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Palmeiras 0 x 1 Atlético/PR – 02/08/2015

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SÃO PAULO, SP – 02.08.2015: PALMEIRAS X ATLÉTICO-PR – O jogador Andrei, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Otavio, do C Atlético Paranaense, durante partida válida pela décima sexta rodada do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Para decepção de mais de 38 mil presentes no Allianz Parque tivemos um revés inesperado que dá uma freada na bela recuperação iniciada com Marcelo Oliveira.

A boa marcação do adversário somada a nossa falta de criatividade, apatia e desorganização decretaram a derrota.

Não há motivos para desespero, apenas alertas. Sabíamos que em algum momento iríamos perder, a frustração maior se dá pelo fato de ser em casa e com o estádio lotado.

Negócio é levantar, sacudir a poeira e recuperar o ritmo já na próxima rodada. Ficamos agora a 7 pontos do líder e não dá mais para vacilar.

Jogo válido pela 16ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO-PR

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA/HORA: 02/08/2015, às 11h (de Brasília)
JUIZ: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
AUXILIARES: Guilherme Dias Camilo (MG) e Cleriston Clay Barreto (SE)
PÚBLICO/RENDA: 38.784 pagantes / R$ 3.325.090,00
CARTÕES AMARELOS: Victor Ramos (PAL); Kadu e Vilches (ATL).

GOLS: Walter, 32’/2ºT (0-1);

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel (Andrei, 33’/1ºT), Arouca, Rafael Marques (Kelvin, intervalo), Robinho e Dudu; Leandro Pereira (Lucas Barrios, 17’/2ºT). TÉCNICO: Marcelo Oliveira

ATLÉTICO-PR: Weverton; Matheus Ribeiro, Vilches, Kadu e Sidcley; Otávio, Bruno Mota, Hernani (Deivid, 34’/2ºT), Marcos Guilherme e Nikão (Daniel Hernández, 38’/2ºT); Crysan (Walter, 14’/2ºT). TÉCNICO: Milton Mendes

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Numa manhã em que deu tudo errado, o Palmeiras perdeu para o Atlético-PR pela contagem mínima, e descolou do pelotão de frente do Brasileirão. O time se comportou de forma apática, desorganizado, e decepcionou os quase 39 mil palmeirenses que foram ao Allianz Parque numa belíssima manhã de domingo.

A diferença para o Atlético-MG, líder do campeonato, voltou a sete pontos. O time vai ter que remar bastante para se recuperar deste prejuízo. O Brasileirão é muito duro, sobretudo com quem perde pontos em casa.

PRIMEIRO TEMPO

O Palmeiras começou fazendo a tradicional blitz sobre a defesa do Atlético, tentando pressionar a saída de bola. E funcionou, nos primeiros quinze minutos o visitante mal passou do meio-campo, mas ao recuperar a bola o Palmeiras não conseguia armar as jogadas, exagerando nas enfiadas para Leandro Pereira.

Nas poucas vezes que usou os laterais, o time conseguiu ao menos dar a perspectiva de gol. Aos nove, Robinho cruzou por baixo e Leandro Pereira por muito pouco não se antecipou a Weverton – se conseguisse o toque fatalmente faria o gol. Mas na reposição, o Atlético mostrou que veio mesmo para contra-atacar: Otávio lançou rápido para Crysan, nas costas de Leandro Almeida, e o jovem atacante bateu da entrada da área, exigindo boa defesa de Fernando Prass.

Aos 20, Egídio puxou a jogada e fechou com Robinho, que ajeitou e bateu de fora, no canto direito de Weverton, que se esticou para mandar a escanteio. Os chutes de longe passaram a ser uma boa alternativa diante da defesa fechada do Atlético, do excesso de erros de passes do Palmeiras e pela insistência em enfiadas pelo meio.

Aos 32, Gabriel sentiu o joelho esquerdo e pediu substituição; Andrei Girotto foi para o jogo. Aos 41, Victor Ramos fez o lançamento do meio do campo, atravessando a bola para o bico da grande área, no peito de Rafael Marques, que rapidamente abriu para Egídio; o cruzamento foi bom, mas Leandro Pereira cabeceou torto. Aos 44, Robinho recebeu pelo miolo, meteu a bola nas canetas de Otávio e quando se preparava para chutar, foi tocado por trás – falta assinalada pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro. O próprio Robinho bateu, mas a bola desviou na barreira e saiu em escanteio. Foi o último lance de perigo no primeiro tempo, onde o time ofensivamente lembrou demais o time de Oswaldo, com excesso de toques, erros de passes e pouca objetividade.

SEGUNDO TEMPO

Marcelo Oliveira mandou Kelvin a campo no lugar de Rafael Marques – o camisa 19 teve problemas de sinusite durante toda a semana e esteve muito abaixo de seu nível habitual. E com menos de quatro minutos Kelvin já tinha chutado duas bolas de fora, interceptadas pela defesa. Aos seis, mais uma jogada, desta vez dentro da área, e outra finalização – desta vez Weverton defendeu.

Aos oito, Egídio bateu falta da esquerda e um pequeno desvio da zaga impediu que Leandro Pereira concluísse a gol. Parecia que o Palmeiras martelaria o gol paranaense até conseguir abrir o placar. Só parecia. O time continuou muito desorganizado, errando passes e com pouca criatividade para vencer a forte marcação do Atlético, que manteve duas linhas de defesa muito bem postadas o tempo todo, a primeira com cinco jogadores.

Aos 20, Lucas Barrios foi a campo no lugar de Leandro Pereira e deu um pouco mais de técnica à função, arredondando melhor as bolas – o que não foi suficiente para que o time sequer ameaçasse o gol de Weverton. Ao contrário, o Atlético começou a dominar a partida, tomando conta do meio-campo e incomodando Fernando Prass, sobretudo após a entrada de Walter. Aos 26, Nikão fez boa jogada sobre Arouca e bateu cruzado – a bola sairia, mas Walter, impedido, tentou a conclusão, mas errou de forma bisonha.

Aos 29, um imenso vazio em nossa intermediária permitiu que Otávio chegasse na corrida e concluísse para o gol, de qualquer jeito; a bola pegou um efeito incrível e obrigou Fernando Prass a mandar a escanteio. E quando o time joga mal, a má sorte vem junto: na cobrança, a bola estava tranquila mas Lucas cabeceou torto; a bola foi justamente na direção de Walter, impedidaço, na pequena área, e ele só precisou tocar no canto, abrindo o placar. Como a bola foi recuada, gol legal.

O Palmeiras teve mais vinte minutos para empatar e virar o jogo, mas não conseguiu sequer ameaçar o gol paranaense. Sem inspiração, sem organização, e diante de um time que cumpriu muito bem sua proposta de jogo. As duas linhas do Atlético estiveram perfeitas, e diante da apatia do Verdão, conseguiu impedir a pressão final. Houve dois lances de esperança: aos 43, a bola foi erguida na área mas Victor Ramos errou a conclusão, atrapalhando Barrios que estava melhor posicionado para a tentativa. E já nos descontos, Egídio bateu por cima, sem perigo, uma falta frontal.

FIM DE JOGO

Derrota merecida do Palmeiras. Foi disparado o pior jogo desde a chegada de Marcelo Oliveira, que mesmo com doze jogadores no banco de reservas não pôde contar com um organizador, um DEZ-DEZ – embora Fellype Gabriel já esteja à sua disposição. Mesmo assim, diante da falta de energia do time, imperdoável, seria pouco provável que qualquer outra opção tática desse resultado.

Depois de uma sequência de oito jogos, veio a primeira derrota, para um bom time – algo normal num campeonato desta natureza. E assim voltamos a chorar os pontos desperdiçados lá no começo, para babas como Goiás e Joinville. Resta ao grupo continuar trabalhando para minimizar o prejuízo, e a nós continuar apoiando o time, que já deu todas as mostras que é qualificado e que pode brigar pelo campeonato – mas jamais se continuar jogando como hoje. VAMOS PALMEIRAS!

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