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Atlético/MG 2 x 1 Palmeiras – 23/08/2015

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BELO HORIZONTE, MG – 23.08.2015: ATLÉTICO MINEIRO X PALMERAS – O jogador Alecsandro, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do C Atlétcio Mineiro, durante partida válida pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Independência. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Já sabíamos que jogar no Independência é parada duríssima. Saímos na frente logo no começo do jogo mas sentimos a pressão e acabamos cedendo o empate ainda na primeira etapa.

No segundo tempo voltamos melhor e, se não fosse o pênalti meio arranjado, teríamos segurado o resultado e garantido o empate. Com a derrota seguimos em 5º mas a 12 longínquos pontos do líder.

Jogo válido pela 20ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 2 X 1 PALMEIRAS

DATA/HORÁRIO: 23/8 – 18h30
LOCAL: Arena Independência, Belo Horizonte (MG)
ÁRBITRO: Sandro Meira Ricci (SC)
ASSISTENTES: Carlos Benkenbrock (SC) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
CARTÕES AMARELOS: Lucas, Dudu (PAL), Jemerson (ATL)
PÚBLICO/RENDA: 17.464 pagantes/ R$ 683.385
GOLS: Andrei Girotto 4’/1T (0-1), Lucas Pratto 17’/1T (1-1), Lucas Pratto 36’/2T (2-1)

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson, Douglas Santos, Rafael Carioca, Leandro Donizete, Giovanni Augusto (Guilherme 28’/2T), Luan (Dátolo 34’/2T), Thiago Ribeiro (Patric 24’/2T) e Lucas Pratto. Técnico: Levir Culpi.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Vitor Hugo, Jackson, Egídio (Robinho, intervalo), Amaral, Andrei Girotto (Gabriel Jesus 12’/2T), Zé Roberto, Rafael Marques, Dudu e Alecsandro (Lucas Barrios 18’/2T). Técnico: Marcelo Oliveira.

Com vantagem no retrospecto, Verdão visita Atlético-MG na abertura do returno

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
22/08/2015 – 14:00h

Após 19 rodadas e a primeira metade do Brasileirão disputada, o Palmeiras volta a encarar o Atlético-MG, desta vez em Belo Horizonte, na primeira partida do returno da competição – o primeiro jogo, em São Paulo, terminou 2 a 2. Ao todo, as duas equipes já se encontraram 50 vezes em partidas válidas pelo principal campeonato nacional – foram 25 vitórias do Verdão, seis empates e 19 reveses.

Já o retrospecto geral registra 73 partidas em toda história. Foram 36 triunfos da equipe verde e branca, 11 resultados iguais e 26 derrotas. O Palmeiras marcou 104 gols e foi vazado em 86 oportunidades.

O primeiro encontro entre os times aconteceu em abril de 1938, quando o Verdão, com dois gols do ponta-direita Barrillote, venceu o time mineiro por 2 a 0, no Pa­lestra Italia. Outro dado a favor do Palmeiras é que, desde 1998, o recorde absoluto de invencibilidade pertence ao Alviverde, que emplacou sete vitórias consecutivas a partir de 1996 – os números também representam o maior registro de vitórias seguidas na história.

Também em 1996, o Verdão emplacou a maior goleada do retrospecto de jogos. Em partida válida pela Copa do Brasil daquele ano, o Palmeiras superou o Atlético-MG por 5 a 0 e avançou à fase seguinte do torneio.

No último encontro, no Allianz Parque, o Palmeiras foi a campo com Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Alan Patrick, 25’/2ºT), Robinho, Valdivia (Egidio, 14’/2ºT), Rafael Marques e Dudu (Kelvin, 25’/2ºT); Gabriel Jesus. Os gols do empate em 2 a 2 foram marcados por Vitor Hugo e Rafael Marques.

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

O Palmeiras saiu na frente, mas sentiu a pressão do estádio do Atlético, tomou a virada e levou um vareio de bola no primeiro tempo – apesar da virada ter vindo com um pênalti arrumado; o Verdão acertou o time depois do intervalo, jogou como time grande novamente na fase final e por pouco não chegou a um resultado melhor.

A derrota nos deixa a doze pontos da liderança, mas ainda em quinto lugar, já que Sport, SPFC e Atlético-PR também perderam seus jogos. O time tem que aproveitar o ânimo pelo bom futebol jogado no segundo tempo e confirmar a classificação na Copa do Brasil na quarta-feira, contra o Cruzeiro no Mineirão, o capítulo mais importante desta mini-excursão a Belo Horizonte.

PRIMEIRO TEMPO

O Atlético, naturalmente, começou o jogo com muita intensidade, aproveitando a energia de sua torcida. O Verdão mostrava muita aplicação na marcação, sobretudo com Andrei Girotto, que parecia bastante inspirado e vibrando bastante. Dudu também se destacava, tanto nas puxadas de contra-ataque quanto na recomposição da defesa.

E o Verdão esfriou a torcida local com cinco minutos, marcando um belo gol: Lucas bateu o lateral na direita para Rafael Marques, que devolveu para o lateral, que cruzou no meio da área; Andrei Girotto veio de trás e, sem marcação, mandou um torpedo com a cabeça no ângulo esquerdo de Victor, que ficou batido no lance. 1 a 0.

O Atlético não demorou muito para se recuperar do baque, e logo voltou a jogar em cima do Palmeiras, com passes rápidos entre Giovanni Augusto, Thiago Ribeiro, Luan, com Pratto fazendo bem o pivô e ganhando as jogadas de Vitor Hugo. Lucas e Egídio, perdidos, eram facilmente envolvidos pelas jogadas do time mineiro, sempre subindo pelos flancos.

Aos 17, Leandro Donizete subiu ao apoio e salvou uma bola que sairia pela linha de fundo; pressionado por Zé Roberto, ele cruzou de qualquer jeito; a bola ficaria fácil para a defesa mas desviou na marcação do camisa 11, ganhando altura e ficando à feição para Pratto; Fernando Prass perdeu o tempo da jogada e tentou dividir pelo alto, sendo encoberto: 1 a 1.

O Palmeiras sentiu o gol e a pressão da torcida. O jogo, que ainda tinha um certo equilíbrio, virou um passeio do Atlético, com a bola queimando no pé de nossos jogadores, enquanto o time da casa explorava o espaço que nossos laterais davam.

Aos 32, o Galo começou a construir a jogada numa disputa de bola entre Egídio e Jemerson, em que nosso lateral virou a bundinha para o lance; o zagueiro do Atlético ganhou, levantou na área e achou Thiago Ribeiro livre, enquanto Lucas tinha dois para marcar; ele ajeitou no meio para Pratto que não conseguiu o domínio, ficando sem ângulo e perdendo o ataque.

Mas aos 35 o erro na montagem da defesa, que era evidente, resultou num pênalti para o Atlético: mais uma bola da direita para a esquerda; Lucas, mais uma vez no meio de dois, disputou o espaço com Giovanni Augusto que desabou: Sandro Ricci inventou e colocou na cal; Pratto bateu com violência bem no meio do gol e virou o placar.

Com a vantagem, o Atlético diminuiu um pouco o ritmo do jogo, mas ainda assim conseguiu finalizar mais duas vezes, em chutes de Giovanni Augusto e Luan, para fora. Sem acionar Alecsandro, com a marcação confusa, apesar da aplicação da dupla de volantes, o time foi dominado pelo Atlético no primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Marcelo Oliveira começou a reequilibrar o jogo mandando Robinho a campo no lugar de Egídio, puxando Zé Roberto para a lateral. O camisa 27 foi a surpresa entre os relacionados, já que ainda se recuperava de lesão e sua presença não era esperada. Com Robinho em campo, o time melhorou, mas não a ponto de retomar a posse de bola, que no primeiro tempo ficou quase 70% em poder do Atlético. E Zé Roberto deixava o mesmo buraco que Egídio no lado esquerdo da defesa. Aos cinco, Luan aproveitou o espaço, recebeu um lançamento, ficou cara a cara com Prass e bateu rasteiro, mas a bola saiu por pouco.

O jogo realmente mudou aos 14, com a entrada de Gabriel Jesus no lugar de Andrei Girotto. Robinho foi recuado, e finalmente o Palmeiras conseguiu explorar o espaço deixado por Marcos Rocha. Um minuto depois da mexida, na primeira jogada do camisa 33, a bola foi enfiada para Alecsandro, que ganhou a disputa com Edcarlos, dividiu com Victor e a bola ia entrando depois de ficar viva, mas o zagueiro se recuperou e conseguiu impedir o gol em cima da risca.

O Palmeiras já mandava no jogo, o Atlético passou a jogar em nossos erros. Aos 18, Lucas ficou dormindo; o Atlético cobrou uma falta com rapidez; Giovanni Augusto aproveitou e cruzou na direção de Pratto, que não alcançou. Assim que a bola saiu, Alecsandro deu lugar a Lucas Barrios e o Palmeiras ficou mais perigoso ainda.

Logo aos 21, Robinho conseguiu um levantamento perfeito para Barrios, que no meio da zaga atleticana achou o espaço e subiu livre, cabeceando em direção ao canto esquerdo de Victor, mas a bola saiu por pouco. Com Dudu centralizado e Gabriel Jesus aberto pela esquerda, o Verdão voltou a mostrar um bom futebol. Levir tentou armar seu time para matar o jogo na correria, colocando Patric e Guilherme em campo nos lugares de Giovanni Augusto e Thiago Ribeiro. E de fato o Atlético ainda levava perigo nos contra-ataques, mas nossa zaga, sobretudo Vitor Hugo, prevalecia nas disputas mano a mano.

Aos 33, nova tentativa com Barrios: desta vez foi Rafael Marques quem achou o paraguaio no meio da área, e mais uma vez o arremate saiu com defeito, desta vez por cima. Levir decidiu fechar o meio, tirando Luan e colocando Dátolo, mas o Palmeiras já era o senhor da partida, calando o Independência. E fomos para a pressão final.

Aos 39, Dudu bateu de fora, Victor teve uma pane mental e quase engole um frangaço, mas a bola bateu em alguma parte de seu corpo e saiu em escanteio. A torcida do time da casa respondeu e voltou a fazer barulho, mas não o suficiente para impedir que o Palmeiras chegasse muito perto do empate aos 45: Gabriel Jesus roubou a bola no meio e tocou em Robinho, que rapidamente lançou Barrios, que colocou no peito, invadiu a área, tirou de Victor para a esquerda e, com pouco ângulo, rolou para o gol; Jemerson tropeçou e estava sendo batido, mas Edcarlos, de novo, salvou em cima da risca. Foi o lance que definiu a derrota do Palmeiras, mas uma derrota digna.

FIM DE JOGO

Perder deste time do Atlético no Independência não quebra o planejamento de ninguém. O que quebra é que esses pontos perdidos se somam a uma série de outros tropeços imperdoáveis. A diferença para o líder voltou a ser de doze pontos e as chances de título se resumem à matemática, mesmo ainda tendo um confronto direto em casa.

Mas o time mostrou que reencontrou o bom futebol; Andrei Girotto e Amaral vão achando seus lugares no campo; a formação do fim do jogo, com Dudu centralizado e Gabriel Jesus aberto pela esquerda, com Barrios na frente se mostrou bastante promissora. Resta combinar com Lucas e com Egídio, e descobrir o que eles querem da vida. De qualquer forma, parece um time suficiente para trazer de Belo Horizonte, ao menos, a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, já que desde o apito final do juiz as chavinhas de todos já tinham que estar mudadas, pensando no jogo contra o Cruzeiro. Quarta tem decisão, vamos em frente; VAMOS, PALMEIRAS!

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