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Palmeiras 1 x 0 Atlético/GO – 21/06/2017

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Crédito: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

Venceu mas não convenceu.

A vitória magra foi importante pelos pontos conquistados mas o futebol apresentado deixa o torcedor apreensivo.

A forte marcação do Atlético deixou o primeiro tempo bastante amarrado. Quase não criamos chances, tanto que conseguimos o gol apenas aos 45′.

No segundo tempo tivemos mais espaços, já que o time goiano saiu para tentar o empate, e criamos chances claríssimas com Borja, Dudu e Guerra.

A vitória nos deixa na primeira página da tabela e mais próximos do pelotão de frente.

Jogo válido pela 9ª rodada do Brasileirão 2017.

Gol, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 ATLÉTICO-GO

LOCAL: Allianz Parque, São Paulo (SP)
DATA-HORA: 21/6/2017 – 21h
ÁRBITRO: Antonio Dib Moraes de Sousa (PI)
AUXILIARES: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Fábio Pereira (TO)
PÚBLICO/RENDA: 29.014 pagantes/R$ 1.590.701,88
CARTÕES AMARELOS: Guerra e Mina (PAL), André Castro e Silva (AGO)
CARTÕES VERMELHOS: –
GOL: Borja (46’/1ºT) (1-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Mina, Edu Dracena e Egídio; Jean, Tchê Tchê (Luan, aos 32’/2ºT) e Guerra; Róger Guedes, Keno (Dudu, aos 23’/2ºT) e Borja (Raphael Veiga, aos 39’/2ºT). TÉCNICO: Cuca.

ATLÉTICO-GO: Felipe; André Castro, Eduardo Bauermann, Roger Carvalho e Bruno Pacheco; Marcão Silva, Silva, Breno Lopes (Walterson, aos 38’/2ºT), Luiz Fernando e Andrigo (Diego Rosa, aos 15’/2ºT); Everaldo (Junior Viçosa, aos 27’/2º). TÉCNICO: Doriva.

PÓS-JOGO

Fonte: Verdazzo

O Palmeiras venceu o Atlético-GO por 1 a 0 no Allianz Parque e finalmente emendou duas vitórias consecutivas no campeonato. O resultado recoloca o Verdão na parte de cima da tabela, mas o time teve muitas dificuldades diante da aplicação com que o time goiano disputou a partida. O time já começa a pensar na Ponte Preta, próximo adversário, no domingo.

PRIMEIRO TEMPO

Sem surpresas na escalação inicial, Cuca mandou a campo Borja no comando do ataque. Egídio e Mayke nas laterais sugeriam um time ofensivo desde o início. Doriva, de forma bastante inteligente, orientou seus jogadores para entrarem com intensidade máxima nos primeiros minutos, neutralizando a já esperada pressão inicial do Verdão. O time do CAG marcava com 11 atrás da linha da bola e tentava sair rápido em contra-ataques acionando Everaldo. Uma retrancaça que lembrava muito um jogo de Paulistão.

Nossos jogadores, em princípio muito pressionados pelo sistema defensivo armado pelo adversário, aos poucos acharam o melhor posicionamento e foram chegando cada vez mais perto do gol do adversário. Mas a primeira chance de gol foi mesmo do Atlético, aos 18, depois de boa triangulação entre André Castro, Breno Lopes e Andrigo, que chegou com liberdade dentro da área e bateu cruzado, mas a bola desviou em Jean e saiu a escanteio. Na cobrança, Roger Carvalho conseguiu a testada, que assustou Fernando Prass.

Aos 23, Luiz Fernando fez jogada sobre Mina e aos trancos e barrancos conseguiu entrar na área; a bola espirrou e sobrou para Breno Lopes finalizar, mas Prass fez boa defesa. O Palmeiras finalmente chegou perto do gol dos goianos aos 26, numa imensa blitz em que participaram quase todos os jogadores. Quem esteve mais perto de finalizar foi Guerra, mas acabou travado no último momento. Um minuto depois, Keno rabiscou pela esquerda e a bola chegou rolando para Borja, na risca da grande área – o colombiano não se fez de rogado e emendou do jeito que ela chegou, mas pegou mal e a bola saiu torta, à esquerda de Felipe. O Atlético respondeu pouco depois numa jogada de lateral – Breno Lopes pegou uma bola espirrada e entrou na área pela esquerda, finalizando com pouco ângulo, à direita de Prass.

Enquanto o Palmeiras sofria para entrar na defesa goiana, abusando das bolas aéreas, o CAG se aproveitava do espaço e continuava criando. Aos 36, Everaldo chegou antes que Edu Dracena em bola esticada pela esquerda, invadiu a área mas concluiu mal, apenas com Prass pela frente.

Aos 39, finalmente apareceu o espaço: tabela rápida entre Borja e Roger Guedes, que saiu na cara de Felipe – o goleiro se atirou aos pés do camisa 23 e afastou o perigo com muito arrojo. Aos 43, o Palmeiras insistiu mais uma vez na bola aérea em escanteio da esquerda; Mina desviou e tirou de Felipe, a bola quase sobrou limpa para Roger Guedes, sem goleiro, mas a zaga cortou.

Já no minuto de acréscimo, quando parecia que não haveria gols no primeiro tempo, Borja abriu o placar, após jogada de lateral criada por Roger Guedes: depois da cobrança, o camisa 23 recebeu de Guerra e rolou para a área; Eduardo Bauermann vacilou e Borja não perdoou, metendo uma bica para o fundo do gol. O Verdão desceu em vantagem para o vestiário, mas não mereceu.

SEGUNDO TEMPO

Os dois times voltaram sem mudanças do vestiário, mas em campo as coisas foram diferentes. O Atlético voltou tentando tomar mais a iniciativa do jogo, dando ao Palmeiras o espaço que tanto faltou no primeiro tempo, mas nosso time teve sérias dificuldades para aproveitar. Quando Guerra encostou nos pontas, as jogadas saíram, mas o venezuelano não tem toda a mobilidade necessária e muitas vezes Keno e Roger Guedes precisavam partir para a jogada individual com a marcação dobrada.

As bolas paradas ainda ajudavam, pelo menos quando a maldita jogadinha curta não morria antes mesmo da bola chegar na área. Aos 10, depois de escanteio, a bola foi rebatida e chegou em Keno, que cruzou da esquerda para testada de Mina, no meio do gol, fácil para Felipe.

Aos 16, linda jogada de Guerra, que girou com muita habilidade em cima de Roger Carvalho e colocou Borja na cara de Felipe – o camisa 9 tentou tocar por baixo mas o goleiro do time goiano esticou a perna e levou vantagem. Aos 24, Dudu entrou no lugar de Keno e logo em seu primeiro lance já amarelou André Castro. No segundo lance, arrumou uma falta perigosa na lateral da área. Prometia…

Mas ficou só na promessa mesmo. O jogo seguiu amarrado, chato, e quando parecia que Dudu ao menos marcaria com um gol sua volta depois de seis jogos, ele perdeu o lance de forma inacreditável: aos 35, tabela entre Guerra e Roger Guedes, que cruzou por baixo; o camisa 7 estava livre na pequena área mas errou, escorando por cima do gol. Estava tão fácil, que ele perdeu.

Um minuto depois, quase o Palmeiras revive a máxima do “quem não faz, toma”: Júnior Viçosa tabelou com Diego Rosa em cima de nossa dupla de zaga e invadiu a área, de frente; ele tocou no canto esquerdo mas Prass fez uma defesa miraculosa, no rodapé, salvando o empate – que não seria imerecido.

O Palmeiras respondeu com Guerra, que aproveitou lançamento longo de Mina por trás da zaga – o venezuelano aproveitou a bola pingando e tocou por cima, mas Felipe se esticou e mandou a escanteio, no lance mais bonito da partida. Na cobrança, a bola espirrou e sairia novamente pela linha de fundo, mas Borja salvou a jogada e serviu Guerra, que bateu cruzado – a bola passou na frente do gol e saiu do outro lado.

O CAG não desistiu do jogo em nenhum momento e seguiu forçando a entrada em nossa área; nossa zaga, bastante vulnerável e desprotegida, se virava como podia, rebatendo a bola repetidamente em direção à intermediária. O Verdão já se contentava em aproveitar os contra-ataques e aos 41, depois de jogada em velocidade, Mayke cruzou para a área, a zaga rebateu e Jean chegou em boas condições da meia-lua, mas bateu por cima. E depois de mais alguns sustos em nossa área, o juiz terminou o jogo.

FIM DE JOGO

Não foi um jogo bom do Verdão, que sequer mereceu vencer. Como justiça não conta no futebol, o Palmeiras foi recompensado por ter aproveitado uma das chances que criou – o CAG teve a sua oportunidade clara, mas parou em nosso goleiro.

Cuca deve ter percebido a partida ruim do meio-campo; Jean e Tchê Tchê não conseguiram preencher os espaços: nem protegeram a zaga, nem apoiaram o ataque. Borja segue sem achar o melhor encaixe, mesmo assim guardou o seu e teve outra chance clara; ao menos deixou de ser mera figura decorativa. Num time que “está em março”, as falhas de entrosamento foram típicas, ainda mais diante de desfalques e improvisações e de um time que fez um jogo muito digno. Esperávamos uma goleada, mas temos que nos dar por felizes pelos três pontos. Tem noite que é assim mesmo. VAMOS PALMEIRAS!

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