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Penapolense 0 x 2 Palmeiras – 22/02/2015

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O jogador Cristaldo, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do CA Penapolense, durante partida válida pela sexta rodada do Campeonato Paulista Série A1 na estádio Tenente Carriço. Penápolis/SP, Brasil – 22/02/2015. Foto: Cesar Greco / Fotoarena

Não foi um jogo bonito, pelo contrário, mas o importante é a vitória mantendo a sequência. Isso dá moral e traz confiança para o grupo.

Jogo válido pela 6ª rodada do Paulistão 2015.

FICHA TÉCNICA
PENAPOLENSE 0 X 2 PALMEIRAS

LOCAL: Tenente Carriço, em Penápolis (SP)
DATA/HORA: 22/2/2015 – 18h30
ÁRBITRO: Leandro Bizzio Marinho (SP)
AUXILIARES: Risser Jarussi Corrêa (SP) e Rafael Tadeu Alves de Souza (SP)

RENDA/PÚBLICO: Não disponíveis
CARTÕES AMARELOS: Jailton (PEN); Allione, Vitor Hugo, Leandro e Robinho (PAL)
GOLS: Cristaldo, 45’/1ºT (0-1) e 34’/2ºT (0-2)

PENAPOLENSE: Leandro Santos; Arnaldo, Jaílton, Gualberto e Denner; Washington, Gilmak, Ronaldo Mendes (Wellington Bruno, intervalo) e Rafael Costa (Diego Rosa, intervalo); Crislan e Léo Melo (Sérgio Mota, 20’/2ºT).  TÉCNICO: PC Gusmão.

PALMEIRAS: Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e João Paulo; Gabriel, Robinho, Allione (Rafael Marques, 42’/2ºT) e Alan Patrick (Victor Luis, 29′;2ºT); Dudu e Cristaldo (Leandro Pereira, 37’/2ºT).  TÉCNICO: Oswaldo de Oliveira.

Palmeiras encontra Penapolense pela terceira vez na história; veja histórico

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
21/02/2015 – 12:00h

Na elite do Campeonato Paulista desde a temporada 2013, o Penapolense cruzou o caminho do Palmeiras em apenas duas oportunidades – justamente nas edições da competição estadual disputadas desde então. Neste domingo (22), no estádio Tenente Carriço, o terceiro jogo da história será realizado, em partida válida pela 6ª rodada do Paulistão.

Com três gols para cada lado na soma dos dois jogos, o Verdão foi surpreendido pelo time do interior paulista no primeiro encontro, em 2013, e superado por 3 a 2 no estádio do Pacaembu. Já no duelo mais recente, no mesmo palco, mas no Campeonato Paulista 2014, o Palmeiras conseguiu impor seu ritmo e garantiu os três pontos depois de uma vitória por 1 a 0 – gol do meia Marquinhos Gabriel.

Em relação ao elenco que disputou o último jogo entre os times, o único jogador que poderá atuar novamente será o goleiro Fernando Prass. Os outros três atletas que participaram da partida e que seguem no elenco palestrino não poderão estar em campo – o meia Valdivia e o atacante Leandro, lesionados, e o zagueiro Wellington, que não foi inscrito na competição estadual.

Ainda sob o comando do técnico Gilson Kleina, o Verdão foi a campo com Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Wellington e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Valdivia (Marquinhos Gabriel) e Mazinho (Felipe Menezes); Leandro (Serginho) e Alan Kardec.

Pós-Jogo

Fonte: www.verdazzo.com.br

O Verdão não fez seu melhor jogo da temporada, longe disso, mas conseguiu fazer os gols e trazer mais uma vitória na mala, a terceira seguida. O resultado distanciou o time mais ainda na liderança do grupo, mas isso não tem lá muita relevância. O que gostaríamos mesmo de ter visto era um time mais sólido, mostrando evolução após uma semana ininterrupta de treinos, mas não foi isso que aconteceu. De positivo mesmo, podemos tirar a partida de Cristaldo, que fez três gols para valerem dois, e mostrou o espírito brigador que queremos de todos os atletas em dose cavalar.

O início do jogo foi bem aberto, com as duas equipes buscando o gol sem se preocupar muito em estudar o adversário. As defesas saíam-se melhores que os ataques; do nosso lado Vitor Hugo ameaçava fazer uma partida monstruosa, sendo o homem do jogo por dez minutos. Até que o Verdão tomou conta da meia-cancha e o Penapolense foi prensado em seu campo de defesa. A partir daí, foi jogo de um time só.

Com nove minutos o Palmeiras iniciou uma saraivada de golpes. Começou com jogada de Dudu, que invadiu pela esquerda e buscou Cristaldo na pequena área com um belo passe de trivela, mas a defesa cortou em cima da hora. Na sequência, Alan Patrick fez jogada individual e bateu firme da entrada da área, e a bola saiu raspando. O time recuperou a bola e João Paulo fez boa jogada, mas cruzou mal. Nova investida, Alan Patrick triangulou com Robinho e Cristaldo, que foi travado na hora de finalizar.

Esse forte momento de pressão acabou aos 14, quando João Paulo bateu lateral rápido para Cristaldo, que deu um toquinho com a cabeça, colocou na frente, ganhou no corpo do zagueiro e finalizou; o goleiro rebateu e Dudu finalizou com gol vazio. A bola provavelmente sairia, mas raspou de leve na cabeça de Cristaldo, que estava mais avançado que o goleiro, e foi para as redes. A arbitragem em princípio validou o gol, mas pouco depois resolveu anular – sabe-se lá com que tipo de “novas informações”. Torcer pelo Palmeiras sempre tem disso.

O fato é que o gol anulado foi o lance-chave para que o jogo mudasse. Tanto o Palmeiras diminuiu o ritmo forte, quanto o Penapolense encaixou melhor a defesa, recuando os meias para ajudar a Gilmak e Washington (aquele que esteve aqui no ano passado) na marcação. O Palmeiras alugou o campo do adversário, mas não conseguia mais finalizar. Leandro Santos só voltou a ter trabalho aos 30, em cobrança de falta de Alan Patrick que ia para fora mas, na dúvida, ele mandou a escanteio.

Bloqueado, o Palmeiras não conseguia criar. Dudu trocou com Allione, mas a variação não surtiu efeito – ao contrário, Dudu sumiu do jogo. Alan Patrick era lento demais, as jogadas chegavam a seus pés e morriam. Robinho e Gabriel não acrescentaram muito, assim como os laterais. Com muita posse de bola, o Palmeiras se limitou a ameaçar o gol em chutes de fora muito ruins – só não foram piores que os 127 escanteios mal batidos. Leandro Santos não era mais desafiado.

Quando parecia que o jogo iria para o intervalo sem gols, já nos descontos Cristaldo abriu o placar: Dudu voltou a aparecer e tocou dentro da área para o argentino, que adiantou um pouco a jogada e deu chance para o goleiro tentar afastar; Leandro Santos se atirou ao chão e tentou bicar a bola, que foi bloqueada por Cristaldo, bateu na trave e entrou. Para quem joga pebolim, um autêntico gol de chupeta, com muita raça do camisa 9.

Com a vantagem no placar, o Verdão voltou mais leve para o segundo tempo. As trocas de passes eram envolventes, até chegarem nos pés de Alan Patrick, que tentava toques de efeito e comprometia os lances. Aos cinco, Allione invadiu pela esquerda, entortou Jaílton e sofreu um PÊNALTI com todas as maiúsculas – nada a ver com os pênaltis que outros times vêm ganhando sistematicamente de presente das arbitragens. Dudu bateu forte, buscando o canto direito alto, mas a bola subiu demais e bateu no travessão antes de sair do campo.

O Verdão continuou em busca do segundo gol. Aos onze, mais uma triangulação entre Allione, Dudu e Cristaldo, mas o argentino finalizou sem muita força, facilitando para o goleiro. Aos 14, Allione bateu de fora, Leandro Santos bateu roupa e quase se complicou. Aos 19, Lucas, numa rara aparição na linha de fundo, cruzou no segundo pau; Allione parecia que tinha 1,90m e foi muito alto para cabecear, mas a bola bateu na trave.

O juiz colaborava com o time da casa ao inverter faltas no meio-campo e só amarelar nossos jogadores – em disputas muito mais fortes os jogadores do Penapolense não recebiam nem bronca. Oswaldo demorava a mexer e o time sofria para criar. E o time quase levou o castigo aos 26, com Diego Rosa, que foi levando pela esquerda, ficou no mano a mano com Vitor Hugo não caiu seco e deu-lhe o lado de fora; veloz, o atacante invadiu e tentou bater cruzado, mas nossa zaga fechou o espaço e bloqueou a jogada. Um sustaço que acordou o time – e talvez o treinador, que finalmente tirou Alan Patrick e colocou Victor Luis em campo, como volante, avançando Robinho.

O time melhorou muito, e aos 33 Cristaldo definiu o jogo: Allione enxergou um vacilo do setor esquerdo da zaga e forçou para Cristaldo, que com muita velocidade aproveitou a brecha, invadiu e tocou na saída do goleiro. Dorival Junior não curtiu isso.

Fernando Prass finalmente sujou seu uniforme aos 41, quando Sergio Mota, uma super-revelação da base do SPFC, finalizou na medida: um pouco alta, fraca, a dois passos do eixo de seu corpo, perfeita para uma ponte. E nossa torcida, cerca de 70% dos 10 mil pagantes, teve tempo para gritar “olé” nos minutos finais.

Mais um treino de luxo, em que o time ficou abaixo do esperado. Depois de uma semana livre, era de se esperar um time mais fluido, mais solto. O fato é que a péssima partida de Alan Patrick atrapalhou bastante – o que acabou facilitando as coisas para o treinador, que tinha que escolher um titular para dar lugar a Arouca, que deve estrear contra o Capivariano no sábado. O jogo, que acontecerá no Allianz Parque, desde já é muito aguardado pela torcida, que deve lotar o estádio esperando por uma grande exibição. VAMOS PALMEIRAS!

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