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Palmeiras 3 x 0 Avaí – 08/07/2015

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SÃO PAULO, SP – 08.07.2015: PALMEIRAS X AVAÍ – O jogador Rafael Marques, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Avaí FC, durante partida válida pela décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro Série A, na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Não foi uma atuação de gala como o placar pode sugerir, contudo, a superioridade técnica e jogando em casa, faturamos essa também.

Quarta vitória consecutiva e que fez o time, mesmo que provisoriamente, chegar no G4. Se continuar nessa pegada, com eventuais pontos perdidos aqui e acolá, vamos fortes rumo ao título.

Jogo válido pela 12ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 3 X 0 AVAÍ

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA/HORA: 08/07/2015 – 21h
ÁRBITRO: Igor Junior Benevenuto (MG)
AUXILIARES: Bruno Boschilia (PR) e Pablo Almeida da Costa (MG)

PÚBLICO/RENDA: 37.530 pagantes / R$ 2.405.755,00
CARTÕES AMARELOS: Egídio e Victor Ramos (PAL); Renan, André Lima, Claudinei, Emerson, Nino Paraíba e Roberto (AVA)
GOLS: Rafael Marques, 7’/1ºT (1-0); Lucas, 19’/2ºT (2-0) e Cristaldo, 43’/2ºT (3-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo (Leandro Almeida, intervalo) e Egídio; Gabriel, Arouca e Zé Roberto (Kelvin, 15’/2ºT); Dudu, Rafael Marques e Leandro Pereira (Cristaldo, 30’/2ºT).  TÉCNICO:  Marcelo Oliveira

AVAÍ: Vagner; Nnino Paraíba, Jeci, Emerson e Romário; Renan, Tinga e Claudinei (Renan Oliveira, intervalo); Rômulo (Roberto, 18’/2ºT), Anderson Lopes e William (Tauã, 31’/2ºT). TÉCNICO: Gilson Kleina.

Com retrospecto favorável, Palmeiras recebe Avaí nesta quarta-feira

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
07/07/2015 – 20:45h

O Palmeiras recebe na noite desta quarta-feira (08), no Allianz Parque, o Avaí, em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Embalado por três vitórias consecutivas, o Verdão também tenta manter o ótimo retrospecto diante da equipe do sul do país: em 12 jogos, o escrete palestrino venceu nove duelos, empatou duas vezes e foi derrotado em apenas uma oportunidade.

Em casa, como no caso da partida desta quarta-feira (08), a vantagem é ainda maior. Foram cinco encontros em toda história e o Palmeiras nunca foi derrotado pelo Avaí: quatro triunfos e uma igualdade no marcador.

A maior goleada do confronto aconteceu em 2003, quando o Verdão venceu por 6 a 0, na Ressacada, estádio do Avaí. Em 2011, nova vitória expressiva: 5 a 0, no estádio do Canindé, em São Paulo.

O último jogo entre os dois times aconteceu em agosto de 2014. Naquela oportunidade, o Palmeiras venceu os catarinenses por 1 a 0, em partida válida pela Copa do Brasil. Comandada pelo técnico argentino Ricardo Gareca, a equipe foi a campo com Fabio, Wendel, Lúcio, Tobio, Victor Luis; Renato, Wesley (Marcelo Oliveira, aos 28’/2°T), Allione, Felipe Menezes; Leandro (Mouche, aos 22’/2°T) e Henrique (Bruno César, aos 33’/2°T).

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

E o Verdão ganhou mais uma. Para mais de 37 mil palmeirenses, o time de Marcelo Oliveira fez prevalecer sua maior condição técnica e venceu o Avaí por 3 a 0, chegando à quatrta vitória consecutiva e alcançando o G4, pelo menos até o complemento da rodada – se o Fluminense perder do Cruzeiro e não houver vencedores no jogo do SCCP, a posição será mantida até a próxima rodada.

Ao contrário do que o placar de 3 a 0 (e poderia ter sido 4 a 0, já que Kelvin marcou um gol no final não validado pela arbitragem) sugere, o Palmeiras não fez uma grande partida, sendo inferior ao Avaí em vários momentos do jogo. Mas se o conjunto não funcionou bem como vimos nos jogos anteriores, desta vez as individualidades é que foram determinantes para o resultado.

Primeiro tempo

O Verdão começou com tudo, e logo a quinze segundos quase chegou ao gol: a bola foi em direção à área do Avaí, Leandro Pereira dividiu com Vagner e a bola sobrou para Zé Roberto, que com o gol vazio pegou de primeira, mas bateu para fora. Aos dois, Leandro Pereira brigou pela bola, que sobrou com Dudu; com velocidade, ele percebeu a passagem de Egídio que invadiu a área e bateu forte, mas torto.

A pressão era intensa, e aos sete o Verdão chegou ao primeiro gol: Vitor Hugo deu o chutão, mais uma vez Leandro Pereira ganhou a disputa e a bola ficou com Dudu, que deu o passe de letra para Rafael Marques; ele ajeitou e disparou o foguete de esquerda – a bola foi na gaveta, inapelável para Vagner. Golaço do Verdão.

A impressão que ficava era de um rolo compressor, mas o panorama do jogo acabou ficando igual ao jogo anterior, contra a Ponte, a despeito do estádio lotado e de todo o apoio da torcida. O Palmeiras passou a administrar o resultado, procurando o gol com muito menos intensidade do que podia. E o jogo ficou preso no meio-campo, já que, para o Avaí de Gilson Kleina, perder por um gol parecia de ótimo tamanho.

Assim, as chances de gol só saíram em erros individuais. Gabriel perdeu duas bolas na saída e o Avaí chegou com perigo em nossa área, mas a dupla de zaga, sobretudo Victor Ramos, estava muito firme. Vitor Hugo também ameaçou entregar a paçoca, mas Tinga não é exatamente um jogador implacável que aproveita todas as chances que tem.

Sem criatividade e movimentação, com os jogadores distantes, o Palmeiras só criou uma nova chance na bola parada, exatamente como previsto no pré-jogo: escanteio no primeiro pau, Vagner caçou borboleta, e Rafael Marques teve a chance de cabecear para o gol vazio, mas pegou de raspão e a bola correu pela linha de fundo.

No final do primeiro tempo, Vitor Hugo chocou-se com William Batoré e levou a pior; com uma pancada no rosto, precisou dar lugar a Leandro Almeida, que assim fez sua estreia com a camisa do Palmeiras assim que o segundo tempo começou.

Segundo tempo

Todos esperavam o Palmeiras voltando mais aceso para o segundo tempo, mas foi o Avaí quem surpreendentemente voltou forte para o jogo, disposto a reverter a desvantagem. Aproveitando um inexplicável sono de nosso setor defensivo, sobretudo de Egídio, as jogadas do time catarinense saíam uma após a outra, e Fernando Prass passou alguns apertos – aos sete, Anderson Lopes chegou a escorar uma bola no travessão, após cruzamento da direita; Lucas ficou sozinho com dois atacantes no segundo pau, vendido.

O Verdão voltou para o jogo aos 15, com a entrada de Kelvin no lugar de Zé Roberto. Dudu passou a jogar centralizado e o time ficou bem mais veloz, retomando o controle do jogo. E não demorou muito para sair o segundo: Dudu coordenou o ataque pela direita, e dentro da área teve calma para enxergar Kelvin, que se posicionou do lado oposto; ele recebeu, girou em cima do lateral e foi ao fundo, cruzando no segundo pau, onde Lucas fechou para cumprimentar para as redes. Na base da qualidade técnica, o Verdão nocauteou o adversário.

Com 2 a 0, virou treino para os dois times, e a temperatura do jogo só voltou a aumentar quando Cristaldo foi a campo, no lugar de Leandro Pereira. Tauã entrou no ataque do Avaí, no lugar de Batoré, e também mostrou qualidades, caindo pela esquerda. Mas foi o Verdão quem chegou ao gol, aos 43: Egídio bateu falta da direita, e Cristaldo, mesmo baixinho, ganhou na disputa com a zaga e marcou o terceiro com uma cabeçada fulminante. E ainda deu tempo de sair o quarto, após magnífica jogada de Dudu, que tocou para Kelvin que mesmo sem ângulo conseguiu tocar por baixo de Vagner e a bola entrou pelo menos dois dedos antes de Emerson tirar de dentro, mas isso não foi suficiente para o bandeirinha Bruno Boschilia validar o gol. Está cego.

Após esse lance, nos descontos, o Palmeiras ainda conseguiu criar mais duas boas chances, num chute de longe de Victor Ramos, que viu Vagner adiantado – mas o goleiro se recuperou e mandou pra escanteio, e com Kelvin, que saiu na cara de Vagner após passe de Egídio, mas o goleiro finalmente mostrou sua maior qualidade, que é a saída do gol por baixo, fechando o ângulo, e impediu o gol.

Fim de jogo

Não foi uma exibição de gala, mas o time mostrou que quando não vai no coletivo, a força individual pode fazer a diferença. O que preocupa é que isso não será possível quando o adversário também for qualificado. O time precisa mostrar mais consistência durante todo o jogo, sem momentos de relaxamento exagerado como vimos hoje; o Avaí com um gol atrás jamais pode tomar conta do jogo por cerca de dez minutos. Que sirva de lição.

A quarta vitória consecutiva, sem levar gols, levou o Palmeiras ao pelotão de cima; indiscutivelmente não podemos mais ser ignorados em qualquer lista de pretendentes ao título. Reaparece uma velha máxima, a de que chegar no G4 é difícil, se manter nele é mais difícil ainda. A torcida pode se empolgar sem medo de ser feliz, mas os jogadores só poderão entrar nessa onda depois de levantar o caneco, nem um segundo antes. Trabalho para Marcelo Oliveira e a comissão técnica. Que continuem o ótimo trabalho, e nós daqui vamos continuar fazendo a nossa parte. VAMOS PALMEIRAS!

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