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Fluminense 0 x 2 Palmeiras – 28/08/2016

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O jogador Dudu, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Fluminense FC, durante partida válida pela vigésima segunda rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Mané Garrincha (Foto: Cesar Greco).

Vitória fundamental para nos distanciar dos seguidores, já que alguns tropeçaram na rodada. Nos mantemos na liderança agora a 3 pontos do segundo colocado (Flamengo).

O jogo, que era fora de casa mas tinha mais torcedor palmeirense que tricolor, foi bastante tranquilo, apesar das muitas faltas e amarelos. Com meia hora de jogo fizemos o placar e depois só administramos.

Vale ressaltar que só tivemos certa tranquilidade porque Jaílson fez 1 defesa monstruosa logo após nosso 2º gol. Se aquela bola tivesse entrado talvez a partida teria sido mais tensa.

Jogo válido pela 22ª rodada do Brasileirão 2016.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0 X 2 PALMEIRAS

Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data/Hora: 28/8/2016 – 16h
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Público/Renda: 12.037 pessoas/ R$ 630.135
Cartões amarelos: Douglas, Wellington, Cícero, Marcos Júnior, Marquinho, Gum e Danilinho (FLU); Gabriel Jesus, Yerry Mina, Vitor Hugo, Dudu, Arouca (PAL)
Cartões vermelhos: –
Gols: Dudu 19’/1T (0-1); Jean 24’/1T (0-2)

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Gum, Henrique e William Matheus; Douglas (Marquinho, intervalo) e Cícero; Gustavo Scarpa (Danilinho, aos 26’/2T), Marcos Júnior e Wellington; Henrique Dourado (Claudio Aquino, intervalo). Técnico: Levir Culpi

PALMEIRAS: Jaílson; Jean, Yerry Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Arouca, aos 30’/2T) e Tchê Tchê; Erik (Róger Guedes, aos 17’/2T), Moisés (Cleiton Xavier, aos 24’/2T) e Dudu; Gabriel Jesus. Técnico: Cuca

Palmeiras já jogou 11 vezes em Brasília; confira retrospecto

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
27/08/2016 – 15:00

Sede da partida deste domingo (28) entre Palmeiras e Fluminense, a cidade de Brasília já recebeu o time alviverde em outras 11 oportunidades ao longo da história – são quatro vitórias palestrinas, quatro derrotas e três empates. O compromisso mais recente aconteceu em junho deste ano, diante do Flamengo, quando o Verdão venceu por 2 a 1 – gols anotados por Gabriel Jesus e Jean.

O atacante Gabriel Jesus, inclusive, recentemente voltou a atuar na capital do país enquanto defendia a Seleção Brasileira Olímpica, durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. As duas primeiras partidas do selecionado nacional aconteceram na cidade, também no estádio Mané Garrincha, palco do encontro deste domingo (28) – os jogos foram contra África do Sul e Iraque.

Curiosamente, o Palmeiras já encarou dois times cariocas em Brasília: o Flamengo em duas oportunidades e o Botafogo uma vez. Será o primeiro encontro com o Fluminense na cidade. As outras equipes que já mediram forças com o Verdão no munícipio são todas locais – Ceub-DF, Gama-DF e Brasiliense-DF.

Fluminense

O retrospecto geral de partidas entre Palmeiras e Fluminense indica 104 jogos, com 55 vitórias alviverdes, 16 empates e 33 triunfos dos cariocas. Em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro, como no caso deste domingo, a vantagem também é verde e branca: 52 duelos, 26 vitórias, nove igualdades e 17 reveses.

O time tricolor foi o primeiro adversário do Palmeiras na história do Brasileirão. Em 1960, ano de estreia do Verdão e do primeiro título nacional, a partida inaugural do clube na competição foi justamente contra o Fluminense. O jogo, disputado no Pacaembu, terminou 0 a 0.

No segundo encontro, eliminatório, no Maracanã, o Verdão venceu por 1 a 0, com gol de Humberto aos 44 minutos do segundo tempo, e garantiu vaga na grande final da competição. Na decisão, o Verdão venceu o Fortaleza por 3 a 1 no Ceará, fora de casa, e garantiu o título com um sonoro 8 a 2 no Palestra Italia.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Num jogo em que exerceu plenamente sua superioridade, o Verdão venceu o Fluminense em Brasília por 2 a 0 e segue líder do Brasileirão, agora com 3 pontos de vantagem para o vice-líder, e muitos gols de diferença no saldo. Os resultados da rodada, combinados, deram uma rodada de vantagem para o Verdão na liderança. O time agora vira a chavinha e pensa na estreia na Copa do Brasil contra o Botafogo-PB, que acontece na próxima quarta-feira no Allianz Parque. Uma semana depois, receberemos o SPFC na sequência do Brasileirão.

PRIMEIRO TEMPO

Com Gabriel de volta à cabeça-de-área, Tchê Tchê e Moisés compondo a meia cancha e Erik e Dudu abertos, Cuca armou um time que apostaria na rápida troca de passes para tentar envolver a defesa do Fluminense. O time carioca, conforme previsto, se preocupou demais com Gabriel Jesus e assim todos nossos outros jogadores tiveram mais espaço para aparecer.

Essa preocupação do Fluminense com nosso menino de ouro era traduzida com muitas faltas, e Gabriel foi se irritando. O saldo dos primeiros quinze minutos foi: nenhum lance de perigo, um cartão amarelo para Douglas, e outro para o próprio Gabriel Jesus. Lucro total para o Fluminense.

Mas esse lucro foi pelo ralo aos 19 minutos: falta pela direita; Jean bateu no segundo pau, Diego Cavalieri borboletou e Dudu, quase sem ângulo, se atirou na bola para escorar de calcanhar para o gol, abrindo o placar. Vantagem justa.

E nem deu tempo para o Fluminense respirar: aos 24, Dudu fez ótima jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, a bola foi rebatida e sobrou para Moisés, que chegava de trás; a batida foi bem colocada e tinha o endereço certo, mas parou no corpo de Mina; Jean chegou na corrida para pegar o segundo rebote e colocou no ângulo esquerdo de Diego Cavalieri, que nada pôde fazer.

Com o Verdão muito bem postado na marcação no meio-campo, o Fluminense mal conseguia chegar perto de nossa área. Mas aos 30, Cícero conseguiu bom lançamento para a entrada da área; Henrique Ceifador se antecipou a Mina e a bola sobrou para Wellington, que entrou em diagonal, abriu o ângulo tirando de Jailson e tocou para o gol, mas nosso goleiro mostrou uma agilidade espetacular, se recuperando no lance e evitando o gol, mandando a escanteio. Na cobrança, o Ceifador testou por cima.

O Palmeiras seguia tranquilo, controlando o jogo e muito mais próximo de ampliar o placar do que de tomar o primeiro. Aos 39, Gabriel Jesus puxou o contra-ataque e acionou Tchê Tchê; enquanto o atacante puxava a marcação, Tchê Tchê cortou para o lado e bateu de média distância, assustando Diego. Um minuto depois, Gabriel Jesus roubou uma bola na marcação alta e passou para Tchê Tchê, que bateu para o gol da meia-lua; a bola parou em Gum, Henrique deu um balão para o alto na aproximação de Gabriel Jesus e Diego Cavalieri abafou.

Aos 44, a última chance de gol do primeiro tempo: Dudu puxou o contra-ataque pela esquerda e tentou o passe cruzado para Gabriel Jesus, a bola rebateu na defesa e ainda chegou espremida para o camisa 33, com a defesa já armada; ele recuou para Jean, que abriu para Erik pela direita; ele invadiu a área e mesmo com pouco ângulo soltou a sapatada, obrigando Diego a espalmar a escanteio. Não chegou a ser um banho de bola do Palmeiras, mas a superioridade foi clara; o Fluminense não fez nada para se orgulhar nos primeiros 45 minutos.

SEGUNDO TEMPO

Levir Culpi abriu seu time em busca da reação: tirou Douglas, amarelado, e colocou Marquinho, mais avançado. Também trocou um atacante por outro, Aquino no lugar de Henrique Ceifador. Com isso, o jogo ficou mais aberto, com o Fluminense tendo mais a posse de bola em nosso campo, mas deixando um espaço enorme para ser explorado nos contra-ataques. Ao Palmeiras, coube fechar bem os espaços para não correr riscos, e aproveitar as descidas rápidas quando aparecessem.

O primeiro bom lance foi do Fluminense: William Matheus desceu pela esquerda e conseguiu um bom cruzamento, forte, que passou por toda a pequena área. O Verdão respondeu aos seis, em jogada triangulada: Dudu tocou para Gabriel Jesus, que acionou Moisés, que bateu de primeira, por cima. Um minuto depois, Gabriel Jesus foi às redes, mas estava impedido: em belíssima jogada coletiva do ataque, a bola foi de pé em pé: Gabriel Jesus, Erik, Jean, que cruzou rasteiro para a conclusão; o camisa 33 estava um dedinho à frente.

O Fluminense seguia forçando, mas não conseguia penetrar em nosso sistema defensivo; os espaços para nossos contra-ataques continuavam aparecendo. Na bola parada, Jailson teve que trabalhar: Gustavo Scarpa, aos 14, bateu falta da lateral da área, direto, mas nosso goleiro estava atento e mandou a escanteio.

Aos 15, quase matamos o jogo: Dudu roubou a bola na saída do Fluminense e tocou para Gabriel Jesus, que rolou a bola para Gabriel; da meia-lua ele bateu rasteiro, Diego Cavalieri raspou a mão na bola, que bateu na parte interna da trave mas não entrou.

Cuca trocou Erik por Roger Guedes e a força ofensiva do Palmeiras diminuiu, ficando restrita apenas aos contragolpes. Num deles, Moisés puxou e rolou para Roger Guedes pelo meio; fominha, Guedes preferiu bater direto quando tinha Gabriel Jesus livre na direita, e a bola foi por cima. Foi o último lance de Moisés em campo: extenuado, deu lugar a Cleiton Xavier.

Os contra-ataques prosseguiam: aos 26, Gabriel Jesus ligou com Roger Guedes, que avançou pelo meio e bateu da meia-lua, à esquerda de Diego. O Fluminense teve ainda mais uma chance na bola parada aos 29, num escanteio que Cícero conseguiu escorar sem marcação, para firme defesa de Jailson.

Resignado com a derrota, o time carioca nem forçou mais nos 15 minutos finais. O Palmeiras retomava a bola e tocava, chamando o olé das arquibancadas – por baixo, 10 dos 12 mil pagantes eram palmeirenses, que ainda viram o Verdão puxar o último contra-ataque aos 42: Gabriel Jesus abriu para Dudu, que saiu livre na área, fintou Diego e bateu para o gol, mas Wellington Silva cobriu o goleiro e salvou antes que a bola entrasse. E o líder ganhou mais uma.

FIM DE JOGO

Vitória tranquila, que para os registros conta como “fora de casa”, embora o Mané Garrincha tenha ficado completamente verde. O Palmeiras retomou o bom ritmo depois da oscilação no fim do primeiro turno e abre uma boa vantagem antes da sequência perigosa que começa depois do Choque-Rei. Melhor que a volta de Gabriel Jesus foi verificar a grande atuação coletiva, e em boa parte do jogo, sem Cleiton Xavier, contrariando as suspeitas de uma certa dependência do camisa 10. O Verdão segue caminhando a passos firmes para um grande final de temporada. VAMOS PALMEIRAS!

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