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Nacional (URU) 1 x 0 Palmeiras – 17/03/2016

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MONTEVIDÉU, URUGUAI – 17.03.2016: NACIONAL URU X PALMEIRAS – O jogador Alecsandro, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Victorino, do C Nacional de F, durante partida válida pela quarta rodada da fase de grupos, da Copa Libertadores, no Estádio Parque Central. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Agora complicou de vez.

Nem a estréia do técnico Cuca (que vai ter bastante trabalho) motivou.

Jogo válido pela fase de grupos da Libertadores 2016. 1º jogo de volta, 4º jogo da fase.

FICHA TÉCNICA
NACIONAL (URU) 1 X 0 PALMEIRAS

LOCAL: Gran Parque Central, em Montevidéu (URU)
DATA-HORA: 17/3/2016 – 21h45 (horário de Brasília)
ÁRBITRO: Carlos Vera (EQU)
AUXILIARES: Juan Macias (EQU) e Flavio Nall (EQU)
PÚBLICO-RENDA: Não divulgados
CARTÕES AMARELOS: Porras e Nico López (NAC), Lucas, Alecsandro e Arouca (PAL)
GOL: Nico López 5′ 2ºT (1-0)

NACIONAL (URU): Esteban Conde, Romero, Victorino, Polenta e Espino; Gonzalo Porras, Felipe Carballo, Kevin Ramírez (Christian Tabó 27′ 2ºT) e Leandro Barcia (Matías Cabrera 42′ 2ºT); Nico López e Seba Fernández (Eguren 39′ 2ºT). TÉCNICO: Gustavo Munúa

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lucas, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio (Robinho – intervalo); Arouca, Gabriel (Lucas Barrios 22′ 2ºT), Allione (Gabriel Jesus – intervalo) e Zé Roberto; Alecsandro e Dudu. TÉCNICO: Cuca

Retrospecto favorável contra uruguaios é aliado do Verdão para jogo em Montevidéu

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
17/03/2016 – 10:00h

O Palmeiras visita o Nacional-URU nesta quinta-feira (17), em Montevidéu, em busca da primeira vitória fora de casa na Copa Libertadores 2016 – os quatro pontos conquistados pelo Verdão até aqui vieram de um empate diante do River Plate-URU, fora de casa, e de uma vitória sobre o Rosario Central, no Allianz Parque. Para ter sucesso no duelo disputado no estádio Parque Central, a equipe comandada pelo técnico Cuca poderá contar com um aliado: o retrospecto do clube contra equipes uruguaias.

Nos últimos 44 anos, o Palmeiras só foi superado por times do Uruguai em duas oportunidades – em 2000, pelo Peñarol, e na última quarta-feira (09), pelo próprio Nacional-URU. Foram 20 jogos neste período, sendo 10 vitórias e oito empates.

No histórico geral perante equipes do país vizinho, os números seguem positivos para o Alviverde: 44 encontros, 16 triunfos, 16 empates e 12 derrotas. Ao todo, o Verdão balançou as redes em 67 oportunidades e foi vazado 47 vezes.

O primeiro jogo da história do Palmeiras contra uma equipe uruguaia aconteceu em novembro de 1923, quando venceu o Universal-URU por 3 a 1, no Palestra Italia – os gols foram anotados por Heitor, Loschiavo e Perillo.

Estádio Parque Central

Palco do duelo desta quinta-feira (17), o estádio Parque Central já recebeu o Palmeiras em duas oportunidades – ambas em 1925 –, mas não traz boas recordações ao clube. Foram duas derrotas contra um combinado uruguaio – 3 a 2 e 1 a 0 – em partidas com caráter amistoso. O único atleta palmeirense que já balançou as redes no local é Feitiço, autor dos dois gols no primeiro revés alviverde no estádio.

Pós-Jogo

Fonte: www.verdazzo.com.br

O Palmeiras foi derrotado pelo Nacional na estreia de Cuca como treinador e complicou muito a situação para a classificação na Libertadores. Com duas partidas pela frente, apenas duas vitórias colocam o time em condições de classificação sem depender de outros resultados – mas mesmo assim com atenção ao saldo de gols.

Por outro lado, a matemática não permite nem descartar a liderança do grupo, desde que o River vença o Nacional em Maldonado e Rosário e Nacional empatem o último jogo. Um empate contra o Rosário também não nos desclassifica, mas dependeremos de vitória do Nacional na última rodada.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca escalou o time como no treino de terça-feira, no 4-4-2. Mas Allione e Zé Roberto ficaram muito espaçados em vez de se aproximarem, e não deu liga. Pra piorar, Dudu estava apagado e os laterais fizeram partidas medonhas. Assim, nem a velha química de Gabriel e Arouca, rapidamente revivida, fez o time andar. O Nacional dominou completamente o primeiro tempo e o placar sem gols acabou saindo barato para o Verdão, embora o time da casa não tenha construído muitas chances reais de gol.

Aos 3, um grande susto: Barcia tentou entrar em nossa área rente à linha de fundo mas foi derrubado por Egídio. Na cobrança, a bola desviou na barreira e saiu da área; a bola voltou para a área, na direção de Nico López, que com pouco ângulo tentou servir a Fernandez, mas foi abafado por Fernando Prass.

O Nacional jogava em cima do Verdão, aproveitando a pressão do estádio e a falta de sintonia tática de nosso time. Mas a pressão era estéril, sem levar perigo real a nosso gol, embora a bola permanecesse rondando a área o tempo todo de forma preocupante. Os lances ríspidos se sucediam, e o juizão parecia perdido.

Mesmo com tanta superioridade, o Nacional só chegou mesmo a nosso gol aos 36: Barcia ganhou de Egídio pela quadragésima vez e cruzou para a área; Edu Dracena cortou mal e rebateu a bola na meia-lua, onde Fernandez chegou de frente e bateu de primeira – a bola saiu à direita de Prass, que saltou mas já tinha entregue aos céus.

O Palmeiras finalmente criou uma chance de gol aos 45 minutos: Egídio conseguiu escapar uma vez por seu flanco e cruzou; Alecsandro dividiu com Victorino no primeiro pau mas a bola chegaria mesmo era em Allione, inteiro na bola, mas Polenta cortou a escanteio. E sem gols no marcador os times foram ao vestiário.

SEGUNDO TEMPO

Com Gabriel Jesus e Robinho nos lugares de Allione e Egídio, o time voltou num 4-3-3: Gabriel e Arouca como volantes; Robinho na meia; Gabriel Jesus, Alecsandro e Dudu fazendo o trio ofensivo. E logo aos dois minutos parecia que ia funcionar: Robinho recuperou uma bola no meio-campo e tocou rápido para Gabriel Jesus; ele ficou livre na frente de Conde mas finalizou nas mãos do goleiro uruguaio. Foi a bola do jogo.

O castigo veio rápido: aos cinco, numa bola alta esticada de longe em direção à nossa área, Fernández conseguiu dominar e abriu para Ramirez; o meia uruguaio contou com a marcação frouxa de Lucas, levantou a cabeça e viu Nico López solto dentro da área e suspendeu na medida – aí foi só deslocar Fernando Prass, que ficou vendido: 1 a 0. Zé Roberto marcou a bola.

O Palmeiras não aproveitou o fato do Nacional ter recuado imediatamente após marcar o gol, como se fosse um time pequeno jogando fora de casa. Continuava armado com Fernandez e Nico López para o contra-ataque, mas dava um espaço que o Palmeiras não encontrava antes. Nosso time não conseguiu usar essa vantagem, nossos jogadores ficaram muito nervosos e afobados, e facilitavam o desarme dos uruguaios.

Aos 22, Cuca foi para o tudo ou nada: mandou Barrios no lugar de Gabriel, posicionando o time no 4-2-4, com Robinho jogando lado a lado com Arouca e tentando ligar com a linha ofensiva formada por Gabriel Jesus, Barrios, Alecsandro e Dudu, que já não tinham coordenação de deslocamento alguma.

Mesmo assim, uma boa chance foi criada aos 23: Lucas foi ao fundo e cruzou por baixo; Barrios tentou escorar de letra para a chegada de alguém mas a defesa afastou. Já era alguma coisa. Mas o preço estava na mesa, um contra-ataque poderia ser encaixado a qualquer momento. Aos 24, quase Vitor Hugo entregou a paçoca num recuo curto que obrigou Prass a ir ao limite da área para rachar com Nico López.

O jogo foi seguindo nessa pegada: o Palmeiras tinha chances modestas – como uma cabeçada de Edu Dracena numa jogada aérea, e o Nacional ameaçava na correria, como em mais um contra-ataque em que a bola caiu no pé de Fernandez, que tentou um chute colocado para defesa de Fernando Prass. O relógio corria mais que o Usain Bolt, sobretudo com a já manjada cera dos uruguaios, e o Palmeiras teve a chance do empate só aos 45, num bom passe de Dudu para Alecsandro, que bateu forte mas Conde defendeu bem. E o jogo acabou.

FIM DE JOGO

Faltam duas rodadas e o Palmeiras depende só de si. O próximo jogo é daqui a três semanas. Até lá, dá pra criar um padrão, arrumar o time e buscar a vitória em Rosário. É chato, mas dá. Temos cinco jogos no Paulista para usar como “intertemporada” antes dessa decisão: Audax, Red Bull, Água Santa e Rio Claro, além do Derby. Cuca está começando o trabalho e precisa de todo o nosso apoio, bem como o elenco. Agora, o que vier é lucro. Mas quem disse que não dá pra correr atrás desse lucro? VAMOS PALMEIRAS!

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