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River Plate (URU) 2 x 2 Palmeiras – 16/02/2016

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MALDONADO, URUGUAI – 16.02.2016: RIVER PLATE (URU) X PALMEIRAS – O jogador Dudu, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Ángel Rodriguez, do CA River Plate (URU), no Estádio Domingo Burgueño Miguel. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Empate com sabor de derrota.

Mesmo na casa do adversário a diferença técnica e a folha de pagamento exigiam uma vitória. Ainda mais que estivemos 2 vezes na frente do placar.

Jogo válido pela fase de grupos da Libertadores 2016. 1º jogo de ida.

FICHA TÉCNICA
RIVER PLATE (URU) 2 X 2 PALMEIRAS

LOCAL: Estádio Domingo Burgueño Miguel, Maldonado (URU)
DATA-HORA: 16/2/2016 – 21h45 (horário de Brasília)
ÁRBITRO: Julio Bascuñan (CHI)
AUXILIARES: Francisco Mondria e Marcelo Barraza (CHI)
PÚBLICO/RENDA: Não divulgados
CARTÕES AMARELOS: Ángel Rodríguez e Cristian González (RIV), Zé Roberto, Roger Carvalho, Lucas e Fernando Prass (PAL)

GOLS: Jean (34’/1ºT) (0-1), Michael Santos (5’/2ºT) (1-1), Gabriel Jesus (12’/2ºT) (1-2), Montelongo (18’/2ºT) (2-2)

RIVER PLATE (URU): Nicola Pérez; Cristian González, Ronaldo Conceição, Dario Flores e Agustín Ale; Ángel Rodríguez, Montelongo e Diego Rodríguez; César Taján (S. Ribas, aos 37’/2ºT), Michael Santos (A. Rosso, aos 43’/2ºT) e Nicholas Schiappacasse. TÉCNICO: Juan Ramón Carrasco.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Arouca (Robinho, aos 21’/2ºT) e Jean; Dudu, Erik (Gabriel Jesus, no intervalo) e Barrios (Alecsandro, aos 12’/2ºT). TÉCNICO: Marcelo Oliveira.

Histórico positivo em estreias é aliado do Verdão para compromisso desta terça

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
15/02/2016 – 19:54h

O Palmeiras inicia nesta terça-feira (16), no Uruguai, diante do River Plate, a caminhada em busca do bicampeonato da Copa Libertadores. Além da tradição alviverde na disputa do torneio continental, com um título, em 1999, e quatro finais (1961, 1968, 1999 e 2000), o Verdão possui outro aliado que pode ser favorável para iniciar com o pé direito a participação no campeonato mais importante da América do Sul: o bom retrospecto em estreias na história da competição.

Em sua 16ª participação, o Verdão já iniciou a Libertadores em outras 15 oportunidades, venceu 12 vezes, empatou um jogo e foi derrotado em apenas duas partidas. Esta será a quarta vez (duas vitórias e um empate) que o Palmeiras começará a competição fora do território brasileiro, ou seja, o clube iniciou a disputa 12 vezes no Brasil, sendo que apenas uma delas aconteceu fora de São Paulo (no Recife, em 1968, contra o Náutico). A última vez que o Alviverde estreou longe do país foi em 2005, contra o Tacuary, do Paraguai, na fase de pré-Libertadores – empate em 2 a 2.

O duelo com o River Plate-URU marcará o nono jogo de estreia da história contra uma equipe estrangeira, porém, a primeira vez diante um time do Uruguai. As outras foram contra Independiente-ARG, Alianza Lima-PER, The Strongest-BOL, Universidad de Chile-CHI, Tacuary-PAR, Deportivo Táchira-VEN, Real Potosí-BOL e Sporting Cristal-PER.

O goleiro Marcos, ídolo palmeirense e campeão da Copa Libertadores 1999, segue como jogador que mais participou de estreias da competição pelo clube. Ele atuou em 2000 (The Strongest-BOL), 2001 (Universidad de Chile-CHI), 2005 (Tacuary-PAR), 2006 (Deportivo Táchira-VEN) e 2009 (Real Potosí-BOL). Foram quatro vitórias e um empate.

River Plate-URU

O Palmeiras jamais enfrentou o River Plate-URU, adversário desta terça-feira (16), em partidas oficiais. No entanto, as duas equipes disputaram um jogo-treino no último mês de janeiro e o Palmeiras venceu por 4 a 0.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo.com.br

O Palmeiras estreou na Libertadores com um bom empate fora de casa frente ao River Plate, no Uruguai. O resultado, no entanto, podia ter sido bem melhor diante da diferença técnica, do volume de jogo e do fato de termos ficado à frente no placar por duas vezes.

De qualquer forma, a experiência foi bastante positiva. O time entrou de uma vez no clima de Libertadores, Marcelo Oliveira de novo mostrou uma tentativa de mexer taticamente no time e, afinal de contas, foi um empate fora de casa. Tá bom. A chavinha volta a virar no fim de semana para o Paulistão, quando enfrentaremos o Santos, em casa.

PRIMEIRO TEMPO

A formação divulgada por Marcelo Oliveira minutos antes do jogo foi surpreendente: Thiago Santos e Erik foram para o campo, nos lugares de Robinho e Gabriel Jesus. Com três volantes, a defesa ficou bem mais protegida; Arouca e Jean tinham bastante liberdade para avançar e Dudu oscilava entre o meio e a esquerda, enquanto que Erik ocupava mais o lado direito, aberto.

A peça mais próxima de fazer o papel de armador era Dudu, embora os dois volantes mais avançados também auxiliassem na distribuição de jogadas. Um modelo que, se praticado mais vezes, pode evoluir e se tornar uma opção interessante para Marcelo Oliveira.

A saída de bola está cada vez melhor, mais uma vantagem de se ter três volantes que passam bem em campo. Assim, o Palmeiras dominou as ações desde o início, restando ao River se postar na defesa e jogar nos contragolpes, buscando a velocidade de Tajan em cima de Zé Roberto e de Shiappacasse, rapidíssimo, em cima de Lucas. Nossa cobertura, no entanto, funcionava bem, sobretudo com Thiago Santos.

A arbitragem foi bastante caseira: foi “brasileira” e marcava absolutamente qualquer contato de jogador nosso nos jogadores do River. Quando era o contrário, virava “sulamericana”, e os caras do River podiam sentar a botina que tava tudo certo. Isso é Libertadores.

O Palmeiras manteve a posse de bola na maior parte do tempo e tentava se aproximar da área. Barrios teve uma boa oportunidade no início do jogo arrancando com a bola livre em direção ao gol mas se atrapalhou com a grama, muito alta segundo todos os nossos jogadores. O paraguaio se mantinha enfiado, segurando a zaga mas com pouca aproximação de Dudu, Erik e dos volantes, não participava muito do jogo.

Até que aos 34, funcionou: enquanto os zagueiros se preocupavam com Barrios do lado direito, Jean apareceu de surpresa pela esquerda e recebeu uma linda enfiada de Dudu – um autêntico passe de camisa dez – o volante só teve o trabalho de dar um biquinho na bola, tirando do goleiro para abrir o placar.

Depois do gol o River criou coragem e chegou a meter uma certa pressão, avançando o meio-campo e prensando nosso time na defesa. Mesmo acuados, nossos jogadores resistiram e não permitiram que a meta de Fernando Prass fosse ameaçada.

SEGUNDO TEMPO

Com Gabriel Jesus no lugar de Erik, Dudu caiu mais para o lado direito, mas ainda assim fazia o papel de organizador, flutuando pelo meio. O camisa 12 do Verdão entrou forte no jogo e começava a dar trabalho para a defesa uruguaia, mas o rápido Schiappacasse entrou na área e acabou tocado por Fernando Prass: pênalti e cartão amarelo para nosso goleiro. Michael Santos deslocou Prass e empatou o jogo.

Num estádio com pouca torcida, sem pressão, o Palmeiras não se abateu e continuou impondo seu ritmo. Aos onze, Alecsandro entrou no lugar de Barrios, e logo em sua primeira jogada, escorou lançamento na área com o peito para Gabriel Jesus, que com muita calma matou na caixa, ajeitou o corpo e bateu de chapa no canto direito de Pérez, colocando o Verdão de novo na frente.

O Palmeiras gostava do jogo e ameaçava fazer o terceiro – Lucas conseguiu um bom cruzamento e Alecsandro de cabeça quase colocou a bola no cantinho de Pérez, mas a bola saiu à esquerda. Mas num escanteio aos 18 minutos, Montelongo aproveitou vacilo de Jean na marcação, deu um passinho para trás e, livre, testou para o gol de Fernando Prass, empatando mais uma vez o jogo.

Robinho foi para o jogo no lugar de Arouca; Jean ficou um pouco mais preso. O Palmeiras conseguia segurar um pouco mais a bola no campo de ataque e o River truncava o jogo na base da pancada. Em duas cobranças de falta centrais, Robinho buscou a jogada ensaiada na esquerda, mas o forte vento atrapalhava demais e Vitor Hugo e Alecsandro não conseguiram jogar a bola na outra trave.

Aos 32, Thiago Santos desarmou no meio do campo, lançou para Gabriel Jesus que ajeitou com o peito; a bola se ofereceu para Dudu que bateu de rosca, mas a bola saiu à esquerda de Pérez. Gabriel Jesus continuava impossível: primeiro, fez boa jogada e cruzou para Alecsandro, mais uma vez o vento desviou a bola e o camisa 29 não alcançou; depois fez jogada individual pela esquerda, cortou o zagueiro para dentro e bateu de curva, buscando o ângulo esquerdo de Pérez, mas a bola saiu por pouco.

Já perto do fim do jogo, o vento desta vez nos ajudou: Robinho bateu escanteio, Pérez saiu para dar o soco mas passou da bola, apenas desviando parcialmente; Gabriel Jesus pegou o rebote e bateu rasteiro para o gol, mas Pérez se recuperou e defendeu. O Verdão ainda tentaria o gol mais uma vez com Jean batendo da meia lua, mas errou o alvo. E assim o jogo terminou.

FIM DE JOGO

O resultado foi bom, mas podia ter sido melhor, sabemos. O gosto amargo de deixar a vitória escapar é atenuado, no entanto, pela boa movimentação do meio-campo, a melhora no toque de bola, e por mais uma quebra de paradigma; afinal, Marcelo relembrou a todos os palmeirenses que não e refém de esquema algum – o técnico já tinha usado este modelo no ano passado. Nosso treinador, mesmo pressionado, segue tentando achar o caminho, e parece ter dado um bom passo na direção certa. Gabriel Jesus respondeu bem ao banco e fez um partidaço. Resta acertar a cobertura na esquerda, sobretudo quando um dos três volantes for sacado. Gabriel vai cair muito bem nesse time. VAMOS PALMEIRAS!

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