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Palmeiras 2 x 2 Atlético/MG – 09/05/2015

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SÃO PAULO, SP – 09.05.2015 – PALMEIRAS X ATLÉTICO MINEIRO: O jogador Zé Roberto, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Cárdenas, do C Atlético Mineiro, durante partida válida pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

A alta expectativa da torcida em função do time em tese “encaixado” e jogando bem, avaliando-se a boa campanha do Paulistão, não foi correspondida. Perdemos 2 pontos importantíssimos na arrancada considerando que jogamos em casa e contra o time reserva do Atlético.

Essas vaciladas já deixam o torcedor com a pulga atrás da orelha. Será que vai?

Jogo válido pela 1ª rodada do Brasileirão 2015.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 2 ATLÉTICO-MG

LOCAL:  Allianz Parque, em São Paulo (SP)
DATA/HORA: 9 de maio de 2015, às 18h30 (de Brasília)
JUIZ: Felipe Gomes da Silva (PR)
AUXILIARES: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (ambos do PR)
PÚBLICO/RENDA: 28.781 pagantes / R$ 2.004.965,00
CARTÕES AMARELOS: Gabriel e Robinho (PAL); Jô, Patric e Josué (ATL).

GOLS: Patric, aos 6’/2ºT (0-1); Vitor Hugo, aos 36’/2ºT (1-1); Jô, aos 40’/2ºT (1-2) e Rafael Marques, aos 50’/2ºT (2-2).

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Alan Patrick, 25’/2ºT), Robinho, Valdivia (Egidio, 14’/2ºT), Rafael Marques e Dudu (Kelvin, 25’/2ºT); Gabriel Jesus. TÉCNICO: Oswaldo de Oliveira

ATLÉTICO-MG: Victor; Patric, Tiago, Edcarlos e Pedro Botelho; Josué, Eduardo (Danilo Pires, 33’/2ºT), Cardenas (Carlos, 13’/2ºT) e Giovanni Augusto; Maicosuel e Jô. TÉCNICO: Levir Culpi

Pós-Jogo

Fonte: Verdazzo

Poucas vezes o palmeirense exercitou tanto a bipolaridade quanto no jogo da noite deste sábado, no Allianz Parque. Para quase 30 mil pagantes, o Verdão buscou duas vezes o empate contra o time reserva do Atlético, e deixou escapar dois pontos importantes na largada do Brasileirão. Mas podia ter perdido três! Só por este parágrafo os senhores já viram que confusão de emoções foi essa partida.

Sem poder contar com Leandro Pereira e Cristaldo, Oswaldo de Oliveira escalou Gabriel Jesus na função. Sem Arouca, que segue tratando lesão, manteve Robinho protegendo o lado esquerdo – aquele por onde Zé Roberto tenta marcar. E no comando da criação, ninguém menos que o Mago Valdivia. Más escolhas.

Primeiro tempo

Os primeiros quinze minutos foram de intensa disputa pelos espaços. Os dois times tentavam penetrar na zaga adversária – o Palmeiras através de troca de passes, sempre envolvendo Valdivia; e o Galo através de lançamentos para Maicossuel. Mas os “magos” eram neutralizados pelas defesas. A primeira chance de gol foi do Verdão, aos 14, pela esquerda: Zé Roberto tramou a jogada com Rafael Marques, invadiu pela esquerda e rolou para Lucas, que chegou batendo – por cima. Notaram os dois laterais no ataque na mesma jogada, certo?

Aos 16, Victor fez sua primeira defesa, em escanteio cobrado por Zé Roberto que Valdivia cabeceou para baixo. O Palmeiras começava a dominar a partida, mas esbarrava no trio de arbitragem. O juiz Felipe Gomes da Silva prejudicou o Palmeiras sistematicamente com as chamadas faltinhas bobas – marcava tudo a favor do Atlético. O auxiliar que corria à frente de nosso banco também teve uma noite, digamos, infeliz, errando tudo contra o Palmeiras. Valdivia sofreu falta de Cardenas, aos 28, mas o juiz não deu; a bola sobrou para Maicossuel, que avançou, tabelou com Jô e saiu na cara de Prass, finalizando rasteiro – nosso arqueiro fez uma brilhante defesa com o pé.

O jogo era franco, a bola ficava pouco tempo na região central do gramado com as duas equipes buscando o gol a todo momento, mas esbarrando nas defesas – ou em seus próprios erros. Aos 39, Dudu fez boa jogada pela esquerda, cortou para o meio e soltou a bomba – mas pegou mal na bola, que saiu quase na bandeirinha do escanteio. As duas últimas chances do Verdão foram com Valdivia: a primeira em mais um escanteio de Zé Roberto que o chileno pegou a sobra, bateu rasteiro mas foi na direção de Victor, que defendeu; e a segunda batendo forte da entrada da área, depois de ótima troca de passes do setor direito de nosso ataque – mais uma vez, na direção do goleiro atleticano. E assim terminou o bom primeiro tempo.

Segundo tempo

Levir Culpi percebeu o buraco no nosso lado esquerdo, sobretudo porque Robinho não consegue proteger o setor com tanta qualidade, e porque Zé Roberto parece ainda perdido na marcação, indeciso e lento. Patric desceu bastante no primeiro tempo, mas esbarrou em sua ruindade. Mas era o que tinha, e o Atlético insistia com ele, enquanto Maicossuel tentava os rabiscos pelo meio ou pela esquerda, tentando achar Jô. Aos dois, em jogada pela esquerda, Eduardo pegou uma sobra de Jô dentro da área e só não marcou porque Fernando Prass saiu do gol com muita rapidez fechando o ângulo, e o meiocamposta do Galo bateu para fora, tentando tirar do goleiro.

Mas aos seis não teve jeito: a jogada começou com uma falta de Josué sobre Dudu; Robinho caiu no mesmo lance; Eduardo armou o contra-ataque rapidamente no vazio deixado por Robinho; Zé Roberto estava mal posicionado e deixou Patric livre. Mesmo com toda a sua ruindade, desta vez ele invadiu a área e bateu cruzado de direita, fazendo um belo gol. E não foi a primeira vez, para quem não se esqueceu do jogo inaugural do Allianz Parque, contra o Sport.

Aos 13, duas chances: Rafael Marques articulou com Robinho, que abriu com Dudu pela esquerda; ele cruzou para Valdivia, livre, no segundo pau, mas o chileno cabeceou fraco quando podia ter dominado no peito e fuzilado. Na sequência, Robinho roubou a bola na tentativa de saída do Atlético, tabelou com Valdivia e chutou forte, por cima. Foi a deixa para Oswaldo promover a estreia de Egídio, empurrando Zé Roberto para a meia, no lugar do chileno que saiu vaiado como nunca. Wesley sentiu uma ponta de inveja.

O jogo seguia aberto: Vitor Hugo salvou o Palmeiras aos 18, prensando uma bola com Carlos numa jogada que parecia despretensiosa perto da linha de fundo. Aos 21, Gabriel Jesus fez sua grande jogada, recebendo na esquerda dentro da área, balançando o corpo para driblar Tiago e soltando a bomba; Victor desviou com a ponta dos dedos e a bola saiu raspando. O juiz deu tiro de meta.

Oswaldo pode errar às vezes na escalação, mas já vimos várias vezes que ele não tem medo de buscar o resultado, colocando o time pra cima do adversário, sem se importar com o risco de tomar mais. Aos 25, colocou Alan Patrick no lugar de Gabriel, movimentando Zé Roberto novamente, agora fazendo a volância; um minuto depois trocou Dudu por Kelvin e o time ficou ultraofensivo. Victor já era o destaque do jogo e o Atlético começou a apelas para a odiosa tática de cair no gramado e apelar para o maldito fair-play.

O Verdão insistiu, prensou o Atlético em seu campo, e conseguiu o empate aos 36, com Vitor Hugo, cabeceando com muita força após escanteio cobrado pela direita por Zé Roberto. Com tanta cera feita pelos mineiros, havia ainda um bom tempo pela frente para tentar a virada. E ela quase veio um minuo depois, com Gabriel Jesus e Kelvin dentro da área, de frente para Victor, mas o excesso de vontade dos dois fez com que nenhum deles finalizasse.

Aos 40, num lance improvável, o Atlético calou o Allianz Parque: Carlos ganhou de Egídio, girou e tocou para Josué, que estava livre porque Zé Roberto marcou a bola; o volante achou Jô se deslocando entre nossos dois zagueiros e o atacante saiu na cara de Fernando Prass, tocando no canto e colocando o Atlético de novo na frente.

O Verdão se mandou todo à frente, virando uma autêntica bagunça. Vitor Hugo já estava de volante, fazendo transição entre defesa e ataque. Kelvin era o que mais se destacava, tentando articular os ataques. Estava tudo aberto lá atrás, e o Atlético quase fez o terceiro. Mas a vontade do Verdão prevaleceu, e no último lance do jogo, a 20 segundos do fim, Kelvin recebeu de Rafael Marques pela esquerda, fez a jogada e cruzou rasteiro; o próprio Rafael Marques se deslocou em velocidade, recebeu na marca do pênalti, livre, e bateu rasteiro – Victor ainda tentou defender mas a bola entrou de mansinho no gol do Galo, para uma autêntica explosão no Allianz Parque.

Fim de jogo

Foi uma bela partida. O nível do Brasileirão, é óbvio, é muito mais elevado que o do Paulista, e o time reserva do Atlético é capaz de endurecer um jogo como fez nesta noite. Some-se a isso os erros de Oswaldo na armação do time, e um jogo que era para ser de três pontos sem sustos, virou um empate sofrido. Mas as circunstâncias do jogo nos levam a manter o espírito otimista, num exercício notável de bipolaridade. A frustração por perder dois pontos em casa é enorme, a revolta pelos erros do time e do treinador é latente, mas o orgulho pela luta até o final e pela coragem de arriscar, fazem o contraponto.

Oswaldo não tem medo de escancarar a defesa em busca do empate e da virada. Isso é jogar pontos corridos, onde perder por 1 e perder por 10 tem o mesmo valor. Chega de ficar atrás no placar e tentar o empate esterilmente, cheio de preocupações defensivas. Nos últimos anos, cansamos de sair atrás e assistir ao resto da partida sabendo queo time jamais buscaria o resultado. Isso não existe com o Palmeiras atual, e é isso que nos dá esperanças que Oswaldo vai enxergar os erros que cometeu na escalação e vai corrigi-los. Enquanto isso, aguardamos ansiosamente pela definição da situação de Valdivia e pela contratação de um NOVE-NOVE.

VAMOS PALMEIRAS!

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