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Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras – 25/06/2016

Campeonato Brasileiro de 2016

(Foto: © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Verdão jogou “relaxado” e deu nisso. O adversário, pressionado pela posição da tabela, jogou com toda a vontade possível e mereceu o resultado.

Perdemos a oportunidade de abrir uma boa vantagem na liderança. Paciência.

Jogo válido pela 11ª rodada  do Brasileirão 2016.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 2 X 1 PALMEIRAS

LOCAL: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
ÁRBITRO: Leandro Vuaden (RS)
AUXILIARES: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Bruno Raphael Pires (GO)
CARTÕES AMARELOS: Bruno Rodrigo, Lucas Romero, Arrascaeta e Bruno Ramires (CRU), Edu Dracena e Tchê Tchê (PAL)
PÚBLICO E RENDA: 18.082 / R$ 577.097,00
GOLS: Gabriel Jesus 10’/1°T (0-1); Willian 14’/1°T (1-1); Willian 2′ 2ºT (2-1)

CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Bruno Viana, Bruno Rodrigo e Bryan; Lucas Romero, Henrique, Bruno Ramires (Fabrício Bruno 45′ 2ºT) e Arrascaeta; Alisson (Alano 39′ 2ºT) e Willian (Riascos 36′ 2ºT). Técnico: Paulo Bento

PALMEIRAS: Fernando Prass; Fabiano, Edu Dracena, Vitor Hugo e Edígio (Thiago Santos – intervalo); Tchê Tchê, Moisés e Cleiton Xavier (Luan 4′ 2ºT); Róger Guedes (Cristaldo 24′ 2ºT), Gabriel Jesus e Dudu. Técnico: Cuca

Mais: globoesporte.com,

Palmeiras visita Cruzeiro em busca do seu 100º gol em Belo Horizonte

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
24/06/2016 – 16:38h

Líder do Campeonato Brasileiro com 22 pontos, o Palmeiras visita o Cruzeiro neste sábado (25), às 19h, no Mineirão, em Belo Horizonte, em busca de mais três pontos na competição nacional e da manutenção da ponta do torneio. Além disso, caso balance as redes, o Verdão alcançará uma marca histórica para o clube: o centésimo gol marcado no município mineiro.

Com 99 tentos anotados em 86 anos de história – o primeiro aconteceu justamente diante do Cruzeiro, então Palestra Itália-MG, em 18/05/1930, no estádio Barro Preto, e terminou com vitória alviverde por 4 a 2 –, o time paulista venceu 28 vezes e empatou 20 jogos em um universo de 86 partidas já disputadas na cidade.

A maior goleada palmeirense em Belo Horizonte aconteceu diante do América-MG, em 1940, quando superou a equipe da casa por 4 a 0 – gols de Echevarrieta (2), Delovich e Eduardo Lima. O jogo foi disputado no estádio Independência.

Já o encontro mais recente foi disputado em agosto de 2015, contra o Cruzeiro, em partida válida pela Copa do Brasil daquele ano – que terminaria com a conquista do título do Palmeiras. Diante da equipe mineira, o Verdão venceu por 3 a 2, com gols marcados por Gabriel Jesus (2) e Lucas Barrios.

Cruzeiro

O retrospecto geral de confrontos (contando jogos em todas as cidades) entre Palmeiras e Cruzeiro indica bastante equilíbrio. Foram 31 vitórias para cada lado e 23 empates. O Palmeiras marcou 129 gols e foi vazado 121 vezes.

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Pós-Jogo

Fonte: http://www.verdazzo.com.br/jogo/ficha/id/5888.palmeiras

Em uma partida muito disputada, o Cruzeiro se impôs diante do Palmeiras e venceu por 2 a 1, aproveitando o embalo que conseguiu em Campinas no jogo anterior, quando venceu a Ponte por 4 a 0. Com a confiança em alta e uma atitude muito forte dentro de campo, o time mineiro não deixou o Palmeiras jogar e conseguiu a vitória, de virada. O Palmeiras agora torce por um improvável tropeço do Inter contra o Botafogo, no Beira-Rio, para se manter na liderança.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca começou o jogo com uma pegadinha: depois de divulgar na véspera que Fabiano estava com amigdalite e que estava vetado para o jogo, mandou-o a campo e armou o time na formação tradicional. O que ele não esperava era a marcação forte do Cruzeiro na nossa saída de bola, o que impediu que nosso time tomasse o controle do jogo. O Palmeiras não conseguia sair tocando e rifava a bola; a falta de um volante mais pegador em nosso meio-campo facilitava e o Cruzeiro desta forma ganhou o meio-campo.

E logo aos dois minutos esse domínio ficou claro: ótima tabela entre Alisson e Willian, envolvendo nossa defesa; Alisson saiu na cara de Prass, mas com pouco ângulo, não teve chances diante da saída de nosso goleiro, que abafou e mandou a escanteio.

Diante da marcação avançada do time da casa, o Palmeiras se posicionou para contra-atacar, mesmo com dificuldades em armar as jogadas para as corridas de Dudu, Roger Guedes e Gabriel Jesus. Mas numa jogada de lateral, o Verdão aproveitou um vacilo e chegou ao gol: Fabiano cobrou o arremesso; Gabriel Jesus escorou e Bruno Rodrigo estava inteiro na jogada, mas dormiu; Dudu roubou a bola, foi ao fundo e rolou para a chegada de Gabriel Jesus, que bateu de chapa no contrapé de Fabio, abrindo o placar.

Não deu muito tempo para curtir a frente no placar: quatro minutos depois, em falta cobrada pelo lado esquerdo, Bryan levantou no segundo pau, De Arrascaeta disputou com Gabriel Jesus e aparentemente fez falta, a bola voltou na primeira trave onde Willian chegou para escorar para o fundo do gol – Fernando Prass estava inteiro na jogada e poderia ter defendido.

Aos 17, quase a virada: De Arrascaeta, em grande noite, fez a jogada pela direita e alçou para Alisson, nas costas de Fabiano que tropeçou no gramado; ele tocou por cima, na trave oposta, onde estava Henrique; debaixo do gol, ele errou na hora de escorar, para nossa sorte.

O jogo então deu uma esfriada, com o sistema defensivo do Palmeiras conseguindo segurar um pouco mais o domínio do Cruzeiro, graças a Tchê Tchê e principalmente Moisés, que fizeram a leitura do jogo e fecharam os buracos no miolo. Com o jogo mais equilibrado, o Palmeiras voltou a trocar alguns passes e dar um pouco de sua cara ao jogo. Foi nosso melhor momento na partida.

Aos 27, o Verdão armou um belo contra-ataque, com Gabriel Jesus, que arrancou pela esquerda, invadiu a área e bateu de direita, com curva, tentando o canto oposto, mas a bola saiu. Aos 36, mais uma finalização, desta vez de Fabiano, que aproveitou a troca de passes pela direita, com boa participação de Roger Guedes – o chute foi muito forte, reto, mas Fabio conseguiu espalmar. Um minuto depois, Moisés fez boa jogada e acionou Dudu, que finalizou, mas a bola saiu por cima.

No final do primeiro tempo o Cruzeiro voltou a apertar nossa saída de bola, e numa dessas De Arrascaeta tomou a bola no meio e ligou rápido com Bruno Ramires, que invadiu a área no meio de Egídio e Vitor Hugo e bateu fraco, fácil para Fernando Prass. E com 1 a 1 no placar Leandro Vuaden encerrou o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Com Thiago Santos no lugar de Egídio, o Palmeiras voltou com a perspectiva de equilibrar mais as ações no meio-campo, deslocando Tchê Tchê para o lado esquerdo. Mas o Cruzeiro veio para o segundo tempo com uma atitude de quem não queria perder pontos de forma alguma, jogando em cima do Palmeiras, e logo com dois minutos achou o segundo gol: após bola longa, Alisson contornou Fabiano com facilidade e levantou na área, para Willian, que se deslocava em diagonal; ele se livrou na velocidade de Vitor Hugo e raspou na bola de cabeça, com muita felicidade – a bola bateu na trave antes de morrer no canto esquerdo de Fernando Prass.

E o Cruzeiro queria mesmo matar o jogo: com muita vitalidade, quase ampliou um minuto depois: nova jogada pela esquerda, a bola foi rolada na pequena área e Bruno Ramires passou da linha da bola, mesmo assim recolheu, girou e bateu – Prass defendeu bem.

Diante desse início avassalador, Cuca tentou mudar o jogo de forma estranha: com apenas 4 minutos tirou Cleiton Xavier e colocou Luan, puxando Dudu para o meio. Nosso lado esquerdo virou uma piada. E o Cruzeiro ainda queria decidir logo: De Arrascaeta ficou livre na área e bateu colocado, para boa defesa de Fernando Prass. Aos seis, Henrique bateu de fora, forte, mas na direção de nosso goleiro, que defendeu firme.

O Palmeiras resistia e ameaçava sair para o jogo, mas viu o Cruzeiro criar sua quarta chance de ampliar o placar aos 11: Romero enfiou a bola para De Arrascaeta, na velocidade, ele se esticou para tentar o gol tocando de bico na saída de Prass, mas nosso goleiro estava atento. O Verdão só conseguiu a primeira finalização no lance seguinte, em boa bola de Roger Guedes que abriu para Luan, que tentou o chute cruzado mas a bola ficou com Fábio.

O Cruzeiro seguia em ritmo forte e aos 14 armou um belo contra-ataque, Alisson conseguiu ganhar na velocidade de Fabiano e saiu na cara de Prass, na hora de tocar por cima errou o chute e a bola saiu torta.

O jogo enfim diminuiu de velocidade e o Palmeiras voltou a ter a chance de retomar o controle, mas esbarrou nas performances infelizes de quase todo o time – os únicos que tiveram algum destaque foram Dudu e Gabriel Jesus, que se ressentiram do apoio dos companheiros. Cuca apelou para a feitiçaria aos 23, mandando Cristaldo a campo no lugar de Roger Guedes – Gabriel Jesus foi jogar aberto na direita. Não adiantou nada.

Foi o Cruzeiro quem ainda criou alguma coisa na parte final do jogo: aos 25, Bryan construiu a jogada pela esquerda e abriu para Alisson, que deitou no Fabiano e cruzou para Willian, livre, mas ele bateu de chapa para fora quando estava de frente para Prass. Aos 30, Vitor Hugo recuou uma bolinha marota para Fernando Prass, que em vez de fazer o simples inventou e acabou batendo a bola no bloqueio de Alisson – ela o encobriu e morreu nas redes, por trás do travessão. Viajou grandão, nosso goleiro.

O Palmeiras então passou a apelar para as bolas paradas, o único recurso que resta a um time que está derrotado em campo com a bola ainda rolando. Vitor Hugo duas vezes e Thiago Santos conseguiram finalizar, sem sucesso. Deu tempo ainda para um início de bate-boca depois de uma entrada “de jogo” de Romero em Gabriel Jesus, sem maiores consequências. Vuaden deixou de marcar um pênalti aos 47 minutos, quando Bruno Viana empurrou Edu Dracena na área numa bola alçada, mas Leandro Vuaden JAMAIS marcaria esse lance. A verdade é que os 2 a 1 ficaram é baratos.

FIM DE JOGO

Tivemos nossos problemas, é fato. Quase o time todo jogou mal, sobretudo Fabiano e Luan; Jean fez falta, Cuca não foi nada feliz nas mexidas, mas o grande culpado do resultado foi o Cruzeiro, que entrou com uma atitude perfeita em campo, tanto na disposição de nos marcar com muita intensidade quanto na distribuição tática, anulando nossa saída de bola. Apesar dos lances irregulares, que podem até ser discutidos, o Palmeiras não pode chorar esses pontos. Deve reconhecer os méritos do adversário, assim como temos os nossos quando vencemos nossos jogos.

Não dá nem tempo de chiar: quinta-feira já tem jogo, e será contra o Figueirense, em casa – uma vitória só não nos recoloca na liderança se o Inter vencer seus dois próximos jogos. O time precisa assimilar a derrota e seguir na caminhada; a torcida precisa estar em sintonia e também saber perder. Estamos longe de ser um time imbatível e a euforia dos jogos anteriores não pode ser uma armadilha. Sigamos em frente. VAMOS PALMEIRAS!

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