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Palmeiras 1 x 2 Red Bull Brasil – 24/03/2016

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(Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

Complicado.

É inacreditável como um time pode estar tão perdido. Lembra aquele Palmeiras de 2012. Os adversários não precisavam fazer nada que entregávamos o jogo mesmo assim.

Jogo válido pela 11ª rodada do Paulistão 2016.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 2 RED BULL BRASIL

LOCAL: Pacaembu, em São Paulo (SP)
DATA-HORA: 24/3/2016 – 20h30 (horário de Brasília)
ÁRBITRO: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
AUXILIARES: Herman Brumel Vani e Mauro André de Freitas
PÚBLICO-RENDA: 14.395 pagantes / R$ 284.805,00
CARTÕES AMARELOS: Alecsandro (PAL), Diego Sacoman, Roger, Malyson e Breno (RBB)
GOLS: Thiago Galhardo 39′ 1ºT (0-1), Roger 44′ 1ºT (0-2), Alecsandro 14′ 2ºT (1-2)

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lucas, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio; Arouca, Jean (Alecsandro – intervalo) e Robinho; Erik (Zé Roberto 11′ 2ºT), Rafael Marques e Dudu (Allione 9′ 1ºT). TÉCNICO: Cuca

RED BULL BRASIL: Saulo, Everton Silva, Anderson Marques, Diego Sacoman e Breno Lopes; Nando Carandina, Thiago Galhardo (Rafael Costa 15′ 2ºT) e Maylson; Misael (Luan 30′ 2ºT), Edmílson (Willian Rocha – intervalo) e Roger.TÉCNICO: Maurício Barbieri

HISTÓRICO DO CONFRONTO

Geral: 2 jogos (1 vitória, 1 derrota)

Primeiro jogo: Palmeiras 3×2 Red Bull, dia 25/01/2015

Último jogo: Palmeiras 0x2 Red Bull, dia 29/03/2015

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Fonte: http://www.verdazzo.com.br/jogo/ficha/id/5867/palmeiras-1-x-2-red-bull

O Palmeiras fez mais uma partida daquelas e perdeu para o Red Bull por 2 a 1. O time de Campinas ganhou dois gols de presente, não fez nada para merecer ganhar o jogo, mas o Palmeiras mesmo assim foi incompetente e não foi capaz de construir o placar para mais de 14 mil pessoas no Pacaembu.

A pressão de consertar o time rápido antes do Derby e da rodada decisiva da Libertadores parece estar pesando demais sobre o elenco. Em busca da tranquilidade, talvez seja o caso de dar o primeiro semestre como perdido de uma vez por todas, pensar apenas no Brasileiro e na Copa do Brasil e o que vier é lucro. A situação é desoladora.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca inventou um esquema com Rafael Marques como “falso nove” – na prática, um 4-3-3-0. Robinho como terceiro volante ainda tentava achar seu lugar no campo. Jean e Arouca, mesmo em suas funções habituais, estavam mais perdidos ainda, assim como Dudu e Erik. Uma lástima.

A proposta do Red Bull, assumida até para a imprensa antes do jogo, era a de enervar o Palmeiras. Eles não vieram pra jogar bola, e sim para catimbar – recurso previsto no jogo desde que a Dercy ainda era uma menina. Sem proposta ofensiva nenhuma a não ser armar os contra-ataques, o time visitante se limitava a bloquear nosso jogo, o que conseguia sem muita dificuldade.

Uma grande trapalhada aconteceu aos nove minutos: Dudu aparentemente sentiu a coxa direita numa disputa de bola e caiu. Do jeito que aconteceu, não parecia pancada e sim um estiramento, uma lesão muscular. Cuca rapidamente mandou Allione a campo, mesmo sem aquecer, e Dudu de repente estava em pé e pronto para voltar. Criou-se um imenso mal-estar entre o jogador, o médico Vinicius Martins e o treinador.

O primeiro tempo parecia condenado a um enorme nada.Tivemos o primeiro lance de perigo do jogo aos 29, quando Jean acionou Allione pela direita; livre, ele invadiu a área e Saulo saiu para fechar o ângulo. Na tentativa de servir Erik, Diego Sacoman se atirou na bola e afastou o perigo. E tudo caminhava para um modorrento 0 a 0 até o intervalo.

Mas aos 39, após o Palmeiras perder uma bola dentro da área do Red Bull – Rafael Marques se atirou ao solo pedindo pênalti – sofremos um contra-ataque. Galhardo foi lançado; ainda dentro do círculo central, tendo apenas Edu Dracena na marcação. O meia do Red Bull não é exatamente o Usain Bolt, mas teve velocidade suficiente para bater Edu Dracena; entrou na área, cortou Fernando Prass e tocou para o gol vazio.

O Palmeiras, que já estava nervoso, ficou mais ainda, subindo ao ataque desordenadamente. Aos 42, tentou o empate num chute de média distância de Egídio que desviou na zaga; a bola se ofereceu a Rafael Marques que bateu meio sem jeito, fácil para Saulo. Era melhor que terminasse por aqui, mas não foi o que aconteceu. Aos 43, o Red Bull conseguiu um escanteio pela esquerda. A batida veio manjada, a um passo da linha da pequena área, no meio. Mas não tinha um maldito pra deslocar o Roger, que com os pés plantados, cabeceou forte, no ângulo de Prass. Arouca estava marcando o atacante mas falhou grotescamente e o time foi para o vestiário com 2 a 0 contra.

SEGUNDO TEMPO

Com Alecsandro no lugar de Jean, armou-se uma espécie de 4-1-4-1, com Robinho mais avançado. Diante da proposta do Red Bull, o time ficou mais bem posicionado, mas faltava articulação de nossa parte. Nada aconteceu até os onze minutos, quando Cuca trocou Erik por Zé Roberto. Com o veterano no meio, o toque de bola melhorou um pouco e o time passou ao menos a conseguir trocar passes em busca do espaço para criar as chances.

Aos 12, Alecsandro sofreu falta do lado direito, perto da área. Egídio cobrou muito bem e a bola foi no travessão, uma pena. Mas aos 14 o Verdão chegou ao gol: Rafael Marques, pela esquerda, levantou na área na direção de Allione, bem aberto; o argentino cabeceou para o meio onde estava Robinho, que se atrapalhou todo e bateu de canela, mas a bola sobrou para Alecsandro que empurrou para dentro.

O time de Campinas se assustou com o gol e se encolheu mais ainda. O time do Palmeiras se encheu de brios mas o nervosismo ainda atrapalhava. A bola só saía da intermediária ofensiva do Palmeiras para passear pela área do Red Bull, mas uma chance real só foi criada de novo dez minutos depois, em chute cruzado de Egídio do bico da grande área – Saulo espalmou bem.

O Palmeiras criou uma pequena pressão na sequência: aos 26, Allione invadiu pela direita, mais uma vez livre, mas desta vez resolveu bater entre a trave e o goleiro, com pouco ângulo, quando tinha Zé Roberto em boas condições para ser servido – a bola foi na rede por fora. Dois minutos depois, Allione de novo chegou pela direita e cruzou; Rafael Marques cabeceou fraco e Saulo defendeu.

A cada substituição do Red Bull, o time campineiro ficava mais retraído; sentindo a pressão, o treinador estacionou o ônibus na frente do gol e ficou difícil. Os chuveirinhos passaram a ser a arma do Palmeiras, e numa dessas bolas erguidas, Vitor Hugo chocou-se de cabeça com Anderson Marques e levou a pior. O choque foi da testa do jogador do Red Bull contra a lateral da cabeça de nosso camisa 4, que teve que sair do jogo, sem reposição – já havíamos feito todas as mexidas possíveis.

Com um a menos, ficou mais difícil ainda. Conseguimos ainda criar uma boa chance aos 44, quando Allione conseguiu mais uma boa jogada e cruzou para Alecsandro, que fez o movimento do manual, cabeceando para o chão, exigindo ótima defesa de Saulo; no rebote, Rafael Marques tinha quase todo o gol à disposição mas bateu exatamente onde o goleiro, ainda se levantando, estava. O time visitante se segurou nos acréscimos e conseguiu a vitória.

FIM DE JOGO

Antes de acertar a parte tática, o Palmeiras precisa colocar a cabeça no lugar. O jogo com o Rosário é só daqui a duas semanas. Com os nervos descontrolados, vai ser difícil reagir. Cuca ainda está conhecendo os jogadores e tentando achar alternativas – esperamos que essa ideia do “falso nove” jamais seja colocada em prática de novo.

Temos duas partidas teoricamente fáceis pela frente – Água Santa e Rio Claro estão entre os piores times do campeonato, mas a esta altura, todos os adversários parecem a seleção da Champions League. As novas propostas táticas precisam ser testadas, mas só vão funcionar se o time estiver com um mínimo de confiança, e nossa torcida é fundamental para colaborar com essa recuperação. Não adianta colocar mais pressão do que já existe nos caras. O momento continua sendo de tentar manter a paciência. VAMOS PALMEIRAS!

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