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Corinthians 1 x 0 Palmeiras – 22/02/2017

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Crédito: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação

Derrota merecida.

Depois de um primeiro tempo bastante equilibrado e pegado, jogamos todo o segundo em vantagem numérica, já que Gabriel foi expulso indevidamente nos minutos finais da etapa inicial.

Apesar de termos um jogador a mais, não conseguimos furar o forte bloqueio defensivo do adversário, marcando sempre atrás da linha da bola com todos os jogadores.

Faltou postura, criatividade e ofensividade. Sobraram faltas e passes errados.

Que a lição tenha sido aprendida.

Jogo válido pela 5ª rodada do Paulistão 2017.

Gol, melhores momentos.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data-Hora: 22/2/2017 – 21h45
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse
Público/renda: 30.727 pagantes/R$ 1.535.887,00
Cartões amarelos: (COR), Vitor Hugo, Jean, Felipe Melo e Raphael Veiga (PAL)
Cartões vermelhos: Gabriel (2º Amarelo) (COR)
Gols: Jô (42’/2ºT) (1-0)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel; Romero (Paulo Roberto, aos 45’/2ºT), Rodriguinho, Maycon e Léo Jabá (Moisés, aos 35’/2ºT); Kazim (Jô, aos 42’/2ºT). Técnico: Fabio Carille.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos, aos 11’/2ºT); Keno, Michel Bastos, Raphael Veiga (Guerra, no intervalo) e Dudu; Willian (Alecsandro, aos 25’/2ºT). Técnico: Eduardo Baptista.

Palmeirenses e corintianos já se enfrentaram 361 vezes e vantagem é alviverde

Departamento de Comunicação
21/02/2017 – 17:12h

O clássico entre Palmeiras e Corinthians completa 100 anos de história nesta temporada com vantagem alviverde no retrospecto geral. De 1917 até hoje, os times se enfrentaram 361 vezes – os números oficiais contabilizam todas as partidas que colocaram os rivais frente a frente em um campo de futebol, sem distinção de competição ou de tempo de jogo regulamentar – e o Verdão venceu 129 duelos, empatou em 110 oportunidades e foi derrotado em 122 embates, com 518 gols marcados e 472 sofridos.

O Palmeiras sempre considerou os nove Derbys (4V, 3E e 2D) disputados pelo Torneio Início do Campeonato Paulista entre 1919 e 1969 – portanto, 50 anos de história em uma competição oficial, organizada pelas FPF e com a presença de seus filiados -, e também o empate em 0 a 0 válido pela Taça Henrique Mündel, competição disputada entre Palmeiras, Corinthians, Portuguesa e São Paulo a fim de arrecadar fundos para o time tricolor, que vivia grave crise financeira.

As dez partidas descartadas pelos alvinegros foram disputadas em menos de 90 minutos (assim como, por exemplo, os jogos de Paulista nas décadas de 10 e 20, que tinham apenas 80 minutos ou até menos, como no caso do Paulista de 1918, prejudicado pela Gripe Espanhola, cujos jogos eram de 35 por 35 minutos). As primeiras versões dos Almanaques dos dois clubes, inclusive, contabilizavam esses dez confrontos.

O primeiro Derby de todos os tempos foi disputado no dia 6 maio de 1917, no Parque Antártica, válido pelo Campeonato Paulista, e terminou com vitória palestrina por 3 a 0. Naquela ocasião, em que o grande destaque foi o ponta-direita Caetano, autor dos três tentos do triunfo, o Palestra foi a campo com Flosi; Bianco Gambini e Grimaldi; Picagli, Bertolini e Arturo Fabbi; Caetano, Ministro, Heitor, Orlando e Martinelli.

Desde então, o Palmeiras estabeleceu a maior goleada da história do clássico (8 a 0, em 1933), levou a melhor na primeira decisão de campeonato entre os rivais (2 a 1, em 1936), faturou o título do torneio de inauguração do Pacaembu (2 a 1, em 1940), ampliou o jejum de títulos do rival para 21 anos (1 a 0, em 1974), saiu da fila com direito a goleada (4 a 0, em 1993), conquistou o primeiro e único Campeonato Brasileiro decidido com um Derby (1 a 1, em 1994) e eliminou o rival duas vezes seguidas da Libertadores (1999 e 2000), entre outros feitos.

Na Arena Corinthians, palco do duelo desta quarta-feira (22), os dois clubes já mediram forças em quatro oportunidades. A equipe palestrina venceu duas vezes, foi derrotado em um único jogo e empatou outro – após a igualdade, no entanto, a decisão foi para os pênaltis, valendo uma vaga na final do Campeonato Paulista de 2015, e o Verdão levou a melhor no primeiro Derby eliminatório da casa alvinegra.

A partida mais recente entre as equipes, aliás, aconteceu justamente na casa do rival. O Palmeiras venceu por 2 a 0, gols de Moisés e Yerry Mina, pelo Campeonato Brasileiro de 2016. Sob o comando do técnico Cuca, o Alviverde jogou com Jailson; Jean, Mina, Edu Dracena e Egídio; Gabriel (Thiago Santos), Tchê Tchê, Moisés, Dudu (Rafael Marques) e Erik; Leandro Pereira (Róger Guedes).

PÓS-JOGO

Fonte: Verdazzo

O Palmeiras foi derrotado no Derby na noite desta quarta-feira em Itaquera por 1 a 0, e assim viu a sequência de seis partidas sem perder para o maior rival ser quebrada. O Verdão não aproveitou o fato de jogar com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, com o adversário inteiro se defendendo atrás da linha da bola, e acabou castigado com um gol aos 42 do segundo tempo, numa falha individual de Guerra.

A partida não muda nada em relação ao trabalho de desenvolvimento do time. Na verdade, um Derby é um jogo à parte, e tinha que ser jogado como Derby. Nossos atletas, mal brifados, se preocuparam em jogar como se fosse um jogo qualquer e se impor apenas na superioridade técnica. Um erro grosseiro.

PRIMEIRO TEMPO

Eduardo Baptista manteve Keno no time, puxou Michel Bastos para jogar por dentro e deixou Guerra no banco para o início do jogo. E os primeiros quinze minutos foram apenas coração. O time do SCCP, ciente da inferioridade, tentou usar a correria e a empolgação como armas, puxando as arquibancadas para dentro do campo. Enquanto tiveram pernas, funcionou, e o SCCP mandou nos primeiros movimentos. Logo com dois minutos, depois de uma sobra de um cruzamento, Gabriel emendou um bom chute, que triscou o travessão de Fernando Prass.

O Palmeiras tentava neutralizar a tática do SCCP cadenciando o jogo. Pegava a bola, rodava, da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, e assim foi diminuindo a temperatura do jogo. Até funcionaria, mas o problema é que o próprio Palmeiras deixou-se levar pelo torpor. Quando era necessária uma explosão, um toque rápido, um giro, uma faísca, nada acontecia. Os jogadores pareciam confiantes demais na superioridade. Parece que não conhecem a História desse clássico.

Um bom exemplo disso aconteceu aos seis minutos: Felipe Melo lançou Keno em velocidade; ele ganhou de Guilherme Arana mas não conseguiu finalizar por baixo de Cássio, que chegou alguns centésimos antes. Podem colocar esses centésimos que fizeram falta na conta da falta de espírito de Derby.

O juiz Thiago Peixoto claramente não tem condição de apitar um jogo desses. Folgado, histriônico, é daqueles que adora uma câmera. E é fraco. Errou na mão dos cartões no início do jogo; carregou nosso meio-campo (Felipe Melo e Raphael Veiga) e aliviou para eles – Gabriel era o primeiro que deveria ter recebido. E o pau estava comendo. Apenas aos 22 minutos Gabriel foi receber a advertência – já era para estar sendo expulso.

Aos 23, jogada de Cucabol: Jean bateu o lateral na área; Mina desviou e Keno pegou a sobra, emendando com muita força – a bola bateu no travessão e saiu por cima do gol. Pouco depois, um choque pelo alto entre Mina e Felipe Melo fez o jogo parar por vários minutos. A interrupção esfriou completamente a partida, e quase nada aconteceu até o fim do primeiro tempo – o time da casa criou uma boa oportunidade com Léo Jabá, que recebeu na frente da área, engatilhou e soltou a perna – a bola saiu pelo alto, com muito perigo.

Quase na marca dos 45, Maycon segurou Keno, que armava um contra-ataque, por trás. Gabriel estava perto da jogada e Keno apontou para o volante, ludibriando o árbitro, que acabou expulsando o ex-palmeirense erradamente. Não houve interferência externa e o erro do juiz prevaleceu. A malandragem do jogo resiste ao futebol contemporâneo.

SEGUNDO TEMPO

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com Guerra no lugar de Raphael Veiga – em parte para mudar a dinâmica do meio-campo; em parte para evitar que o juiz quisesse compensar o erro e desse a nosso camisa 20 o segundo amarelo. E o time encaixou bem com o venezuelano em campo. O camisa 18 se movimentou muito mais que Veiga e os passes em nosso meio-campo começaram a funcionar.

O Palmeiras chegava com facilidade às laterais da área e envolvia o time do SCCP. Mas a partir daí, não conseguia dar o passo seguinte. Willian foi engolido pela dupla de zaga do adversário, Michel Bastos não acompanhava o ritmo de Dudu, Guerra e Keno, e nosso time não conseguia aproveitar a postura de time pequeno adotada pelo time da casa, visivelmente satisfeito com o empate.

O segundo tempo todo foi ataque contra defesa. O estádio estava mudo. O Palmeiras cruzou bolas por cima e por baixo por 25 minutos, e só então Eduardo Baptista resolveu trocar Willian por Alecsandro, um atacante com mais características de área. Antes disso, o Palmeiras chegou a colocar a bola nas redes, com Mina, mas estava impedido no momento do cruzamento de Guerra. E o próprio Bigode arriscou um ótimo tiro de média distância, que mais uma vez triscou no travessão e saiu. Keno também teve sua chance, como um centroavante, ao cabecear à queima-roupa mais uma bola alçada por Guerra – a bola foi em cima de Cássio.

A entrada de Alecsandro não mudou em nada nosso maior problema: a lentidão nas jogadas. Nossos jogadores acabavam travados ou desarmados mesmo estando bem posicionados no lance. Faltou aquela fagulha durante o jogo todo. Inclusive no lance capital da partida: Guerra estava inteiro numa jogada de recuperação de bola em nosso campo de defesa, após estouro da zaga adversária; mas o venezuelano foi mole para a bola e acabou sendo desarmado por Maycon, que tentou ligar com Jô na primeira, mas Zé Roberto cortou parcialmente. O próprio Maycon aproveitou a segunda bola e conseguiu o passe; Jô, livre, de frente para Fernando Prass, tocou por baixo e fez o único gol do jogo.

O tento inesperado até pela própria torcida deixou nossos jogadores muito nervosos, e até o Vitor Hugo perdeu a cabeça, acertando uma cotovelada desnecessária em Pablo num lance de bola parada – para nossa sorte, o juiz não viu. Sem objetividade nenhuma, nosso time tentou o empate, sem sucesso.

FIM DE JOGO

Uma derrota educadora. Que esta derrota sirva para que nunca mais o time jogue um clássico desta forma arrogante, blasé. O SCCP, com um time muito inferior, com um a menos, contra um inacreditável erro do juiz, soube jogar Derby e mereceu a vitória.

O Palmeiras tem que evoluir o sistema de jogo, mas não é num Derby que se faz isso. Nosso treinador declarou durante a semana que o jogo era como outro qualquer, e o time refletiu exatamente esse discurso em campo. Aprendeu da forma mais amarga. Derby é Derby, porra!

Não temos muito tempo para lamber as feridas. O próximo jogo, contra a Ferroviária, está marcado para o próximo sábado e é uma ótima chance para conseguir uma boa vitória e jogar água fria na fervura. Mas também é um jogo perigosíssimo em caso de novo tropeço. Que os jogadores e a comissão técnica saibam tirar as lições da partida. REAGE, PALMEIRAS!

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