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Palmeiras 1 x 0 Coritiba – 18/09/2017

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O jogador Jean, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Coritba FC, durante partida válida pela vigésima quarta rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio do Pacaembu (Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação).

Precisando de uma vitória para manter a mesma distância (13 pontos) em relação ao líder, fomos a campo para fechar a rodada do campeonato.

O jogo foi meio travado. Criamos bastante, tivemos muita posse de bola e boas chances, mas em diversos momentos corremos o risco de, numa bola marota, tomarmos o empate.

O importante é que a vitória veio.

Jogo válido pela 24ª rodada do Brasileirão 2017.

Gol, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
Palmeiras 1×0 Coritiba

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 18 de setembro de 2017 (segunda-feira)
Horário: 20h (de Brasília)
Público: 26.621
Renda: R$ 767.222,50
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)
Assistentes: Helcio Araujo Neves e Jose Ricardo Guimaraes Coimbra (ambos do PA)
Gol: Jean (38′ do 1ºT, 1-0)
Cartões Amarelos: Edu Dracena, Egídio, Mayke (Palmeiras); Henrique Almeida, Dodô, Alan Santos (Coritiba)

Palmeiras: Fernando Prass; Mayke, Edu Dracena, Juninho e Egídio; Jean (Thiago Santos, 37′ do 2ºT), Tchê Tchê e Moisés; Keno (Róger Guedes, 17′ do 2ºT), Deyverson (Miguel Borja, 37′ do 2ºT) e Dudu. Técnico: Cuca

Coritiba: Wilson; Dodô, Walison Maia, Cléber Reis e Thiago Carleto; Alan Santos, Matheus Galdezani e Anderson (Rafael Longuine, intervalo); Getterson (Iago Dias, intervalo), Henrique Almeida (Filigrana, 30′ do 2ºT) e Rildo. Técnico: Marcelo Oliveira

PÓS-JOGO

Verdazzo

O Palmeiras venceu o Coritiba por 1 a 0 esta noite no Pacaembu e trouxe de volta a diferença para o rival para 13 pontos, ainda dentro de uma zona de alcance, embora distante. O preocupante, no entanto, foi o baixo rendimento do time, sobretudo no segundo tempo, o que não permite maiores sonhos até o final do ano – a não ser que a evolução venha rápido nos próximos jogos.

Primeiro tempo

Cuca armou o time no tradicional 4-2-3-1, com Keno na direita, deixando Guerra no banco. O Coritiba, do monoesquemático Marcelo Oliveira, veio com o esquema espelhado – Getterson na direita, e Rildo na esquerda. E o caminho preferido do Coxa parecia ser com Getterson, nas costas de Egídio.

Mas foi o Verdão que tomou as rédeas do jogo logo nos minutos iniciais. Aos cinco, Moisés roubou no meio-campo, a bola chegou em Mayke na direita e o cruzamento veio por baixo – quase Deyverson tocou para dentro, mas não alcançou e Wilson ficou com ela. Aos sete, Moisés enxergou a projeção de Dudu, que adiantou um pouco mas consertou tocando de calcanhar para Deyverson, que ajeitou e bateu – Wilson espalmou a escanteio. Um minuto depois, a bola rodou pelo ataque e chegou em Mayke, que cruzou para Juninho, que escorou de cabeça nas mãos do goleiro do Coxa.

O Verdão continuou na pressão e aos 13 obrigou o Coritiba a cometer um erro na saída de bola, que espirrou e ficou limpa para Egídio, que emendou do jeito que veio – a bola passou perto do ângulo esquerdo de Wilson. Aos 17, após escanteio da esquerda, Walisson Maia conseguiu cabecear na pequena área e Fernando Prass fez sua primeira defesa da noite – e foi uma defesa monstruosa, no puro reflexo.

Depois de algum tempo encaixotado pelo sistema defensivo do Coritiba, que achou o melhor posicionamento, o Verdão conseguiu chegar de novo ao ataque aos 23 em jogada individual de Deyverson, que recebeu, limpou o marcador e bateu rasteiro, de fora, para Wilson defender sem muitas dificuldades.

Aos 34, Mayke e Moisés fizeram ótima tabela pelo lado direito e o lateral conseguiu cruzar por baixo – Deyverson chegou no bico da pequena área mas bateu prensado com Walisson Maia e a bola saiu a escanteio. Aos 38, Keno apareceu bem pela primeira vez no jogo, dando um belo corte em Carleto e tentando o cruzamento, que não chegou à pequena área. Mas aos 39, Dudu fez a jogada em cima de Dodô e cruzou por baixo, para a chegada de Jean, como um centroavante, escorando da pequena área para o fundo do gol de Wilson. Justiça no placar.

Aos 41, quase o segundo: o Coxa saiu jogando errado e Dudu recuperou a bola, aproveitando o corredor, entrando na área e tocando na saída de Wilson, que defendeu com o pé. No minuto seguinte, a bola foi aberta na esquerda para Deyverson, que furou na primeira mas conseguiu cruzar na sequência, achando Dudu, que matou no peito e bateu forte – Carleto se atirou na bola e desviou. E no último lance do primeiro tempo, Egídio recebeu na esquerda, deu dois passos e soltou a bomba, por cima do gol de Wilson.

Segundo tempo

Marcelo Oliveira acenou com duas mudanças na volta do intervalo: Anderson e Getterson deixaram o time, para as entradas de Rafael Longuine e Iago Dias. As mexidas deram mais força ao meio-campo do Coritiba, que passou a ter a posse de bola em busca do empate. A situação deu a chance do Palmeiras mostrar como estava se preparando para jogar sem a bola. E o time decepcionou, criando poucas chances e escapando de tomar o empate em alguns lances perigosos.

A primeira chance do segundo tempo foi do Verdão: aos 4, Keno dribou Carleto, entrou na área e cruzou; Walisson Maia tentou cortar e quase fez contra – Wilson salvou. Mas a bola ficava mesmo era nos pés do time paranaense, que girava a bola, tentava achar o espaço, mas parava no sistema defensivo do Verdão, na maioria das vezes bem posicionado.

Aos 20, Prass salvou o Palmeiras após falta na direita cobrada por Carleto; Walisson Maia cabeceou baixo e nosso goleiro pegou com muita categoria. Insatisfeita com o baixo rendimento do time, aos 25 nossa torcida começou a pedir por Borja. Deyverson respondeu no mesmo momento, com um drible seco que tirou dois adversários do lance e tocou para Jean, que infiltrou na área e bateu rasteiro, à esquerda de Wilson. A arquibancada sossegou.

Mas o grande susto veio mesmo aos 28, num chutaço de fora de Galdezani, que raspou a forquilha direita de Fernando Prass, que não tinha o que fazer. O time não demonstrava pegada suficiente para buscar um segundo gol que eventualmente se fizesse necessário, então Cuca tratou logo de fechar a casinha, colocando Thiago Santos no lugar de Jean. Ao mesmo tempo, trocou Deyverson por Borja só para não ser cornetado.

A mexida deu certo e o Verdão, pelo menos, parou de ser atacado. Deu até tempo de tentar o gol algumas vezes. Aos 39, Mayke levantou despretensiosamente; Dudu apareceu do nada e conseguiu um improvável cabeceio, exigindo atenção de Wilson. No lance seguinte, o Coritiba foi ao ataque no desespero e a bola ficou viva em nossa área por alguns segundos, aumentando os tamanhos de nossas úlceras, mas felizmente a defesa rechaçou.

Aos 44, o último lance relevante – depois de escanteio em nossa área; Prass tirou de soco e a bola caiu nos pés de Roger Guedes, que recolheu e disparou em direção ao campo de ataque, perseguido por Dodô – depois de percorrer o campo inteiro em disparada, conseguiu um bom cruzamento por baixo para a chegada de Borja, mas o bom Walisson Maia cortou e impediu a conclusão. E Dewson Fernando Freitas da Silva, depois de alguns erros irritantes de condução disciplinar, encerrou a partida.

Fim de jogo

Saímos no lucro. O Coritiba não chegou a meter uma pressão, mas dominou o segundo tempo e um empate seria o resultado mais justo diante do que os dois times fizeram nos 90 minutos. Ao adversário, faltou competência no ataque. Ao Palmeiras, faltou se impor mesmo jogando sem a bola, sendo mais agudo nos contra-ataques. O time não conseguiu fazer a ligação e se expôs a ataques constantes do adversário, que só não foram mais perigosos porque nosso sistema defensivo como um todo funcionou bem, sobretudo a dupla de zaga.

O que nos mantém esperançosos ainda este ano é tentar aproveitar os tropeços do líder, que fatalmente voltarão a acontecer, para desestabilizar de uma vez o rival no Derby em Itaquera. Mas de nada adiantará se o Palmeiras perder pontos de forma besta – já esgotamos a cota do ano e hoje quase jogamos mais dois no lixo.

Uma tentativa de segurar o ânimo é imaginar que Cuca está recomeçando a montar o time pela defesa, que de fato está bastante sólida, e que a evolução do novo sistema ofensivo ainda esteja em estágio inicial. Haja boa vontade. VAMOS PALMEIRAS!

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