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Palmeiras 0 x 1 Goiás – 24/05/2015

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(Fonte: http://www.tabeladeclassificacao.com.br)

Jogando em casa mais de 37 mil torcedores amargaram outra decepção proporcionada pelo time de Oswaldo de Oliveira. Mais um tropeço contra um adversário que, com todo o respeito, vai brigar para não cair.

A derrota em si, pelo fato de estar no início do campeonato, não chega a comprometer a busca pelo título. O que deixa o torcedor desacreditado é a incompetênicia do time. Parece que se conheceram ontem e foram a campo.

Medidas precisam ser tomadas.

Jogo válido pela 3ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 GOIÁS

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA E HORÁRIO: 23 de maio de 2015, domingo, às 11h
ÁRBITRO: Marcelo de Lima Henrique (PE)
ASSISTENTES: Guilherme Dias Camilo (MG) e Clovis Amaral da Silva (PE)
GOL: Victor Ramos – contra 31’/2ºT (0-1)
CARTÕES AMARELOS: Valdivia, Victor Ramos, Leandro Pereira, Lucas e Kelvin (PAL) e Rafael Forster, Wesley e William Kozlowski (GOI)
CARTÃO VERMELHO: Victor Ramos (PAL) E Bruno Henrique (GOI)
RENDA E PÚBLICO: R$ 2.410.600,00/ 37.337 pagantes

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel (Alan Patrick 33’/2ºT), Robinho, Zé Roberto (Leandro 28’/2ºT) e Valdivia; Kelvin e Leandro Pereira (Cristaldo 15’/2ºT). TÉCNICO: Oswaldo de Oliveira

GOIÁS: Renan; Everton, Felipe Macedo, Alex Alves e Rafael Forster; Rodrigo, Péricles (William Kozlowski 36’/2ºT), Patrick e Arthur (Robert 14’/2ºT) ; Erik (Wesley – Intervalo) e Bruno Henrique.TÉCNICO: Hélio dos Anjos

Palmeiras perdeu apenas duas vezes para o Goiás no Palestra Italia; confira histórico

Felipe Krüger
Departamento de Comunicação
23/05/2015 – 13:00h

Reformado e rebatizado, o Palestra Italia – agora Allianz Parque – mantém um excelente retrospecto a favor do Palmeiras em jogos contra o Goiás, adversário deste domingo, às 11h, em partida válida pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro 2015. Em toda história, as duas equipes se enfrentaram 17 vezes na casa alviverde, com 12 vitórias a favor do Verdão, três empates e apenas duas derrotas.

A vantagem ainda é imensamente superior ao Palmeiras mesmo considerando outros estádios do estado de São Paulo. Somando duas partidas no Pacaembu, duas no Morumbi e uma na Arena Barueri, o retrospecto passa a ser de 22 partidas, 16 triunfos, três jogos que terminaram empatados e outros três reveses.

Já o histórico geral de confrontos aponta 46 partidas, em São Paulo e Goiânia, com 25 vitórias palestrinas, nove empates e 12 triunfos da equipe esmeraldina. O time paulista marcou 72 gols e foi vazado em 55 oportunidades.

A maior sequência invicta do Palmeiras contra o Goiás aconteceu entre novembro de 1988 e agosto de 2001, quando emplacou 11 jogos sem ser derrotado – foram sete vitórias e quatro empates. Já a principal série de triunfos consecutivos – foram sete – aconteceu entre março de 1981 e janeiro de 1985.

Na última partida entre os dois times em São Paulo, o Verdão levou a melhor a melhor. Com gols do zagueiro Lúcio e do atacante Henrique, o Palmeiras superou o Goiás por 2 a 0, no estádio do Pacaembu. Naquela oportunidade, a equipe que foi a campo foi Fábio; Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira e William Matheus; Renato, Wesley (Josimar) e Valdivia; Diogo, Henrique (Juninho) e Leandro (Chico).

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Não foi um time estéril como no jogo anterior contra o Joinville, mas de nada adiantou o absoluto domínio do jogo. Sem capacidade para mandar a bola para as redes, o Verdão tomou um gol de contra-ataque e acabou derrotado pelo Goiás no Allianz Parque, com mais de 37 mil pessoas presentes. O resultado deixa a situação do time muito complicada já na largada do campeonato, e deve precipitar algumas correções de rumo urgentes – ao menos um lado bom essa derrota tem que ter.

Sem Rafael Marques, com forte gripe, Oswaldo escalou Kelvin aberto pelo lado direito. Na coordenação ofensiva, ao contrário do que treinou durante os treinos abertos à imprensa, apareceu Valdivia, com Alan Patrick permanecendo como opção de banco. E a volta de Arouca, tão aguardada, por algum motivo foi adiada: o volante ficou no banco, e Robinho seguiu no posto, com Egídio na lateral esquerda.

E não rendeu. Egídio está longe de corresponder tecnicamente às expectativas, suas jogadas no apoio são pífias. Zé Roberto não brilha como sabemos que pode na meia. Valdivia é o cemitério de jogadas do time. E para Leandro Pereira jogar, o esquema tem que ser só para ele colocar pra dentro – se for para ele participar da construção das jogadas, teremos problemas.

Todas essas limitações explicam a baixa qualidade no complemento da jogada mesmo com intenso domínio. O time criou várias oportunidades, mas poucas que deram a impressão de gol iminente. E a tensão do jogo tinha um ingrediente extra: o tenebroso árbitro Marcelo de Lima Henrique, que além de ter deixado de marcar dois pênaltis para o Palmeiras durante o jogo, irritou a todos com seu estilo espalhafatoso, distribuindo cartões sem critério logo no começo do jogo.

Primeiro tempo

No primeiro tempo, o Palmeiras buscou as finalizações através das jogadas de bola aérea, sobretudo através do lado esquerdo. Egídio está com o cruzamento mal calibrado e erra muito mais do que acerta. A zaga do Goiás fez um excelente trabalho nas bolas aéreas; Valdivia, Kelvin e Robinho não são exatamente cabeceadores, e as chances apareciam quando os zagueiros subiam ao ataque – nenhuma com real perigo. Aos 20, o primeiro lance real, com Leandro Pereira em velocidade saindo na frente de Renan, mas ele adiantou demais a bola e deu chance para a saída do goleiro. Aos 26, Kelvin tentou jogada individual, limpou o lateral e bateu rasteiro, para nova defesa de Renan.

Aos 44, a melhor chance: Lucas apoiou pela direita, tabelou com Kelvin, foi ao fundo e cruzou; Leandro Pereira raspou de cabeça, Zé Roberto não conseguiu o domínio na pequena área e a bola bateu em Felipe Macedo antes de sair a escanteio, raspando a trave. E assim terminou o primeiro tempo.

Segundo tempo

Nada mudou até a entrada de Cristaldo, aos 15, no lugar de Leandro Pereira. O argentino deu um pouco mais de mobilidade ao time e as jogadas de perigo enfim apareceram – não sem antes levarmos um grande susto: Fernando Prass, com excesso de confiança, tentou sair jogando com os pés e perdeu a bola para Bruno Henrique, que invadiu a área, cortou para dentro e bateu para o gol – Victor Ramos salvou, mas a bola ainda bateu em Prass que voltava desesperado para a meta e quase entrou. Ridículo.

Passado o susto, o Verdão iniciou uma pressão muito forte. Aos 23, Kelvin sofreu pênalti ao invadir a área, mas o juiz não deu. Aos 24, em bola aérea, nem o topete de Kelvin foi suficiente para que ele alcançasse uma bola alçada na pequena área, de frente, sem marcação. Aos 26, nova bola aérea, e Cristaldo cabeceou meio sem jeito, na trave. Os passes fluíam com mais naturalidade, e a defesa do Goiás dava sinais de cansaço. Leandro entrou no lugar de Zé Roberto, e era ataque contra defesa. Parecia que a pressão faria efeito a qualquer momento.

Mas num lance fortuito, aos 31, o atacante Bruno Henrique do Goiás arrancou com a bola, ganhou todas as divididas com nossos defensores, invadiu a área, passou fácil por Fernando Prass, e da linha de fundo tocou para Péricles, que fechava na pequena área; Victor Ramos tentou cortar e acabou fazendo gol contra – o juiz deu o gol para o volante do Goiás. Bruno Henrique, que já tinha amarelo, comemorou demais na pequena torcida goiana e acabou expulso.

Com um a mais, Oswaldo tirou Gabriel e colocou Alan Patrick – substituição arriscada mas correta. E Alan Patrick mostrou que deveria ter sido de fato a opção inicial de Oswaldo, jogando com muito mais intensidade e consciência que Valdivia, que permanecia em campo mais atrapalhando que ajudando. Aos 39, Alan Patrick mostrou o caminho que o time deveria ter percorrido ao longo do jogo: arriscou um chute de fora, obrigando Renan a fazer uma belíssima defesa. A bola não saía da área do Goiás, e o Verdão ainda teve duas faltas muito próximas à área – Egídio e Alan Patrick cobraram mal. Aos 49, após Victor Ramos ser expulso tolamente, Alan Patrick sofreu pênalti, mas o juiz viu a falta fora da área. Mal batida, foi nossa última chance de empate.

Fim de jogo

Se nossas queixas no jogo passado foi a falta de intensidade, hoje temos muito o que reclamar, mas do desempenho técnico de vários jogadores. Prass, Egídio, Valdivia, Zé Roberto e Leandro Pereira estiveram numa manhã bastante infeliz e prejudicaram o rendimento coletivo. Oswaldo parece ainda não ter encontrado um esquema eficiente sem Arouca – que ficou no banco o tempo todo, de forma incompreensível. Cleiton Xavier é outro jogador que poderia fazer a diferença na compactação do time. E é gritante a necessidade de um centroavante que faça a diferença. Tanto Cristaldo quanto Leandro Pereira parecem ser apenas boas opções para mudar um jogo, numa necessidade específica, mas nenhum dos dois pode ser nosso centroavante titular. Até o Ceifador poderia estar fazendo um trabalho melhor que o apresentado por essa dupla.

Que a diretoria trabalhe rápido, tanto no que diz respeito ao mercado, quanto nas cobranças ao treinador, que parece um tanto preso a seu esquema e não consegue desenvolver alternativas a ele quando bem marcado. O Palmeiras foi um dos destaques dos estaduais e todo mundo teve a chance de ver e estudar. Se não forem desenvolvidas mais variações táticas, ficaremos sujeitos a esses resultados como o de hoje. Luz vermelha acesa, hora de agir. VAMOS PALMEIRAS!

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