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Flamengo 2 x 2 Palmeiras – 19/07/2017

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Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O empate, após estar a frente do marcador, pode parecer um pouco decepcionante. Contudo, se considerarmos que jogamos fora de casa num campo onde o adversário é muito forte, arrancando atrás do marcador e ainda com um pênalti defendido por Jaílson, o ponto conquistado deve ser muito valorizado.

Começamos o primeiro tempo bastante desorganizados e sofrendo com a forte marcação do adversário. Não conseguíamos construir nada. Tomamos o gol e em dois contra-ataques viramos. Quase no apagar das luzes da primeira etapa tomamos o empate numa vacilada de Luan.

Voltamos para o segundo tempo melhores e mais organizados. Mantivemos o equilíbrio da partida e criamos algumas boas chances defendidas pelo goleiro adversário. Tivemos o pênalti defendido por Jaílson nessa etapa.

Agora é manter o foco e tentar uma vitória na Ilha do Retiro contra o Sport em ascenção.

Jogo válido pela 15ª rodada do Brasileirão 2017.

Gols, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 2 PALMEIRAS

LOCAL: Ilha do Urubu, Rio de Janeiro (RJ)
DATA-HORA: 19/7/2017 – 21h45
ÁRBITRO: Jailson Macedo Freitas (BA)
AUXILIARES: Alessando Rocha Matos e Elicarlos Franco de Oliveira (ambos da BA)
PÚBLICO/RENDA: 14.223 pagantes/ R$ 938.105,00
CARTÕES AMARELOS: Bruno Henrique, Mina, Luan, Borja, Michel Bastos, Tchê Tchê, Jailson, Thiago Santos, Dudu (PAL); Márcio Araújo, Mancuello (FLA)
CARTÕES VERMELHOS: –
GOLS: Pará (7’/1ºT) (1-0), Willian (31’/1ºT) (1-1), Róger Guedes (42’/1ºT) (1-2), Guerrero (43’/2ºT) (2-2)

FLAMENGO: Thiago Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo (Berrío, aos 35’/2ºT) e Cuellar; Everton Ribeiro (Geuvânio, aos 24’/2ºT), Diego e Everton (Mancuello, aos 40’/2ºT); Guerrero. TÉCNICO: Zé Ricardo.

PALMEIRAS: Jailson, Mayke, Mina, Luan e Michel Bastos (Keno, aos 29’/2ºT); Bruno Henrique (Thiago Santos – Intervalo), Tchê Tchê e Zé Roberto; Róger Guedes, Dudu e Willian (Borja, aos 44’/1ºT). TÉCNICO: Cuca.

Palmeiras e Flamengo duelam pela 60ª vez em Brasileiros nesta quarta-feira

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
18/07/2017 – 18h55

O jogo entre Palmeiras e Flamengo nesta quarta-feira (19), válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017, será o 60ª da história da competição nacional protagonizado pelos clubes. Foram 22 vitórias palestrinas, 20 empates e 17 derrotas. O Verdão marcou 80 gols e foi vazado 75 vezes.

Enquanto o primeiro encontro foi registrado no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967 – empate em 3 a 3 no estádio do Pacaembu, em São Paulo –, o embate válido pelo Campeonato Brasileiro mais recente aconteceu em 2016 e também terminou com resultado igual – 1 a 1, no Allianz Parque.

Já a maior goleada em Brasileiros a favor do Verdão foi aplicada em 1979, quando, em pleno Maracanã, o Alviverde venceu por 4 a 1 – gols marcados por Jorge Mendonça, Carlos Alberto Seixas, Pedrinho e Zé Mário.

Retrospecto geral

Ao todo, os times já mediram forças em 110 oportunidades. O Palmeiras venceu 45 jogos, empatou 28 e foi derrotado 37 vezes – foram 186 gols marcados e 160 sofridos.

Além disso, o Verdão não sabe o que é perder para os rubro-negros desde 2014. De lá para cá, foram cinco duelos, com três vitórias palestrinas e um empate.

PÓS-JOGO

Fonte: Verdazzo

O Palmeiras empatou com o Flamengo no estádio Luso-Brasileiro e voltou a somar pontos fora de casa, chegando a 23 no Brasileirão. Com o resultado, o time manteve a quinta posição na tabela, mas ainda pode ser ultrapassado por três clubes no complemento da rodada. A diferença para o líder segue em 14 pontos.

PRIMEIRO TEMPO

Com Jailson no gol e Michel Bastos na lateral esquerda, Cuca ensaiou mudanças no posicionamento do time. Bruno Henrique e Tchê Tchê faziam uma dupla de proteção leve e que tendia a sair para o jogo, dando mais opções de distribuição a Zé Roberto. O Palmeiras até que começou bem o jogo, disputando o meio-campo de igual para igual e chegando à área carioca, mas perdia os lances por precipitações nos passes. O time da casa também chegava com perigo, com muita movimentação de seu quarteto ofensivo.

Aos sete, num lance fortuito, saiu o gol do Flamengo que mudou o rumo do primeiro tempo: em bola disputada no lado direito de nossa área, Luan chegou estourando, a bola bateu em Everton e voltou para o meio; Guerrero virou o jogo rápido para a chegada de Pará, que mesmo marcado por Dudu e Michel Bastos conseguiu um chute cruzado, forte – a bola entrou no meio do gol. Se fosse o Prass, diriam que ele falhou.

O gol deu moral ao time da casa e a torcida inflamou o estádio. O Flamengo manteve a marcação na saída de bola obrigando o Palmeiras a dar chutões e toda segunda bola caía no pé dos jogadores de vermelho e preto. Aos 13, Diego bateu uma falta para a infiltração de Everton, que estava impedido; ele aproveitou um cochilo da defesa e cabeceou para o gol – Jailson fez boa defesa, mandando a escanteio. Na cobrança, a defesa dormiu de novo e Jailson teve que dividir com Diego, que fez falta no lance – o péssimo Jailson Macedo Freitas não marcou.

O Flamengo mandava no jogo e aos 22, em mais um escanteio, baixou o Oséas no Mina e ele cabeceou contra o próprio gol, obrigando Jailson a fazer uma linda ponte para defender mais uma. E quando a pressão do Flamengo pelo segundo gol era muito forte, o Palmeiras empatou, aos 31: Zé Roberto aproveitou uma bola viva e deu um lindo passe para a velocidade de Willian, em cima de Pará; ele tomou a frente e tocou na saída de Thiago. Golaço.

Aos 35, Guerrero se desmanchou na área pedindo pênalti mas o juiz não entrou na dele; o Palmeiras armou um grande contra-ataque com Dudu, que ficou no mano a mano com Pará mas não conseguiu o drible.

Com o contra-ataque armado, o Verdão chegou à virada aos 42: Mina ganhou de Guerrero e pela primeira vez teve liberdade para sair jogando com a bola dominada – e aqui, temos que registrar que ele estava marcado por Marcio Araújo, mas era como um chihuahua perseguindo um cavalo. Mina levou até o meio do campo e deu um passe magistral para Roger Guedes, nas costas de Trauco, e o camisa 23 conseguiu entrar na área para tocar na saída de Thiago, colocando 2 a 1 no placar.

Não deu tempo para comemorar a virada: um minuto depois, Thiago deu o chutão, a bola foi na direção de Luan, pressionado por Guerrero; nosso zagueiro foi muito lento para o lance e acabou vencido pelo peruano, que tomou a frente e saiu na cara de Jailson, fuzilando para empatar o jogo novamente. Inadmissível a falha de nosso zagueiro.

Pouco depois, Willian sentiu lesão muscular e foi substituído por Borja, e o juiz acabou o primeiro tempo na sequência. Deve ter pedido autorização para Diego para ir ao vestiário, já que o meia do Flamengo era o dono do apito: foram 415 faltas marcadas sobre ele; bastava alguém doo Palmeiras encostar na boneca que já se desmanchava todo e o juizão soprava. Uma vergonha.

SEGUNDO TEMPO

Com Bruno Henrique amarelado, Cuca mandou Thiago Santos a campo, reforçando o poder de marcação e tentando melhorar a presença do Palmeiras no meio do campo. Também trocou Zé Roberto e Michel Bastos de posição, e de fato o time melhorou. Nos primeiros minutos, o Flamengo atrasou a primeira linha com receio do nosso contra-ataque e o Verdão ganhou o meio de campo.

Aos 10, Dudu aproveitou a highway Marcio Araújo, conduziu da esquerda para o meio e bateu de fora; a bola bateu em Réver e sobrou para Borja, na meia-lua; o colombiano emendou uma sapatada que Thiago defendeu bem, mandando a escanteio. Na cobrança, Luan cabeceou no primeiro pau e Thiago desviou com muito reflexo, salvando o gol – a bola ainda passou na frente de Thiago Santos, que perdeu a chance de se atirar nela e entrar no gol com bola e tudo.

Os dois times jogavam bem, procurando o gol, com as duas defesas também bastante firmes, proporcionando um segundo tempo sem muitas chances de gol mas muito agradável. Zé Ricardo trocou Éverton Ribeiro por Geuvânio, para forçar o jogo em cima de Zé Roberto.

Mas foi em cima de Michel Bastos a jogada que podia ter decidido o jogo: ele passou pelo camisa 15 dentro da área e se preparava para rolar para o meio, com a bola sobre a linha de fundo. Aí deu pane mental em Michel Bastos e ele cometeu um pênalti estúpido, que o juiz marcou. Diego bateu no canto esquerdo e Jailson foi buscar, de forma sensacional, mandando a escanteio. Na batida, Jailson saiu para socar a bola, tocou mal nela e deixou o gol aberto, Diego tentou de voleio e quase fez – a bola saiu por cima.

Cuca então tentou ganhar o jogo em cima do Pará: mandou Keno no lugar do Michel Bastos e o camisa 27 conseguiu uma ótima jogada aos 36, indo ao fundo e cruzando para a chegada de Roger Guedes, que passou da linha da bola e não conseguiu escorar.

O Flamengo chegou novamente ao gol de Jailson aos 43, com Trauco, que conseguiu um belo chute de fora, com efeito, pra fora. E aos 46 Borja teve a bola do jogo: Dudu armou o contra-ataque e serviu o colombiano, que ganhou na velocidade de Réver, invadiu a área e bateu na saída de Thiago, que conseguiu defender parcialmente – Roger Guedes chegava para a conclusão mas Trauco afastou o perigo. E com o Verdão tendo a última chance de ganhar o jogo, o pavoroso Jailson Macedo Freitas encerrou o jogo.

FIM DE JOGO

O resultado, claro, foi bom. Saímos atrás, tivemos um pênalti defendido e o juiz deu nada menos que nove amarelos para nosso time – foi um milagre chegar ao fim do jogo com onze em campo. Mas fica a impressão de que poderíamos ter vencido – mas no final, o empate acabou sendo justo para os dois times.

O Palmeiras teve um péssimo período no primeiro tempo, mas resistiu e conseguiu encaixar os contra-ataques que estava esperando em cima da lenta defesa do Flamengo, e reverteu a tendência. Levou um empate num erro individual grave.

Cuca perdeu Dudu, Borja, Tchê Tchê e Michel Bastos para o jogo contra o Sport – e Willian provavelmente será baixa por algumas semanas. Vai ter que quebrar a cabeça para montar um time para o jogo de domingo – talvez tenha que recorrer aos que ficaram na capital paulista recuperando o fôlego. De qualquer forma, completamos seis partidas sem perder para o cheirinho, com tudo para aumentar a série no segundo turno, em casa. Próxima parada: Recife, para depois decidir o futuro da Copa do Brasil em Belo Horizonte. VAMOS PALMEIRAS!

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