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Palmeiras 2 x 0 Capivariano – 28/02/2015

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O jogador Robinho, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Capivariano FC, durante partida válida pela sétima rodada do Campeonato Paulista Série A1 na arena Allianz Parque. São Paulo/SP, Brasil – 28/02/2015. Foto: Cesar Greco / Fotoarena

Novamente uma retranca terrível por parte do Capivariano. Foi difícil mas furamos esse bloqueio também.

Mais uma vitória na busca do caneco.

Jogo válido pela 7ª rodada do Paulistão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 0 CAPIVARIANO

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA/HORA: 28/2/2015 – 18h30
ÁRBITRO: Norberto Luciano Santos da Silveira (SP)
AUXILIARES: Risser Jarussi Corrêa (SP) e Leandro Fernandes Rodrigues (SP)
RENDA/PÚBLICO: R$ 2.578.175,00/32.134 pagantes
CARTÕES AMARELOS: Robinho e Vitor Hugo (PAL); Julio César, Franci, Oliveira e Hélio (CAP)

GOLS: Robinho, 35’/2ºT (1-0) e 43’/2ºT (2-0)

PALMEIRAS: F. Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel, Arouca (Alan Patrick, 19’/2ºT) (Victor Luis, 27’/2ºT), Robinho e Allione (Rafael Marques, intervalo); Dudu e Cristaldo.TÉCNICO: Oswaldo de Oliveira.

CAPIVARIANO: Douglas; Oliveira, Hélio, Marllon e Pedro Henrique; Julio César (Esquerdinha, 37’/2ºT), Samuel Souza, Wigor e Kleiton Domingues (Aílton, 30’/2ºT); Rodolfo (Romão, 39’/2ºT) e Franci. TÉCNICO: Ivan Baitello.

Pós-Jogo

Fonte: www.verdazzo.com.br

Foi um sufoco, mas nos dez minutos finais o Verdão conseguiu furar a defesa do Capivariano e conseguiu mais uma vitória no Paulistão. Depois de errar por muito tempo no posicionamento de Robinho, e de ter em Dudu, Allione – e depois em Rafael Marques – meias de apoio em noite pouquíssimo inspirada, o time finalmente achou os gols e engatou a quarta vitória seguida sem levar gols no campeonato. O time agora volta as atenções para a disputa da Copa do Brasil e viaja para Vitória da Conquista, na Bahia, para enfrentar o time local e tentar eliminar o jogo da volta.

O início do Verdão foi avassalador. Cristaldo roubou a bola no campo de ataque com cinco segundos de bola em jogo, Robinho pegou a sobra e abriu para Allione, que invadiu a área e bateu cruzado, mas a zaga adversária tirou o perigo antes que Gabriel finalizasse. Aos dois minutos, Zé Roberto avançou pela esquerda e jogou a bola em Cristaldo dentro da área, ele girou em cima do zagueiro e finalizou na trave; na volta Arouca tentou bater para o gol da meia-lua mas a bola parou em Allione.

Parecia que seria um massacre. Só parecia. Mesmo com os laterais apoiando bastante, o Verdão parou no bom esquema defensivo armado por Ivan Baitello, e principalmente na falta de inspiração dos meias, sobretudo Allione. Mas também é preciso mencionar a bananice do juiz, que permitiu ao time de Capivari abrir a caixa de ferramentas. Hélio chegou por trás em Cristaldo e deu-lhe uma joelhada na coxa, num expediente que parece já ter virado praxe por parte dos times pequenos contra o Palmeiras. Churry ficou algum tempo fora mas voltou para o jogo.

O tempo passou, o Capivariano se achou em campo e o Palmeiras não conseguia mais armar suas jogadas. Robinho parecia pouco à vontade jogando de costas para o gol e voltou um pouco mais. Allione e Dudu ficaram sem a referência para o toque curto e só funcionaram quando os laterais faziam a ultrapassagem. Depois da pressão inicial, o goleiro Douglas só assistiu ao jogo.

O Capivariano ameaçou nosso gol em dois lances: aos 32, Franci aproveitou uma jogada em velocidade e arriscou um chute longo, cruzado; ele pegou muito bem na bola, que caiu de repente perto do ângulo direito de Fernando Prass, assustando. Aos 36, em lance de escanteio, Hélio conseguiu testar no primeiro pau, e a bola foi na rede, por fora. E assim o Capivariano foi para os vestiários comemorando um empate com jogo equilibrado em pleno Allianz Parque.

Oswaldo percebeu a falta de inspiração de Allione e mandou Rafael Marques a campo. Mas o erro maior, de manter Robinho avançado, permanecia. O Verdão voltou tentando imprimir um ritmo forte e aos três minutos teve uma chance de ouro: Arouca invadiu a área pela direita e levou um tranco pelas costas: pênalti que o juiz não deu, na sequência Cristaldo aproveitou a sobra e tocou na saída de Douglas, que conseguiu desviar a bola com a canela – ela ainda bateu na trave antes de sair em escanteio.

Aos onze, Robinho teve uma boa chance ao invadir a área, puxar para a direita na saída do goleiro esperando o pênalti, mas Douglas outra vez foi muito bem no lance, saindo com arrojo e evitando o perigo.

A defesa de Capivari apelava cada vez mais para as faltas próximas à área, talvez sentindo o desgaste físico. Aos dezesseis, a dois metros da meia-lua, Zé Roberto bateu bem, e a bola saiu raspando o ângulo direito de Douglas. Aos dezenove, Arouca, cansado, deu lugar a Alan Patrick, e Robinho voltou para a posição de segundo volante. O rendimento do time cresceu assustadoramente com o camisa 27 jogando como gosta, e Alan Patrick deu a liga que faltava na linha de frente, conectando bem melhor as jogadas com Dudu e Cristaldo. Só que isso durou apenas oito minutos, pois Alan Patrick sentiu uma lesão muscular e deu lugar a Victor Luis, que entrou na lateral – Zé Roberto passou a fazer a meia.

O time continuou muito bem. As jogadas aconteciam com cada vez mais perigo, o Capivariano insistia no jogo físico e cometia muitas faltas. Finalmente, aos 35, Robinho tentou uma cobrança e encaixou na gaveta, sem chances para Douglas, para alegria dos mais de 32 mil palmeirenses que foram ao estádio.

Sem o peso de buscar o resultado, o time passou a jogar mais solto – e ainda contou com a valentia do time do interior, que em vez de se contentar em perder de pouco, ousou buscar o empate, dando mais espaços ao nosso time. Com essa liberdade, foi bem fácil chegar ao segundo: Dudu foi lançado pela esquerda, tinha três companheiros para escolher para quem tocar; avistou Robinho no lado direito e rolou com capricho, e o camisa 27 emendou um lindo chute de direita, cruzado, no cantinho de Douglas que não teve chances.

Mesmo com um árbitro muito fraco que permitiu a pancadaria do adversário e não marcou dois pênaltis (um estava impedido), mesmo contra um adversário que se fechou de maneira muito forte, mesmo com uma experiência tática que se mostrou equivocada em dois terços do jogo, o Palmeiras teve forças para conseguir o resultado. Isso é uma demonstração de que o time é forte técnica e psicologicamente; não se deixa abalar com as dificuldades e mantém a confiança de que vai conseguir o gol. Bom!

Oswaldo fez mais uma tentativa, que se mostrou errada; e é só assim que se chega às formações ideais. Esta fase inicial do Paulistão, com exceção dos clássicos, é composta por jogos que devem ser encarados como treinos de luxo, complementos da pré-temporada. É através deles que o time faz as experiências necessárias e adquire entrosamento. Nosso treinador está mostrando que enxerga o jogo e faz as mudanças necessárias – mesmo que às vezes demore um pouco. O caminho segue correto; agora é olho na Copa do Brasil. VAMOS PALMEIRAS!

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