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Goiás 1 x 0 Palmeiras – 02/09/2015

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GOIÂNIA, GO – 02.09.2015: GOIÁS X PALMERAS – O jogador Thiago Santos, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Patrick, do Goiás EC, durante partida válida pela vigésima segunda rodada do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Serra Dourada. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Não adianta. Jogar na vastidão do Serra Dourada é quase sempre sinônimo de derrota.

Tivemos um bom domínio do jogo, mas a incompetência do ataque e alguns lances duvidosos marcados pela arbitragem definiram o resultado. Não adianta culpar o juiz. Se tivéssemos marcado em 2 das oportunidades perdidas teríamos os 3 pontos.

A derrota nos distancia mais ainda da liderança. Agora é brigar pelo G4, a não ser que uma reviravolta aconteça.

Jogo valido pela 22ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
GOIÁS 1 X 0 PALMEIRAS

DATA-HORA: 02-09-15 – 22h
LOCAL: Serra Dourada, em Goiânia (GO)
ÁRBITRO: Leandro Pedro Vuaden (RS)
ASSISTENTES: Marcelo Barison (RS) e José Javel Silveira (RS)
CARTÕES AMARELOS: Alex Alves e Ygor (GOI) e Gabriel Jesus, Victor Ramos e Vitor Hugo (PAL)
GOL: Bruno Henrique 17’2ºT (1-0)

GOIÁS: Renan; Gimenez, Alex Alves, Fred e Diogo Barbosa; Rodrigo, Patrick, David (Murilo Henrique 34’2ºT); Erik, Zé Love (Wesley 42’2ºT) e Bruno Henrique (Ygor 26’2ºT). Técnico: Julinho Camargo

PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio (João Paulo 1’2ºT); Amaral, Thiago Santos (Rafael Marques 19’2ºT) e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Alecsandro 18’2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira

Retrospecto positivo é aliado do Palmeiras para superar Goiás; veja números

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
02/09/2015 – 10:00h

O Palmeiras venceu o Joinville no último domingo (30), no Allianz Parque, e voltou a figurar entre os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro 2015. Nesta quarta-feira (02), diante do Goiás, no Serra Dourada, o Verdão tentará manter a posição e se aproximar das equipes que lideram a competição nacional.

Contra o Goiás, o retrospecto favorável do time paulista pode ser um elemento favorável para manter a sequência positiva. Foram 47 partidas em toda história, com 25 vitórias palestrinas, nove empates e 12 triunfos do time esmeraldino.

A maior sequência invicta do Palmeiras contra o Goiás aconteceu entre novembro de 1988 e agosto de 2001, quando emplacou 11 jogos sem ser derrotado – foram sete vitórias e quatro empates. Já a principal série de triunfos consecutivos – foram sete – aconteceu entre março de 1981 e janeiro de 1985.

Na última partida entre as duas equipes, o time do centro-oeste levou a melhor: 1 a 0, em São Paulo, na terceira rodada do Campeonato Brasileiro 2015.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

O estádio é maldito, e o juiz também. Num jogo aberto, bastante interessante, o Palmeiras acabou perdendo para o Goiás por 1 a 0 e mais uma vez deixou a zona de classificação para a Libertadores. A arbitragem novamente definiu o jogo, assim como também ajudou o líder do campeonato a se distanciar mais ainda na tabela. Mesmo assim, o Palmeiras teve muitas chances de gol e as desperdiçou. No final, o resultado foi injusto e não existe mais qualquer chance de título, a não ser na matemática; resta continuar na corrida para garantir uma vaga na Libertadores, ainda que o objetivo deste ano seja a conquista da Copa do Brasil, que também dá uma vaga. Temos que cercar as duas frentes e conquistar esse lugar, de preferência levantando uma taça.

PRIMEIRO TEMPO

O Palmeiras tinha a posse de bola, mas não conseguia articular as jogadas. Diante de um gramado muito longo – e também muito largo, os jogadores tinham dificuldade para jogarem agrupados, e os passes longos eram sempre cortados pela defesa do Goiás. O time se posicionou num 4-4-2, com Gabriel Jesus jogando muito mais como um clássico segundo atacante, Robinho fazendo o papel do camisa 10 e Dudu fechando o meio-campo como quarto homem.

Até o Palmeiras se achar em campo e conseguir a primeira finalização, foram 22 minutos: Dudu recebeu na esquerda, e enquanto os atacantes se posicionavam para receber na área, ele bateu forte, de longe, e Renan cedeu escanteio. Na cobrança, Vitor Hugo brigou pela bola na área e ela se ofereceu para Barrios, que bateu prensado, para novo escanteio.

Dois minutos depois, o lance mais bonito do jogo: depois de um chutão de trás, Barrios escorou para Gabriel Jesus, que com um toque sutil tirou Fred da jogada e, sem deixar cair, soltou uma bomba, mas a bola saiu por cima. Um pecado.

O Goiás chegou pela primeira vez aos 32, em cobrança de escanteio da direita que Zé Love conseguiu cabecear, mas Prass defendeu firme. O Verdão respondeu aos 35, e colocou na rede: Robinho bateu falta da direita; Amaral desviou de cabeça e Barrios, na mesma linha do zagueiro, tocou para o gol – mas o bandeirinha anulou alegando impedimento. Mais uma vez, fomos roubados.

A pressão era grande; aos 37, após cruzamento de Egídio, Barrios cabeceou e Renan defendeu espetacularmente – mas Vuaden deu falta no lance em que Alex Alves se enroscou com o paraguaio. O jogo continuava lá e cá, e em mais uma jogada de bola parada, Zé Love recebeu na entrada da área e girou rápido, batendo forte e exigindo boa defesa de Fernando Prass.

Aos 41, o Verdão armou um belo contra-ataque; Dudu tocou para Gabriel Jesus, que tirou de Renan mas ficou sem ângulo, sendo travado. Na jogada seguinte, após cobrança de escanteio, bate-rebate na área e Barrios finalizou; Gimenez interceptou o chute com o braço – pênalti que Vuaden não marcou; a jogada seguiu e Robinho estava impedido antes de finalizar para mais uma defesa de Renan. O primeiro tempo acabou sem gols, e o Palmeiras teve um pênalti não marcado e um gol mal anulado.

SEGUNDO TEMPO

Com João Paulo no lugar de Egídio, o Palmeiras não esperava que o Goiás viesse pra cima, como aconteceu logo no início da segunda etapa. Logo a dois minutos, Vitor Ramos fez falta em Erik e Fred bateu de forma surpreendente, no travessão de Fernando Prass. Aos cinco, João Paulo disputou a bola dentro da área e a bola bateu em seu braço – só não bateria se ele não tivesse braço. O time da casa reclamou muito de um pênalti que não existiu – mas a pressão funcionaria mais tarde.

O jogo ficou franco, já que o Palmeiras também estava disposto a conseguir o gol. O meio-campo deixou de existir, e as bolas eram esticadas de parte a parte, o que deixou o jogo muito interessante. Aos sete, Dudu recebeu do lado direito, dentro da área, e poderia ter batido, mas tentou driblar Renan que se recuperou e deu um tapinha na bola. Um minuto depois, foi a vez de Barrios receber dentro da área, do lado esquerdo; ele preferiu bater com a direita e deu de bico, facilitando a defesa de Renan.

O Goiás seguia atrás do gol e em dois ataques amarelou nossos dois zagueiros, que pararam as jogadas com faltas. Numa dessas, mais uma bola em nossa área e Zé Love conseguiu outra testada, que Fernando Prass defendeu muito bem.

O Verdão respondeu com três ataques seguidos e o gol poderia sair a qualquer momento: aos 13, Robinho bateu escanteio, a zaga afastou e João Paulo bateu forte, de primeira – a bola saiu raspando. Aos 15, Gabriel Jesus roubou a bola, fez linda jogada sobre Diego Barbosa e rolou para Robinho, que bateu por cima. Aos 17, Dudu aproveitou o contra-ataque, abriu para Barrios que cruzou rasteiro; Gabriel Jesus estava dentro da pequena área mas a zaga cortou em cima da hora, salvando gol certo.

Aí entrou em campo o velho chavão do futebol, que nem vale a pena repetir. Bruno Henrique recebeu uma bola na esquerda, humilhou João Pedro com um drible seco, ajeitou para o pé direito e bateu no canto; Victor Ramos não foi nem em cima do atacante, nem fechou o canto esquerdo, atrapalhando Fernando Prass que acabou encoberto pelo belo toque do atacante: 1 a 0.

Alecsandro já estava na beira do campo para entrar no lugar de Barrios, e Marcelo Oliveira mandou a campo logo em seguida Rafael Marques no lugar de Thiago Santos, e o Palmeiras estava praticamente num 4-1-1-4, com Amaral marcando, Robinho fazendo a ligação e Dudu, Gabriel Jesus, Alecsandro e Rafael Marques espalhados na frente.

Ygor, volante, foi para o jogo no lugar de Bruno Henrique, e assim o Goiás se fechou com 11 no campo de defesa. O time da casa mesmo assim ainda levava algum perigo no contra-ataque, e aos 29, Gimenez conseguiu aproveitar um deles, dividiu com Vitor Hugo e com Fernando Prass, e a bola ia entrando quando João Pedro conseguiu chegar a tempo e tirou a um palmo da risca.

Aos 33, Gabriel Jesus conseguiu um drible sem nenhum espaço, entre as pernas de Gimenez, dentro da área, colado à linha de fundo; o lateral tentou se recuperar e acertou Gabriel por trás, cometendo mais um pênalti – nada de Vuaden marcar.

Com mais duas substituições, Julinho Camargo fechou o time de uma vez, e o Palmeiras, mesmo com um campo enorme para virar as jogadas e criar os espaços, não conseguiu criar chances claras – a melhor tentativa foi um chute de fora de Alecsandro, que Renan amorteceu e acabou com as esperanças do empate.

FIM DE JOGO

Dois aspectos fundamentais explicam a derrota: a incompetência de nossos atacantes que tiveram o gol à disposição algumas vezes; e a desastrosa arbitragem de Leandro Vuaden, que foi escalado de última hora e operou o Palmeiras em pelo menos três lances capitais. O time apresentou um bom futebol, mas faltou alguém estar iluminado como esteve Bruno Henrique, que mais uma vez decidiu o jogo, como no primeiro turno.

Mesmo sendo superior, se jogar assim contra o SCCP, teremos problemas. O Palmeiras vai precisar de muito mais do que o que mostrou no Serra Dourada para vencer o Derby no domingo. E o trabalho nos bastidores, para que a arbitragem não nos roube, tem que começar desde já. Eles podem ganhar o campeonato no apito, mas o Derby, na nossa casa, não podemos deixar, de jeito nenhum! VAMOS PALMEIRAS!

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