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Palmeiras 0 x 1 Corinthians – 08/02/2015

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O técnico Oswaldo de Oliveira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do SC Corinthians P, durante partida válida pela terceira rodada do Campeonato Paulista Série A1 na Arena Allianz Parque. São Paulo/SP, Brasil – 08/02/2015. Foto: Cesar Greco / Fotoarena

Mesmo jogando melhor no segundo tempo, não foi suficiente para revertermos o placar desfavorável.

Clássico na terceira rodada com um time e treinador novos ainda se conhecendo é racionalmente tolerável, contudo, é clássico, logo, difícil de aceitar.

Bola pra frente.

Jogo válido pela 3ª rodada do Paulistão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 CORINTHIANS

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo
DATA E HORÁRIO: 8 de fevereiro de 2015, domingo, às 17h00
ÁRBITRO: Raphael Claus
ASSISTENTES: Marcelo Carvalho Van Gasse e Anderson José de Moraes Coelho
CARTÕES AMARELOS: Robinho, Fernando Prass e Alan Patrick (Palmeiras), Cássio e Bruno Henrique (Corinthians)
CARTÃO VERMELHO: Cássio (Corinthians)
PÚBLICO/RENDA: 28.869 pagantes; R$ 2.646.893,75.

GOL: Danilo, aos 32/1ºT (0-1),

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vítor Hugo e Zé Roberto; Amaral (Alan Patrick, aos 16/2ºT) e Gabriel; Allione (Rafael Marques, aos 25/2ºT), Robinho e Maikon Leite (Dudu, ao 1/2ºT); Leandro Pereira. TÉCNICO: Oswaldo de Oliveira

CORINTHIANS: Cássio; Edílson, Edu Dracena, Gil e Fábio Santos; Bruno Henrique e Ralf; Petros (Cristian, aos 49/2ºT), Danilo e Mendoza (Luciano, aos 38/2ºT); Guerrero (Walter, aos 15/2ºT). TÉCNICO: Tite

Pós-Jogo

Fonte: www.verdazzo.com.br

Num jogo que foi antecedido por tumultos da cartolagem durante a semana, e confrontos causados pela despreparada (ou seria muito bem preparada?) Polícia Militar nos arredores do estádio, o Verdão acabou derrotado pelo SCCP por 1 a 0 e segue tentando encontrar a formação ideal para seguir a temporada. Ainda sem Arouca e Cleiton Xavier, o meio-campo segue buscando uma forma de jogar sem um DEZ-DEZ, tentando achar objetividade numa troca de passes que está parando sempre no penúltimo passe.

Oswaldo de Oliveira montou o time com três surpresas em relação ao time que era esperado para entrar em campo: Dudu, Alan Patrick e Renato foram barrados, e entraram em seus lugares Maikon Leite, Robinho e Amaral. Tite, se fizesse o que o senso comum indicava, deve ter armado um esquema defensivo visando nosso lado esquerdo com Dudu. Ao inverter o lado veloz, com Maikon Leite na direita, Oswaldo tentou surpreendê-lo. As outras mudanças, em tese, agradaram e a torcida estava confiante no início do jogo.

Nos primeiros minutos o Verdão exerceu a vantagem do mando e, apoiado pela torcida, pressionou os visitantes. Logo a dois minutos, Allione fez ótima jogada pela esquerda e tocou para Leandro Pereira, que tentou escorar para o gol mas errou o alvo. O time seguiu ocupando o campo de ataque por algum tempo, mas foi quando o experiente time adversário passou a fazer faltinhas que o juiz não marcava, e assim esfriou nossa pressão inicial.

Aos 15, Edilson chutou de longe; Prass deu rebote e Guerrero, claramente impedido, completou para o gol – corretamente anulado pela arbitragem. A transmissão do PFC, canal de pay-per-view (que só vende pacote) da RGT, até que tentou entortar um pouco a linha pra ver se dava pra ajudar o peruano, mas não foi possível.

Aos 19, Bruno Henrique passou facilmente por nossos volantes, chegou em velocidade e chutou no canto de Fernando Prass, que raspou na bola que foi na trave direita. O Palmeiras deu o troco na mesma moeda sete minutos depois, Gabriel bateu falta da direita e Vitor Hugo cabeceou certinho, no chão, e a bola tinha o endereço, mas Cássio conseguiu salvar seu time prensando a bola na trave e tirando para escanteio com um tapinha.

Aos 32, o erro capital: Fernando Prass saiu jogando curto com Vitor Hugo, que estava pressionado. Ao tentar devolver a bola para o goleiro, o zagueiro tocou muito curto, deu chance para Petros roubar a bola, invadir, tirar de Prass e tocar para Danilo, livre, tocar para o gol vazio. Uma fatalidade. E o prejuízo quase dobrou de tamanho aos 39: o Palmeiras ainda tentava recolocar os nervos no lugar, não jogava bem, e Danilo raspou a cabeça depois de cobrança de falta, e a bola saiu tirando tinta da trave esquerda do Verdão.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com Dudu no lugar de Maikon Leite, que não acertou absolutamente nada. E o jogo pela esquerda passou a ser a tônica de nosso ataque, com Dudu sempre acertando o primeiro drible, indo pra cima mas sem saber o que fazer com a bola após a investida.

O SCCP veio nitidamente com o espírito de Libertadores para o jogo. Vencendo fora, teve como primeira preocupação, ainda no primeiro tempo, fazer o relógio andar. E abusava da cera, sobretudo Cássio, que aos sete minutos chegou a desamarrar a própria chuteira para que o juiz parasse o jogo. Levou amarelo. A confiança de que contra seu time ninguém tem coragem de fazer nada é tanta, que continuou a fazer cera nos lances seguintes, acintosamente. O árbitro se sentiu desafiado quando o atleta jogou a segunda bola em campo para bater um tiro de meta, e aplicou-lhe o segundo amarelo. Entrou Walter no lugar de Guerrero, e o jogo reiniciou-se cinco minutos depois. Missão cumprida.

Tite recuou todo seu time, todos atrás da linha intermediária, apostando na incapacidade do Palmeiras, desentrosado, em conseguir furar o muro erguido à frente de sua área. De fato, o Palmeiras rodava a bola de lado a lado do campo de ataque buscando o espaço para uma enfiada de bola ou esperando um erro da defesa adversária, sem sucesso. Ao alçar bolas seguidamente na área de Walter, acabou consagrando Gil, que tirava quase tudo de cabeça.

Assim, o placar só seria alterado numa bola parada ou se alguém cometesse um erro. O Palmeiras cometeu o seu, avançando com todo o time, deixando apenas Gabriel na intermediária, e ele perdeu na corrida para o velocíssimo Mendoza, que atravessou o campo inteiro com a bola e finalizou na saída de Fernando Prass, que defendeu bem. O único vacilo da defesa do visitante deixou Lucas na cara do gol, com a bola dominada, mas o lateral deu chance e Walter defendeu com o pé.

Vitor Hugo teve mais duas oportunidades de cabeça, mostrando que pode ser uma ótima arma durante o ano com sua altura e impulsão. Na primeira, de frente, cabeceou para o chão, mas muito curto, e a bola encobriu o gol. Na segunda, a bola saiu por pouco, ao lado. O jogo seguiu em ritmo de ataque (pouco inspirado) contra defesa (aplicadíssima), e o 1 a 0 persisitiu até o apito final, seis minutos depois dos 45.

Num jogo normal, assim como foi contra a Ponte, a ordem seria manter a paciência e compreender as deficiências como resultado de um time ainda em formação. Mas Derby não aceita circunstâncias; Derby exige vitória. A torcida já começa a apontar suas cornetas em direção ao treinador, que, de fato, errou. O Palmeiras tem agora uma sequência de quatro jogos contra times pequenos, e tem tudo para minimizar os pontos perdidos nestes dois jogos. Caso o time falhe, teremos uma pequena crise para contornar. Derby faz isso.

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