suporte que têm à disposição. O desempenho desta noite não irrita apenas pelo fim de qualquer perspectiva para este ano, mas também porque já coloca em dúvida a montagem para 2018.

Pior que o resultado não serviu nem pra ferrar a vida do SPFC. Não teve um mísero lado bom neste empate.

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