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Palmeiras 4 x 3 Grêmio – 02/06/2016

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(Foto: globoesporte.com)

Jogo muito bom apesar do susto.

Tomamos uma virada mas tivemos força para reagir e sair com placar vencedor.

Estamos na cola dos líderes.

Jogo válido pela 5ª rodada do Brasileirão 2016.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 4 X 3 GRÊMIO

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data-Hora: 2/6/2016 – 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Assistentes: Rodrigo Henrique Corrêa (RJ) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Público/Renda: 19.196 pagantes / R$ 525.845,00
Cartões amarelos: Matheus Sales, Dudu, Vitor Hugo, Fernando Prass e Fabrício (PAL), Marcelo Hermes, Bruno Grassi, Pedro Geromel e Lincoln (GRE)
Gols: Gabriel Jesus 1′ 1ºT (1-0); Giuliano 49′ 1ºT (1-1); Giuliano 9′ 2ºT (1-2); Róger Guedes 11′ 2ºT(2-2); Vitor Hugo 27′ 2ºT (3-2); Thiago Santos 38′ 2ºT (4-2) e Edilson 45′ 2ºT (4-3)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Tchê Tchê (Fabrício 37′ 2ºT), Thiago Santos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales e Jean; Moisés (Thiago Martins 31′ 2ºT), Gabriel Jesus e Dudu; Alecsandro (Róger Guedes – intervalo). Técnico: Cuca

GRÊMIO: Bruno Grassi; Edílson, Geromel, Bressan e Marcelo Hermes; Walace, Maicon, Giuliano (Bobô 35′ 2ºT), Douglas (Lincoln 25′ 2ºT) e Éverton; Luan. Técnico: Roger Machado

Palmeiras volta a receber Grêmio no estádio onde está invicto contra o rival

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
01/06/2016 – 18:47h

Pela quarta vez consecutiva, o Palmeiras receberá o Grêmio no Pacaembu em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O encontro desta quinta-feira (02) está marcado para as 21h. Nos três anteriores, em 2012, 2014 e 2015, o Verdão venceu duas vezes (no ano passado por 3 a 2 e no retrasado por 2 a 1) e empatou em uma oportunidade (0 a 0, em 2012).

Em toda a história, Palmeiras e Grêmio já se enfrentaram 13 vezes no estádio municipal de São Paulo, e o retrospecto é favorável para o Verdão, que jamais foi derrotado pelo rival: 10 vitórias e três empates (confira lista completa abaixo). A maior sequência de triunfos aconteceu entre 1965 e 1987, quando os times duelaram oito vezes no estádio e o Alviverde levou a melhor em todas as partidas.

Ao todo, o Verdão marcou 26 gols no estádio do Pacaembu diante do Grêmio, enquanto a defesa palmeirense foi vazada apenas 11 vezes. O maior artilheiro do confronto no campo municipal é César Maluco, que balançou as redes seis vezes.

Alguns dos gols de César contra o Grêmio, inclusive, contribuíram, e muito, com a atual recheada galeria do Palmeiras de títulos nacionais. Em 1967, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi decidido em uma partida diante dos gaúchos, em quadrangular final que contava também com Corinthians e Internacional. O Palmeiras precisava apenas do empate no Pacaembu para se sagrar campeão, mas César Maluco marcou duas vezes antes da primeira meia hora de jogo e garantiu o título para o Palestra Italia – a partida terminou 2 a 1, já que o time do Rio Grande do Sul descontou nos minutos finais.

As duas equipes também se enfrentaram pela semifinal da Taça Brasil de 1967 e, após derrota na partida de ida, em Porto Alegre, César comandou a equipe palmeirense nas duas vitórias por 3 a 1 (um gol) e 2 a 1 (dois gols), ambas no estádio do Pacaembu. Na final, o Verdão venceria o Náutico.

Maior vítima em Brasileiros

O Grêmio é a equipe que mais perdeu para o Palmeiras na história dos Campeonatos Brasileiros (28 vezes) e a que mais sofreu gols (88). O ranking das maiores vítimas do Verdão na competição nacional segue com Fluminense (26 derrotas), Atlético-MG (25), Vasco da Gama (24), Goiás (23), Flamengo (21), Botafogo (20), Bahia (19), São Paulo (19), Corinthians (18), Cruzeiro (18) e Santos (18).

A maior goleada do Palmeiras contra os gaúchos em Brasileiros aconteceu em outubro de 1999. A partida terminou 6 a 0 para o Alviverde, com gols de Alex (2), Evair, Júnior, Zé Maria e Edmílson. O jogo foi disputado no Palestra Italia.

Confira a lista de jogos entre Palmeiras e Grêmio no estádio do Pacaembu:

27/09/1961 – Palmeiras 1×1 Grêmio, pela Taça Brasil
20/10/1965 – Palmeiras 4×1 Grêmio, pela Taça Brasil
29/10/1965 – Palmeiras 2×0 Grêmio, pela Taça Brasil
08/06/1967 – Palmeiras 2×1 Grêmio, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa
13/12/1967 – Palmeiras 3×1 Grêmio, pela Taça Brasil
15/12/1967 – Palmeiras 2×1 Grêmio, pela Taça Brasil
02/12/1970 – Palmeiras 1×0 Grêmio, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa
28/11/1971 – Palmeiras 3×1 Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro
11/11/1987 – Palmeiras 2×1 Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro
27/04/1993 – Palmeiras 1×1 Grêmio, pela Copa do Brasil
01/09/2012 – Palmeiras 0x0 Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro
11/10/2014 – Palmeiras 2×1 Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro
19/09/2015 – Palmeiras 3×2 Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro

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Pós-Jogo

Fonte: http://www.verdazzo.com.br/jogo/ficha/id/5881/palmeiras-4-x-3-gremio

Em um grande jogo, talvez o melhor do campeonato até agora, o Palmeiras venceu o Grêmio por 4 a 3, manteve os 100% de aproveitamento em casa e segue no comboio do Inter, que descolou um pouco na frente. Em quinto lugar com nove pontos, o Verdão está a apenas um ponto do vice-líder e agora buscará melhorar o desempenho fora de casa – terá essa chance domingo em Brasília, contra o Flamengo.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca iniciou o jogo com uma surpresa: Thiago Martins perdeu a posição para Thiago Santos, que segundo relatos de alguns setoristas treinou na posição durante a semana nas atividades fechadas para a imprensa. Roger Guedes perdeu o lugar para Alecsandro, e Gabriel Jesus, conforme adiantado no pré-jogo, voltou a jogar aberto. A articulação, em tese, ficou a cargo de Moisés; Tchê Tchê mais uma vez iniciou o jogo no meio-campo e Jean fazia a lateral.

O Grêmio chegou ao jogo ostentando uma defesa invicta, nenhum gol tomado em quatro jogos. Pois o Verdão só precisou de um minuto e meio para acabar com essa pompa: Dudu aproveitou bola espirrada após disputa pelo alto de Moisés com Wallace e tocou entre as pernas de Maicon para a penetração de Gabriel Jesus no meio dos dois zagueiros; com muita velocidade ele recebeu, entrou na área e bateu forte na saída de Bruno Grassi.

O gramado já estava pesado, e ficou mais ainda com a volta da chuva logo após o gol. O Palmeiras, apesar de ter saído na frente, não conseguia ficar confortável no jogo; o meio-campo do Grêmio dominava as ações com muito mais compactação e toque de bola que o Verdão – Moisés e Dudu não falavam a mesma língua e os volantes dos visitantes recuperavam a bola com muita facilidade. Apesar de Thiago Santos ainda estar um tanto confuso em seu posicionamento, o sistema defensivo do Palmeiras conseguia impedir os gaúchos de finalizarem contra Fernando Prass. Até os 13, quando Luan recebeu de Edilson na intermediária e, com muita velocidade, passou por Thiago Santos e Moisés, ajeitou o corpo e bateu de chapa, buscando o canto esquerdo de Prass, mas a bola saiu por muito pouco.

O jogo seguia bem disputado, em alto nível, mas os times não conseguiam finalizar. A arbitragem é que já dava sinais que ia estragar o jogo ao se embananar em vários lances, invertendo as jogadas e irritando a todos. Entre uma confusão e outra, Marcelo Hermes fez boa jogada pela esquerda e acionou Giuliano dentro da área, ele rolou para Everton que chegou batendo – a bola saiu por cima, assustando Prass.

O Palmeiras finalmente reagiu, criando duas boas chances em sequência, a partir do momento em que Moisés apareceu no jogo: aos 30, ele puxou muito bem o contra-ataque acionando Jean, que aprofundou a jogada na direita alcançando Dudu; ele avançou e cruzou; a bola espirrou na área e se ofereceu para Gabriel Jesus que limpou e bateu rasteiro no meio do gol – Bruno Grassi defendeu. Um minuto depois, após boa troca de passes com Gabriel Jesus, Tchê Tchê e Alecsandro, Moisés recolheu de fora e bateu forte, exigindo boa defesa do goleiro gremista.

O Verdão quase ampliou aos 48, após um (maldito) escanteio curto: Dudu levantou na área e Moisés cabeceou forte, buscando o ângulo direito de Bruno Grassi, mas a bola saiu por pouco. E o Palmeiras sofreu o castigo após os 49, depois de esgotado o tempo previsto para acréscimos: falta na intermediária; Luan levantou na área e Geromel desviou a bola na trave; Bressan estava impedido após esse toque e aproveitou o rebote, girando e batendo para o gol; Giuliano ainda desviou antes que Vitor Hugo pudesse salvar e empatou o jogo.

SEGUNDO TEMPO

Cuca enxergou bem o jogo e provou que não existe modelo perfeito. Gabriel Jesus não funcionou jogando enfiado no clássico de domingo, mas contra a defesa do Grêmio esse esquema deu o encaixe perfeito, após a entrada de Roger Guedes na esquerda e o reposicionamento do camisa 33. Se o Grêmio predominou no primeiro tempo, no segundo só deu Palmeiras. A primeira chance veio aos oito minutos – Dudu cruzou e Moisés pegou de primeira, mas a bola saiu por cima, assustando Bruno Grassi.

Mas o Grêmio mostrou por que é um dos times mais fortes do campeonato e encaixou um belo ataque aos dez minutos, aproveitando a falha de cobertura do lado esquerdo de nossa defesa: Edilson recebeu com muito espaço, ficou em vantagem na disputa com Moisés e cruzou na pequena área; Giuliano apenas escorou para o gol, virando o placar.

O Palmeiras levou muita sorte. No lance seguinte, veio o empate numa jogada extremamente improvável: Moisés bateu lateral da esquerda, Roger Guedes raspou de cabeça, Geromel rebateu e Roger Guedes, com pouquíssimo ângulo, puxou a bola de costas e ela morreu no canto esquerdo de Bruno Grassi, que foi encoberto e não tinha a menor chance de defesa. Com a resposta imediata, o Verdão não precisou lidar com o nervosismo de correr atrás do empate dentro de casa e renovou as forças para buscar a vitória. Já o Grêmio sentiu o golpe, ficou intimidado com nossa torcida e se encolheu. Era tudo o que o Palmeiras precisava. E seguiu-se uma saraivada de finalizações.

Aos 17, quase um replay do primeiro gol: Dudu enfiou para Gabriel Jesus entre os zagueiros, o camisa 33 girou rápido mas desta vez Bruno Grassi defendeu. O Verdão continuava em cima, com muito mais movimentação depois que Tchê Tchê foi para a lateral, trocando com Jean. Aos 21, Dudu mais uma vez apareceu bem, enfiando para a descida de Tchê Tchê que rolou para Moisés, que tentou bater para o gol mas errou o alvo – se batesse para o meio Roger Guedes fechava em ótimas condições.

Um minuto depois, mais Palmeiras: Gabriel Jesus encarou toda a defesa do Grêmio e entrou driblando, a bola espirrou para Dudu que também levou um tranco mas mesmo assim a bola sobrou com Roger Guedes, que invadiu a área pela esquerda e finalizou bem, mas a bola subiu um pouco e encobriu o travessão. E no lance seguinte, mais uma vez Bruno Grassi foi exigido, em chute de Tchê Tchê após passe de Roger Guedes. O Grêmio estava nocauteado em pé.

Todo o time do Palmeiras participava dos lances de ataque, e aos 25 foi a vez de Matheus Sales finalizar, em bom chute de longe, mas a bola saiu. Até que aos 27, ironicamente numa bola parada, o Verdão virou o jogo: escanteio da esquerda; Dudu bateu na cabeça de Vitor Hugo, que testou firme para as redes gaúchas. Mais que merecido.

Com a virada, o Palmeiras esfriou o jogo. Uma conveniente confusão após Moisés sentir cãibras quebrou o ritmo do jogo, e Cuca mexeu duas vezes, primeiro mandando Thiago Martins no lugar de Moisés, voltando Thiago Santos para o meio-campo, e alguns minutos depois promovendo a estreia de Fabrício, no lugar de Tchê Tchê – Zé Roberto foi pro meio e Jean voltou para a lateral.

Com o jogo já em ritmo lento, saíram mais dois gols: aos 38, Roger Guedes sofreu falta dura de Lincoln rente à lateral; Dudu levantou na área e Thiago Santos testou para o gol, fazendo seu primeiro tento com a camisa do Palmeiras, o quarto do Verdão – um para cada rodada que o Grêmio ficou sem tomar gol. E aos 45 Edilson acertou um chute de rara precisão de fora, mandando a bola no canto direito de Fernando Prass, diminuindo e fechando o placar. Sem sustos, o Verdão levou o jogo até o fim e garantiu os três pontos.

FIM DE JOGO

Se o time contou com um golpe de sorte no lance do empate, é preciso lembrar que só levamos o primeiro gol numa jogada irregular. Não há o que contestar nesta vitória; o time se impôs taticamente no segundo tempo e contou com grandes atuações individuais; o fator casa também pesou bastante mesmo no Pacaembu, e ficou claro que vai ser bem difícil tirar pontos do Palmeiras como mandante.

A vitória foi importantíssima, era praticamente uma final: evitou a eclosão de uma enorme pressão, segurou o embalo de um dos rivais diretos na luta pelo título e reacendeu a confiança no elenco e na bipolar torcida. Estamos dentro. VAMOS PALMEIRAS!

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