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Fluminense 1 x 4 Palmeiras – 16/09/2015

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(Foto: http://www.paixaopalmeirense.com.br/)

Num jogo com 2 tempos totalmente distindos jogamos muita bola no 2º e goleamos o Fluminense. Saímos atrás no marcador e após o intervalo atropelamos o adversário. Barrios foi o destaque com 3 gols.

A vitória nos mantém bem próximos da última vaga pelo G4.

Jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 4 PALMEIRAS

LOCAL: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
DATA/HORA: 16/09/2015 – 19h30
ÁRBITRO: Anderson Daronco (RS)
AUXILIARES: Jose Javel Silveira (RS) e Rafael da Silva Alves (RS)

RENDA/PÚBLICO: R$ 403.865,00 / 11.063 presentes
CARTÕES AMARELOS: Wellington Silva (FLU) / Egídio, Thiago Santos e Fernando Prass (PAL)
GOLS: Jean (36’/1ºT 1 – 0), Lucas Barrios (23’/2ºT 1 – 1), Gabriel Jesus (30’/2ºT 1 – 2), Lucas Barrios (45’/2ºT 1 – 3) e Lucas Barrios (47’/2ºT 1 – 4)

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Antônio Carlos, Marlon e Léo Pelé; Edson, Jean (Vinícius – 31’/2ºT), Cícero e Gerson (Osvaldo – 30’/1ºT); Marcos Júnior (Michael – 34’/2ºT) e Fred.TÉCNICO: Enderson Moreira.

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos, Jackson e Egídio (Rafael Marques – Intervalo); Thiago Santos, Arouca (Allione – 15’/2ºT), Robinho e Zé Roberto; Gabriel Jesus e Alecsandro (Lucas Barrios – 15’/2ºT) TÉCNICO: Marcelo Oliveira

Em 100 duelos na história, Verdão leva vantagem sobre Fluminense; veja histórico

Angelo Salvioni
Departamento de Comunicação
15/09/2015 – 17:20h

Protagonistas de um dos mais tradicionais confrontos do futebol brasileiro, Palmeiras e Fluminense se encontram pela 101ª vez na história nesta quarta-feira (16), às 19h30, no Maracanã, em partida válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Desde 1926, quando o Palestra Italia venceu o primeiro encontro entre as equipes por 3 a 2, são 52 triunfos sobre o rival, 16 empates e 32 reveses.

No Rio de Janeiro, o retrospecto é vantajoso ao tricolor carioca: em 50 partidas, são 18 vitórias do Palmeiras, dez empates e 22 triunfos do Flu. Já no Maraca, a folga nos números não é tanta: em 35 encontros, o Alviverde venceu 14 vezes, empatou seis e perdeu 15 para o rival.

O primeiro confronto entre os times no Maracanã pelo Brasileirão ocorreu em 1960, pela Taça Brasil, e o Verdão, com gol do ex-atacante Humberto Tozzi, derrotou o tricolor carioca por 1 a 0. Mais tarde, diante do Fortaleza e de maneira invicta, o Alviverde se sagrou campeão pela primeira vez da competição.

Ainda pelo Nacional, a maior vantagem no clássico Rio-São Paulo é do Verdão: em 50 jogos, foram 24 triunfos, nove empates e 17 derrotas. A última vitória da equipe palestrina na casa do rival foi em 2007, por 1 a 0, com gol do chileno Valdivia. Neste duelo, o titular da meta do Verdão era Diego Cavalieri, atual goleiro do Fluminense. Por outro lado, Arouca, que era do tricolor carioca naquela partida, defende hoje as cores do Palmeiras.

A maior sequência invicta da história do duelo pertence ao Alviverde. Foram 12 jogos, entre março de 2002 e julho de 2008; o Verdão venceu nove partidas e empatou três vezes.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Numa partida com dois tempos absolutamente distintos, o Verdão goleou o Fluminense por 4 a 1, de virada, e chegou aos 41 pontos na tabela, ocupando provisoriamente o quinto lugar na tabela. Se os concorrentes vencerem seus jogos, o time cairá, no máximo, para o sexto lugar e segue na briga pela vaga na Libertadores. Lucas Barrios meteu três gols e foi o grande destaque do jogo.

PRIMEIRO TEMPO

O Palmeiras desde o início se propôs a esperar o Fluminense em seu campo, talvez tentando aproveitar o tamanho do campo do Maracanã. Com a proteção à defesa bem armada, o Fluminense tinha sérios problemas em transformar a posse de bola em chances – Thiago Santos já havia feito dois desarmes precisos com três minutos de jogo.

Assim, o time da casa só tinha os chutes de longe para tentar levar perigo ao gol de Fernando Prass – e mesmo assim, explorando nossas falhas. Aos 4, Arouca perdeu a bola e Gerson aproveitou o espaço; avançou e bateu de fora; a bola veio quente e Prass colocou a escanteio.

O Palmeiras se recusava a rodar a bola e achar um espaço para construir as jogadas. Zé Roberto, Robinho e Gabriel Jesus estavam muito espalhados, e não havia troca de passes objetiva. Os velhos chutões de trás voltaram a aparecer. Talvez se for instituída uma multa para quem der bicão o problema seja resolvido

Por volta dos vinte minutos, Gabriel Jesus passou para o lado esquerdo, invertendo com Zé Roberto, mas não adiantou absolutamente nada, já que os jogadores se mantinham distantes entre si. Se a proposta era jogar como pequeno, Kelvin no lugar do Egídio, puxando Zé para a lateral e com Robinho jogando de frente, fazendo lançamentos, seria mais efetivo.

Na primeira falha de nosso sistema defensivo, aos 26, Leo Pelé tabelou com Marcos Junior, os dois envolveram Lucas e o cruzamento veio por baixo; Fred, incrivelmente livre, perdeu um gol absurdo. Aos 37, no entanto, não teve jeito: Wellington cobrou lateral, a bola estava fácil para Jackson, que bateu de coxa em direção à meia lua; Jean estava só esperando uma rebatida e soltou a bomba; Victor Ramos ficou com as perninhas abertas e a bola morreu inapelável para Fernando Prass. Erros primários.

O gol fez o Palmeiras sair um pouco de trás, mas não necessariamente jogando bem. Aos 42, Gabriel Jesus conseguiu o primeiro chute a gol, numa finalização de fora, fácil para Diego Cavalieri. E aos 44, Robinho bateu escanteio da direita e Victor Ramos conseguiu o cabeceio, para fora. Fim de primeiro tempo e muito a acertar para tentar virar o jogo.

SEGUNDO TEMPO

O Verdão voltou com Rafael Marques no lugar de Egídio, que estava amarelado. Zé Roberto seguiu sua sina de mudar de posição, assumindo a lateral esquerda, e Rafael Marques conseguiu cumprir bem a função de aglutinar o time. As chances de gol, como que por encanto, passaram a surgir naturalmente.

Aos cinco, Gabriel Jesus fez boa jogada pela esquerda e bateu – Diego Cavalieri defendeu bem. Aos sete, Robinho fez ótima jogada em cima de Jean e buscou Alecsandro na área; mesmo deslocado por Léo Pelé ele conseguiu o cabeceio, mas Diego defendeu de novo. Se Anderson Daronco quisesse, poderia dar pênalti.

O Verdão já fazia por merecer o empate, mas numa rara descida do Fluminense, Cícero chegou livre na área, pela direita, e na disputa com Fernando Prass dobrou os joelhos e desabou. Foi muito bem encenado, e Daronco, desta vez, não teve dúvidas e colocou na cal – e ainda amarelou Fernando Prass. Fred bateu e a bola saiu à direita. Escapamos!

O lance animou demais nosso time e nossa torcida; e o efeito parece ter sido exatamente o inverso do lado dos cariocas. Marcelo Oliveira mandou o time definitivamente pra cima e colocou Allione no lugar de Arouca, aos 20. E três minutos depois, veio o empate: Rafael Marques cruzou da direita; Gabriel Jesus tentou o arremate e prensou a bola no chão; ela sobrou para Barrios que só tocou no canto direito de Diego, empatando o jogo.

O jogo ficou aberto, e dois minutos depois Barrios quase virou, aproveitando mais um cruzamento da direita, mas desta vez Diego defendeu. Aos 28, Robinho fez uma enorme bobagem ao tentar girar na frente de Fred, que roubou a bola, avançou, disputou com Victor Ramos e a bola sobrou para Osvaldo, que bateu prensado com Jackson e a bola saiu. Sorte! Este lance, no entanto, foi isolado; o Palmeiras mandava na partida e chegou à virada aos 30: Gabriel Jesus disputou dentro da área com Marcos Junior, roubou a bola, cortou para dentro e bateu por baixo de Diego, virando o jogo.

Foi um nocaute. O Fluminense, muito pressionado pelos resultados recentes, entrou em parafuso e lançou-se à frente de qualquer jeito, estendendo o tapete tricolor para o Verdão passar por cima. Aos 42, Allione fez linda jogada e, de frente, bateu forte, para mais uma boa defesa de Diego Cavalieri.

Barrios fechou seu show com mais dois gols no fim do jogo: aos 44, ele aproveitou um erro de Antônio Carlos, arrancou do meio do campo, puxou para dentro e soltou a bomba, no canto direito de Diego. E aos 47, fechou a tampa do caixão com um gol de churrasco: Rafael Marques entrou na área e foi desarmado; Gabriel Jesus pegou a sobra no lado esquerdo, encarou a marcação, tabelou com Allione, foi ao fundo e serviu Barrios, solto; o paraguaio só precisou dominar e fuzilar. E se o Verdão forçasse, saía mais.

FIM DE JOGO

O Palmeiras jogou muito mal no primeiro tempo, mas conseguiu se acertar no intervalo e aproveitou a enorme pressão sobre um time que teve o treino invadido por organizados na véspera. A qualidade do elenco também foi decisiva, num período em que ninguém tem tempo para fazer acertos na parte tática entre um jogo e outro.

O time volta à capital paulista para receber o Grêmio, no Pacaembu, mas antes disso seca o Flamengo e o SPFC para poder voltar à zona da Libertadores já na próxima rodada. E que o time não precise do intervalo para entrar no jogo, nem conte tanto com a sorte quanto esta noite no Rio de Janeiro. O Grêmio vive um momento bem diferente do Fluminense e erros como os do primeiro tempo não serão perdoados. VAMOS PALMEIRAS!

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