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Palmeiras 4 x 1 Capivariano – 06/03/2016

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(Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

Vitória boa mas com sustos.

Ainda bem que o adversário não conseguiu (ou soube) explorar a tensão e apatia após o empate.

Mesmo com a vitória a situação é preocupante para o próximo jogo da Libertadores.

Jogo válido pela 8ª rodada do Paulistão 2016.

Data: 6/3/16 – 16h
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Público/renda: 21.499 / R$ 915.440,54
Cartões amarelos: Lucas, Thiago Martins (PAL); Bonfim, Maguinho (CAP)
Cartão vermelho: Bonfim (CAP)
Gols: Allione, aos 7’/1ºT (1-0); Rodolfo, aos 29’/1ºT (1-1); Thiago Martins, aos 40’/1ºT (2-1); Cristaldo, aos 3’/2ºT (3-1); Alecsandro, aos 41’/2ºT (4-1)

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lucas (Arouca, aos 17’/2ºT), Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Thiago Santos, Jean, Dudu, Allione e Rafael Marques (Erik, aos 27’/2ºT); Cristaldo (Alecsandro, aos 30’/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.

CAPIVARIANO: Pedro Henrique, Oliveira (Kleiton Domingues, aos 12’/2ºT), Bonfim, Bruno Maia e Alex Barros; Maguinho, Samuel Souza, Wigor (Roldolfo, aos 22’/1ºT), Jácio e Chico; Jeam (Everton Dias, aos 26’/2ºT). Técnico: Roberto Fernandes

Fonte: http://www.verdazzo.com.br/jogo/ficha/id/5857/palmeiras-4-x-1-capivariano

Num jogo bastante tranquilo em que o Palmeiras teve apenas que lutar contra sua própria apatia, nossa torcida saiu do estádio satisfeita com o placar de 4 a 1 construído sobre o Capivariano, e com a confiança em alta para o fundamental confronto contra o Nacional, na próxima quarta-feira no Allianz Parque. O time jogou muito bem até a metade do primeiro tempo, tomou um gol inaceitável, entrou em pane, fez um gol na sorte no fim do primeiro tempo, aumentou logo no início do segundo e apenas administrou no resto do jogo, e assim voltou à liderança da chave no Paulistão.

PRIMEIRO TEMPO

Com Allione e Rafael Marques nos lugares de Gabriel Jesus e Robinho, o time se mostrou muito mais consciente no toque de bola. Os dois substitutos se movimentaram mais que os titulares e nossa posse de bola aumentou sensivelmente, o que somada à tranquilidade com que a equipe entrou em campo após a vitória sobre o Rosário, resultou no domínio completo desta partida.

Aos sete, Allione se atirou na bola para salvar um passe que ia escapando e conseguiu ligar com Lucas; o lateral fez a jogada e enfiou para Cristaldo, que numa rara jogada de pivô apenas ajeitou para quem vinha de trás: o próprio Allione, que ajeitou o corpo e bateu de chapa, metendo a curva na bola que morreu no canto direito de Pedro Henrique. Um golaço pra tranquilizar as mais de 20 mil pessoas no estádio.

O Verdão seguia tranquilo e as jogadas aconteciam naturalmente. Aos 19, Rafael Marques fez a jogada pela esquerda, tabelou com Thiago Santos e recebeu na área; com pouco ângulo, faria o gol se finalizasse forte, pelo alto, mas pegou mal na bola que cruzou a pequena área e saiu pela lateral. Um minuto depois, Egídio bateu escanteio pela esquerda e Thiago Santos conseguiu o cabeceio, mandando no travessão.

O Palmeiras passeava em campo. Aos 28, o Palmeiras teve a posse de bola por quase dois minutos ininterruptos; a bola foi do ataque à defesa, e de novo ao ataque; sem achar o espaço, nossos jogadores seguiam rodando a bola até que Dudu chegou perto da área e bateu de fora, para boa defesa de Pedro Henrique.

Mas um minuto depois um momento de bobeira geral, sobretudo de Egídio e Jean: Bruno Maia foi ao fundo, em cima de Lucas, que deixou um espaço mínimo para o cruzamento; o jogador do Capivariano aproveitou bem e conseguiu o cruzamento para a área, onde fechavam dois jogadores de vermelho; Vitor Hugo foi no do primeiro pau, a bola veio no do segundo – Rodolfo, que havia acabado de entrar no lugar do volante Wigor; de primeira, ele fuzilou Fernando Prass e empatou o jogo.

O Palmeiras entrou mais uma vez em colapso. Os jogadores sentiram uma pressão que sequer existia, o Capivariano só faltou pedir desculpas por ter feito o gol e mesmo assim nosso time se perdeu completamente, mostrando a mesma apatia do segundo tempo do jogo contra o Rosário – a sorte é que do outro lado estava o lanterninha do Paulistão.

A duras penas, o Palmeiras conseguiu duas finalizações com Rafael Marques, aos 35, depois de passe de Egídio, e aos 38, em chute de fora que Pedro Henrique mandou a escanteio. E aos 40, a sorte nos sorriu: Egídio bateu falta da esquerda, no segundo pau; no susto, Thiago Martins escorou para o gol com a coxa – ele quase não viu a bola, mas mesmo assim comemorou seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras. O gol devolveu a tranquilidade ao time, que foi para o intervalo aliviado.

SEGUNDO TEMPO

Se o time já voltou do vestiário bastante tranquilo por ter recuperado a vantagem no placar, sossegou de vez logo aos dois minutos, quando Dudu puxou um belo contra-ataque após recuperação de bola de Allione; desceu livre pela direita e enfiou para o meio da área, onde estavam Cristaldo e Rafael Marques, livres, mas a bola desviou no braço de Maguinho e bateu na trave – o juizão parou e marcou o pênalti que Cristaldo bateu forte, no meio, e converteu o terceiro gol.

Aí o Palmeiras tirou o pé, já pensando no jogo de quarta. O Capivariano também se mostrava satisfeito em não tomar uma sacolada e o jogo ficou sonolento. Aos 17, Lucas, amarelado, deu lugar a Arouca – Jean caiu pela direita. Aos 24, o zagueiro Bomfim levou o segundo amarelo quando impediu uma arrancada de Dudu em direção ao gol e o Capivariano ficou com um a menos.

O Verdão abriu mão de forçar uma goleada e seguiu burocrático. Erik e Alecsandro substituíram a Rafael Marques e Cristaldo; o Palmeiras só voltou a criar uma boa jogada aos 32, em tabela entre Egídio e Allione – o lateral acabou travado na hora do chute e a bola foi a escanteio.

Já no finalzinho, o Palmeiras achou mais um gol, em ritmo de churrasco: Fernando Prass percebeu a defesa adversária desarrumada e lançou com muita precisão para Dudu, pela esquerda; ele fez ótima jogada, invadiu a área e enxergou Allione aberto pela direita, livre; o argentino cortou para o meio e bateu forte – Pedro Henrique defendeu mas soltou, e Alecsandro chegou na corrida e matou o jogo. E Alecsandro ainda poderia ter feito outro aos 44, quando Egídio cruzou em sua cabeça – o movimento foi perfeito, mas a bola saiu por pouco. E assim acabou o jogo.

FIM DE JOGO

Foi tranquilo demais. O Palmeiras poderia tirar uma boa lição desse jogo ao não permitir que sua própria insegurança trave o rendimento do time. Bastou estar focado, tranquilo e confiante, que o jogo rendeu bem – apesar do fraquíssimo nível técnico do adversário. De volta à liderança do Paulista, o time pode agora focar na Libertadores apenas com a pressão natural de um jogo dessa magnitude. A tendência, com isso, é fazer um bom jogo, conseguir mais uma vitória e encaminhar o primeiro lugar no grupo. VAMOS PALMEIRAS!

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